Foto: Kelly Fuzaro/HBO Max
Ex-integrantes da girl band estão gravando um documentário
Um dos maiores fenômenos pop do Brasil nos anos 2000, o grupo Rouge voltou a se reunir. Desta vez, porém, não é para fazer nenhum show. Quatro das cinco ex-integrantes da banda estão gravando uma série documental inédita em parceria com a HBO Max, contando toda a trajetória que viveram juntas.
A única ex-integrante que não está envolvida no projeto é Li Martins, que, na época, era chamada pelo nome artístico Patrícia. A cantora recebeu o convite para participar das gravações e chegou a assinar alguns contratos, mas acabou desistindo após a morte de seu marido, JP Mantovani (1979-2025), em um acidente de moto em setembro de 2025.
O documentário vai acompanhar a história do Rouge desde as seletivas no programa Popstars, exibido pelo SBT em 2002, até a separação das meninas, em 2006, pouco tempo depois de Luciana Andrade deixar a formação. As gravações começaram no ano passado e já estão em fase final. A série documental ainda não tem data de estreia.
Após vencerem o reality show Popstars e batizarem o grupo de “Rouge”, Li Martins, Luciana, Aline Wirley, Fantine Thó e Karyn Hills tiveram que lidar com a fama instantaneamente, já que o sucesso de seu primeiro álbum foi imediato, principalmente com os singles “Não Dá Pra Resistir” e “Ragatanga”.
Toda essa fama deixou bastidores conturbados embaixo dos panos. No documentário da HBO Max, as ex-integrantes farão relatos íntimos e inéditos sobre assédio, golpes financeiros, mentiras contratuais e uma pressão extrema que sofreram ao entrar para a indústria da música.
Após o sucesso estrondoso, o grupo começou a sofrer com desgastes que levaram a rupturas internas até decretar um fim conturbado apenas quatro anos após o surgimento do Rouge. A experiência foi tão traumática, que as tentativas de reconciliação começaram a surgir mais de uma década mais tarde.
Na época da saída de Luciana, ponto fundamental para o fim do sonho daquelas cinco jovens, houve relatos de falta de vínculo afetivo entre elas mesmas, salários irrisórios e a falta de autonomia criativa na elaboração de novos projetos, deixando-as com a sensação de serem tratadas apenas como um “produto”.
Paola Zanon
Jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7, UOL Esporte, Lakers Brasil e UmDois Esportes. Apaixonada por cobertura esportiva e cultura pop em geral. E-mail: paola@tangerina.news
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