FILMES E SÉRIES

Maryl Streep e Anne Hathaway em O Diabo Veste Prada 2, lançamento no cinema

Foto: Divulgação/20th Century Studios

Análise

O Diabo Veste Prada 2 pode corrigir erro de bilheteria após 20 anos

A combinação de reconhecimento imediato, apelo intergeracional e lançamento em uma janela estratégica cria um cenário favorável para o filme

Victor Cierro
Victor Cierro

O Diabo Veste Prada 2 chega aos cinemas em 30 de abril carregando uma missão simbólica que vai além da nostalgia. Vinte anos depois do lançamento do filme original, a continuação surge como uma chance real de reposicionar a marca não apenas como um fenômeno cultural, mas também como um verdadeiro gigante comercial.

Lançado em 2006, O Diabo Veste Prada virou referência na cultura pop, influenciou moda, linguagem e personagens femininas no cinema, mas terminou o ano fora do top 10 de maiores bilheterias. O desempenho global foi forte, com US$ 326 milhões (R$ 1,7 bilhão) arrecadados, mas insuficiente para colocá-lo entre os campeões daquele calendário dominado por franquias de ação e fantasia.

Na época, o filme encontrou seu maior impacto fora das salas de cinema. Com o passar dos anos, ganhou status de clássico moderno, ampliou seu público no Disney+ e se consolidou como um dos títulos mais revisitados dos anos 2000. Esse crescimento tardio é justamente o trunfo que a sequência tenta transformar em resultado imediato.

O Diabo Veste Prada 2 estreia em um cenário completamente diferente. O peso da marca hoje é maior do que em 2006, impulsionado por memes, debates nas redes sociais e pela permanência do filme no imaginário coletivo. O que antes foi um sucesso progressivo agora chega ao mercado com expectativa alta desde o primeiro fim de semana.

O Diabo Veste Prada 2 pode fazer história nos cinemas

Além disso, 2026 se desenha como um ano dominado por grandes franquias, mas também aberto a eventos cinematográficos que cruzam gerações. A continuação conversa tanto com quem assistiu ao original nos cinemas quanto com um público mais jovem que descobriu a história anos depois.

A combinação de reconhecimento imediato, apelo intergeracional e lançamento em uma janela estratégica cria um cenário favorável para que o filme vá além do desempenho do antecessor. Diferente de 2006, o novo capítulo já entra em cartaz tratado como um evento.

Se em seu lançamento original O Diabo Veste Prada ficou marcado por um contraste entre impacto cultural e resultado comercial, a sequência chega com a chance concreta de alinhar essas duas forças. Em 2026, o filme não precisa provar que é relevante. Precisa apenas transformar fama acumulada em números à altura do seu legado.

Assista abaixo ao teaser de O Diabo Veste Prada 2:

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QUEM FEZ
Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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