(Foto: Divulgação/Netflix)
Nimona chamou atenção pelo estilo visual com uma identidade própria, diferente do padrão das grandes animações de estúdio
O triunfo de Guerreiras do K-Pop (2025) no Oscar 2026 colocou o filme no centro das conversas sobre o gênero. O longa venceu Melhor Animação, enquanto a música Golden levou o prêmio de Melhor Canção Original, consolidando o fenômeno cultural criado pela Netflix. O sucesso também reacendeu um debate curioso entre fãs e críticos: outra produção aclamada do streaming poderia ter alcançado impacto parecido, mas acabou muito menos vista.
Lançado em 2023, Nimona é frequentemente lembrado como uma das grandes joias escondidas da plataforma. Baseado na graphic novel de ND Stevenson, o filme recebeu forte aprovação da crítica e chegou a ser indicado ao Oscar, mas nunca atingiu o mesmo nível de popularidade do recente campeão da premiação.
A história acompanha Nimona (Chloë Grace Moretz), uma adolescente metamórfica que decide ajudar Ballister Boldheart (Riz Ahmed), um cavaleiro acusado injustamente de um crime. Juntos, os dois enfrentam um sistema que trata qualquer diferença como ameaça, enquanto tentam provar a inocência do protagonista.
O caminho até a estreia foi turbulento. O projeto começou a ser desenvolvido pela Blue Sky Studios, mas acabou cancelado durante a aquisição da 20th Century Fox pela Disney. A produção só foi concluída quando Annapurna Pictures e a Netflix decidiram resgatar o filme, permitindo que os diretores Nick Bruno e Troy Quane finalizassem a animação.
Nimona merecia o mesmo tratamento de Guerreiras do K-Pop
O resultado? Nimona alcançou 92% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. Em comparação, Guerreiras do K-Pop somou 91% dos especialistas no site. No entanto, a grande diferença está na recepção do público. O filme dublado por Chloë Grace Moretz chegou aos 90% no agregador, enquanto o vencedor do Oscar ficou à beira da perfeição: 99%.
Além da história, Nimona chamou atenção pelo estilo visual. A animação utiliza cenários que lembram ilustrações pintadas à mão combinados com personagens em 3D expressivos, criando um visual que remete diretamente à estética da graphic novel original. O resultado é uma identidade visual própria, diferente do padrão das grandes animações de estúdio.
Essa aposta estética também aproxima o longa de outras produções recentes que privilegiam estilos visuais marcantes, como o próprio Guerreiras do K-Pop, que mistura linguagem de videoclipes e influências de anime para contar a história do grupo fictício HUNTR/X, formado por Rumi (Arden Cho), Mira (May Hong) e Zoey (Ji-young Yoo).
Enquanto a nova sensação da Netflix dominou audiência e premiações, Nimona seguiu um caminho mais discreto no streaming. Mesmo assim, o reconhecimento crítico e a indicação ao Oscar mostram que a animação continua sendo uma das produções mais celebradas do catálogo da plataforma, aguardando apenas ser descoberta por um público maior.
Assista abaixo ao trailer de Nimona:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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