Foto: Reprodução/HBO
A arte parece imitar a vida na série da HBO com o direcionamento dado à personagem da atriz
Quem está acompanhando a terceira temporada de Euphoria, que estreou em 12 de abril, não deixou de notar certas semelhanças entre a Sydney Sweeney da vida real e sua personagem, Cassie. O hiato de quatro anos parece ter aproximado mais ainda a ficção da série com a realidade da atriz.
Durante o tempo que Euphoria ficou fora do ar, a carreira de Sydney decolou; no cinema, ela estrelou o filme Todos Menos Você (2023), que foi sucesso de bilheteria. A partir de então, todos queriam a atriz no elenco, o que a fez enfileirar diversas produções: Madame Teia, Imaculada e Eden em 2024; Christy e A Empregada em 2025.
Com tantos holofotes sobre a atriz, suas falas e atitudes não tinham como passar despercebidas, o que acabou gerando muita polêmica em sua carreira pela parte política. Sweeney se filiou ao Partido Republicano durante a campanha de Donald Trump e estrelou uma campanha da marca American Eagle considerada eugenista, machista e racista.
Além disso, a artista entrou em contradição ao dizer que estava cansada de ter a imagem sexualizada, mas continuar aceitando trabalhos que sexualizam seu corpo, aumentando a presença e validação masculina em sua base de fãs. Curiosamente, Cassie seguiu por esse mesmo caminho em Euphoria.
Na terceira temporada de Euphoria, Cassie se tornou criadora de conteúdo adulto, abrindo uma página no OnlyFans, sexualizando completamente sua imagem e atraindo cada vez mais o público masculino —junto de sua validação.
Desde a primeira temporada, a personagem tem questões profundas relacionadas ao abandono do pai e sempre buscou por essa aprovação masculina usando seu corpo, mas não era de uma forma tão aberta, tanto que ela sequer gostava de falar sobre o vazamento de um vídeo seu fazendo sexo.
A Cassie da nova temporada, no entanto, foi além. Com o pretexto de sustentar Nate (Jacob Elordi) e pagar as dívidas com agiotas, ela aceitou vender completamente sua imagem nas redes sociais, realizando fetiches que vão dos mais comuns aos mais nojentos. Até mesmo um pum foi vendido por US$ 700 para um seguidor. Na vida real, Sydney vendeu sabonetes feitos com a água do seu banho.
Com o aumento de seus seguidores, Cassie seguiu investindo cada vez mais em seu conteúdo e passou a dar entrevistas com declarações conservadoras para agradar seu público, como por exemplo, apoiar que “homens voltem a ser homens”. Além disso, ela se declarou republicana ao responder que não é “retardada” quando comparada a democratas.
São poucas as diferenças entre atriz e personagem; na vida real, Sydney não tem um perfil no OnlyFans. Na ficção, Cassie se sujeita a situações humilhantes para alcançar um sucesso como o de Sydney.
Paola Zanon
Jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7, UOL Esporte, Lakers Brasil e UmDois Esportes. Apaixonada por cobertura esportiva e cultura pop em geral. E-mail: paola@tangerina.news
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