Foto: Reprodução/Netflix
Plataforma lança série documental de três episódios nesta quarta-feira (29)
A Netflix lança nesta quarta-feira (29) a série documental Os Assassinatos de Idaho: Pesadelo Universitário. Em três episódios, a produção revisita um crime brutal contra quatro estudantes que aconteceu em 2022 e chocou a pequena e pacata cidade de Moscow.
As vítimas, que tinham entre 20 e 21 anos, foram Madison Mogen, Kaylee Goncalves, Xana Kernodle e Ethan Chapin, que moravam com mais duas pessoas em uma república e estudavam na Universidade de Idaho.
A série documental vai apresentar ao público imagens inéditas das investigações, com registros policiais, materiais arquivados e depoimentos dos familiares dos estudantes, além de reconstruir os acontecimentos daquela noite. A produção também é uma forma de homenagear as quatro vítimas.
O documentário é dirigido por Skye Borgman, mesma diretora de Número Desconhecido: Catfishing na Escola, e tem produção executiva de Joe Berlinger, já acostumado a trabalhar com conteúdos sobre crimes reais.
Madison, Kaylee, Xana e Ethan, que moravam em uma casa perto da Universidade de Idaho com Bethany Funke e Dylan Mortensen, foram encontrados mortos na manhã de 13 de novembro de 2022 com diversas facadas pelos corpos.
O assassino entrou na residência por uma porta no segundo andar e atacou primeiro Madison e Kaylee, que dormiam no mesmo quarto e eram amigas desde a infância. Em seguida, o criminoso desceu para o primeiro andar, onde encontrou Xana dormindo; segundo a investigação, ela tinha ferimentos de defesa e lutou contra o agressor, mas foi esfaqueada 67 vezes.
Depois de matá-la, o invasor entrou em outro quarto e atacou Ethan namorado de Xana, que também estava dormindo. As outras duas moradoras da casa, que também dormiam, não sofreram ferimentos.
A quantidade de sangue na casa chegou a assustar os policiais que atenderam ao chamado, principalmente porque Moscow era uma cidade tranquila. Foram quase dois meses de investigações, que analisaram depoimentos, câmeras de segurança e provas forenses.
Através do material genético encontrado em uma das facas do crime, a polícia chegou ao principal suspeito: Bryan Kohberger, estudante de pós-graduação em criminologia na cidade vizinha. Ele foi preso e negou envolvimento no crime até o julgamento, que aconteceu apenas em julho de 2025.
Kohberger acabou confessando os quatro assassinatos em um acordo para retirar a possibilidade de pena de morte. Ele foi condenado a quatro penas de prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional ou progressão. A motivação do crime não foi revelada.
O caso ganhou um novo desdobramento recentemente, quando Bryan protocolou uma petição para retirar a confissão e obter um novo julgamento; ele voltou a alegar inocência.
Paola Zanon
Jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7, UOL Esporte, Lakers Brasil e UmDois Esportes. Apaixonada por cobertura esportiva e cultura pop em geral. E-mail: paola@tangerina.news
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