(Foto: Divulgação/Universal Pictures)
Jesse Plemons e Sean Penn podem ser coroados pelos papéis excêntricos
O cinema e o streaming viveram em 2025 um momento curioso e revelador. Os personagens mais intensos, excêntricos e desconfortáveis não ficaram restritos ao cinema autoral ou a produções de nicho. Pelo contrário. Eles dominaram plataformas populares, entraram no Top 10 da Netflix, chegaram à HBO Max e ainda chamaram a atenção das principais premiações da temporada.
Um dos personagens mais comentados do ano veio de Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out, que segue entre os títulos mais assistidos da Netflix. Josh Brolin surpreendeu ao dar vida ao monsenhor Jefferson Wicks, um personagem que impõe presença desde a primeira aparição. Cada cena é marcada por carisma, intensidade e uma sensação constante de que algo está fora do lugar.
Josh O’Connor e Josh Brolin em Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
(Foto: Divulgação/Netflix)
A força do personagem não está apenas no mistério que o cerca, mas na forma como Brolin conduz seus gestos, olhares e pausas. Mesmo com tempo de tela controlado, o ator transforma Wicks em uma figura magnética, capaz de dominar a narrativa sempre que surge. É uma atuação que eleva o suspense e sustenta o interesse do público até o fim.
Já Uma Batalha após a Outra, recém-chegado à HBO Max, aposta em um vilão complexo e inquietante interpretado por Sean Penn. Longe de caricaturas, o personagem exige atenção total do espectador a cada entrada em cena. Penn constrói uma presença incômoda, marcada por nuances e contradições que tornam suas motivações difíceis de decifrar.
A entrega foi tão marcante que rendeu ao ator uma indicação ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Filme. O reconhecimento reforça como personagens instáveis e moralmente ambíguos foram um dos grandes motores criativos do ano, especialmente em produções que apostaram mais no desconforto do que na obviedade.
Sean Penn em cena de Uma Batalha Após a Outra
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Entre os destaques de 2025, Bugonia se consolidou como um dos filmes mais elogiados do período, muito por conta da atuação de Jesse Plemons. Seu personagem vive em um estado constante de paranoia, fazendo o público questionar a própria narrativa do filme. A sensação de dúvida acompanha cada cena, criando uma experiência instável e provocadora.
O trabalho rendeu a Plemons uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme Musical ou Comédia, coroando um ano em que personagens estranhos, intensos e imprevisíveis se tornaram o centro das melhores atuações. Em 2025, ficou claro que quanto mais fora da curva o papel, maior foi o impacto artístico deixado na tela.
Enquete do Globo de Ouro 2026
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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