Cena de Custe o Que Custar (Foto: Divulgação/Netflix)
E se? Essa pergunta é o ponto de partida de produções de sucesso de Harlan Coben no serviço de streaming
O mercado audiovisual passou por grandes transformações nos últimos anos, mas uma constante parece ditar o ritmo das maratonas no streaming: a presença de mistérios intrigantes. Aqui na Tangerina, nas nossas listas de lançamentos, ao menos uma produção de suspense aparece por semana. Como parte dessa engrenagem está a bem-sucedida parceria entre a Netflix e o escritor norte-americano Harlan Coben, considerado um dos mestres atuais do gênero.
Desde que uniram forças em 2018, 13 dos 35 livros mais vendidos do autor foram adaptados para o formato de minisséries. Essa colaboração se consolidou como uma das estratégias mais eficientes da plataforma para manter os assinantes grudados na tela, gerando bons números de visualizações globais e impulsionando significativamente a venda das obras impressas após cada estreia.
A estrutura narrativa que sustenta esse sucesso comercial e de público vem de uma pergunta simples: “E SE?”. Esse ponto de partida joga um elemento completamente fora da realidade comum na rotina de uma pessoa comum. Em vez de focar a trama em agentes secretos experientes ou investigadores profissionais cheios de recursos tecnológicos, as histórias preferem colocar cidadãos comuns como protagonistas, como bem apontou o Collider.
Médicos, pais de família ou profissionais cotidianos de repente encontram suas certezas desmoronadas devido a um segredo revelado ou a um sumiço inexplicável. Essa escolha de personagens facilita uma conexão imediata com quem assiste, pois desperta a sensação de que qualquer um poderia passar por aquela situação.
Outro fator em comum nas produções de Harlan Coben para a Netflix é que são minisséries, ou seja, entregam tramas com começo, meio e fim. Ao contrário de séries com múltiplas temporadas que demandam que o público recorde de mitologias complexas, essas obras são fechadas. Esse aspecto facilita a imersão dos assinantes, removendo barreiras de entrada e estimulando o consumo de episódios em sequência.
O ritmo acelerado e as constantes reviravoltas nos finais de bloco criam a atmosfera perfeita para a maratona e consequente recomendação nas redes sociais como o Instagram e o TikTok, com legendas destacando “série viciante”, “série perfeita para maratonar”.
A internacionalização das adaptações também ampliou o alcance global do projeto de Coben. Embora muitos dos livros originais se passem nos subúrbios dos Estados Unidos, a Netflix descentralizou as produções utilizando suas divisões em diferentes países. Histórias foram ambientadas no Reino Unido, na Polônia, na França e na Espanha, ajustando pequenos detalhes culturais para que as tramas soassem naturais em seus novos cenários.
Harlan Coben em fotos com Sam Worthington e Britt Lower, de Eu Vou Te Encontrar
(Fotos: Reprodução/Instagram @harlancoben)
Uma dica é que a Netflix usa códigos que permitem navegar por coleções específicas, atendendo tanto a quem sabe exatamente o que quer assistir quanto a quem busca algo completamente novo. Nós já fizemos um texto apenas sobre esses códigos.
Você precisa digitar um link específico na barra de endereço do seu navegador de internet, substituindo um espaço reservado pelo código numérico correspondente ao gênero desejado. O formato do link é: https://www.netflix.com/browse/genre/XXXX. Por exemplo, para encontrar dramas, você usaria o código 5763 no lugar dos “XXXX”. Para subcategorias ainda mais específicas, como dramas baseados em fatos reais, bastaria usar o código 3653. Também é possível digitar na busca do aplicativo.
E a Netflix criou uma sequência específica para Harlan Coben. O número é 81180221. Entre as produções disponíveis, destacam-se tramas eletrizantes como O Inocente, uma produção espanhola que acompanha a jornada desesperada de um homem cuja vida vira de cabeça para baixo após uma ligação misteriosa.
O destaque recente é Eu Vou Te Encontrar, focado em um pai injustamente condenado que descobre pistas sobre o paradeiro de seu filho considerado morto. Custe o Que Custar, também de 2026, mostra o mergulho perigoso de um pai no submundo urbano para resgatar sua filha desaparecida, provando que o apelo emocional aliado à tensão constante continua sendo o motor principal dessas produções de sucesso.
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
Ver mais conteúdos de Vinícius AndradeTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
Ainda não tem uma conta?
Só o que vale o play
Toda sexta-feira, no seu e-mail, as melhores dicas de filmes e séries para ver em casa