(Foto: Divulgação/Disney)
Uma década depois, o esquecimento parece ter sido o destino mais coerente para as produções da lista
Dez anos depois, 2016 voltou ao centro das conversas nas redes sociais. A nostalgia da época resgatou músicas, costumes, fotos e até tendências que marcaram a metade da década passada. No cinema, porém, a revisitação também escancara escolhas criativas que não resistiram ao tempo e produções que já nasceram fadadas ao esquecimento.
O período foi especialmente simbólico para franquias jovens adultas, com estúdios tentando repetir fórmulas de sucesso que já davam sinais claros de desgaste. Dividir livros finais, apostar em universos inflados e priorizar marcas acima de histórias consistentes acabou cobrando um preço alto. O público se afastou, a crítica reagiu mal e várias dessas produções desapareceram do debate cultural pouco tempo depois da estreia.
Blockbusters caros e com grandes elencos também não escaparam. Sequências feitas por obrigação, com narrativas confusas e pouco inventivas, reforçaram a sensação de que parte da indústria operava no piloto automático. Mesmo quando havia apelo visual ou nomes conhecidos em cena, faltava propósito e identidade.
Uma década depois, revisitar esses títulos ajuda a entender por que 2016 também marcou o início do fim de algumas tendências dominantes no cinema comercial. A lista abaixo reúne cinco exemplos claros de como apostas que pareciam seguras acabaram se transformando em símbolos de fracasso.
Terceiro capítulo da franquia distópica, o filme acompanha Tris (Shailene Woodley) e Four (Theo James) fora dos muros de Chicago, descobrindo uma sociedade que controla a pureza genética sob o comando de David (Jeff Daniels). A decisão de dividir o livro final resultou em uma narrativa truncada, sem clímax e claramente incompleta. A recepção negativa afastou o público e enterrou de vez a continuação planejada.
Na sequência de Alice no País das Maravilhas, Alice (Mia Wasikowska) retorna ao submundo para salvar o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) usando um dispositivo de viagem no tempo. Sem Tim Burton na direção, o longa apostou apenas no excesso visual. O resultado foi uma história inflada, sem emoção, que não conseguiu repetir o encanto nem o impacto comercial do primeiro filme.
Em meio a ondas sucessivas de invasões alienígenas, Cassie Sullivan (Chloë Grace Moretz) tenta sobreviver e salvar o irmão mais novo. Lançado quando o gênero jovem adulto já mostrava sinais claros de esgotamento, o filme reúne clichês, explicações excessivas e reviravoltas frágeis. Apesar de não ser um desastre financeiro imediato, fracassou em criar interesse suficiente para gerar continuações.
A comédia une Nobby (Sacha Baron Cohen), um torcedor desajustado, e Sebastian (Mark Strong), um agente do MI6, em uma missão para impedir um ataque global. O humor escrachado e sem freios dividiu o público e cansou rapidamente. O desempenho fraco nos cinemas reforçou como o estilo do ator já não encontrava o mesmo espaço de anos anteriores.
Baseado em uma linha de bonecos da Mattel, o filme apresenta Max McGrath (Ben Winchell), um adolescente que se une ao alienígena Steel para combater uma ameaça intergaláctica. A produção entrou para a história ao receber 0% de aprovação no Rotten Tomatoes. Sem carisma, identidade ou impacto, desapareceu rapidamente dos cinemas e matou qualquer ambição de franquia.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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