(Foto: Divulgação/DC Studios)
Desempenho abaixo do esperado nas bilheterias acendeu o alerta, mas o futuro do universo ainda depende dos próximos lançamentos
A estreia de Supergirl nos cinemas ficou abaixo das expectativas e reacendeu dúvidas sobre o futuro do novo universo da DC. O desempenho comercial do longa naturalmente aumenta a pressão sobre James Gunn e Peter Safran, mas ainda é cedo para tratar o filme como um sinal definitivo de fracasso. O projeto foi pensado como uma estratégia de longo prazo, e os próximos lançamentos têm peso muito maior para determinar se o estúdio conseguirá se consolidar diante da concorrência.
Embora o início de Supergirl tenha sido modesto nas bilheterias, um universo compartilhado dificilmente é definido pelo desempenho de um único filme. O próprio histórico das adaptações de super-heróis mostra que franquias bem-sucedidas passaram por tropeços antes de encontrar o caminho certo. Por isso, a discussão mais relevante agora não é o resultado de Kara Zor-El (Milly Alcock), mas a capacidade da DC de manter consistência nos próximos capítulos.
Nesse sentido, a aposta em produções com identidades muito diferentes pode ser justamente um dos maiores trunfos da nova fase. Em vez de depender apenas dos personagens mais populares, a DC demonstra disposição para explorar gêneros variados e ampliar o alcance do universo compartilhado. Essa estratégia evita a repetição de fórmulas e pode tornar a franquia mais diversa ao longo dos próximos anos.
O primeiro grande teste dessa proposta será Lanternas, série que estreia em 16 de agosto na HBO Max. A produção promete uma abordagem inspirada em thrillers policiais, colocando os Lanternas Verdes no centro de uma investigação de grande escala. Se entregar a qualidade esperada, poderá representar um importante passo para fortalecer a confiança do público no novo universo da DC.
Milly Alcock em cena de Supergirl
(Foto: Divulgação/DC Studios)
Na sequência, Cara-de-Barro chega aos cinemas em outubro como uma aposta ainda mais ousada. O projeto mergulha no horror corporal e aposta em uma história centrada em um dos vilões mais conhecidos do Batman antes mesmo da estreia oficial do próprio Cavaleiro das Trevas nesse universo. A participação do roteirista Mike Flanagan aumenta as expectativas e reforça a intenção da DC de experimentar caminhos pouco convencionais para o gênero.
No entanto, o principal fator que inspira confiança é o desenvolvimento de Superman: Man of Tomorrow, continuação do filme que deu início ao novo universo da DC nos cinemas. A sequência deve ampliar a mitologia construída por James Gunn e pode servir como o verdadeiro termômetro da força comercial da franquia. Além disso, rumores envolvendo futuras aparições de Batman e Mulher-Maravilha indicam que o estúdio ainda possui grandes cartas para apresentar ao público.
O resultado de Supergirl certamente merece atenção, mas ainda está longe de definir o destino da nova DC. Se os próximos lançamentos mantiverem um bom nível de qualidade e conquistarem o público, o tropeço inicial poderá ser lembrado apenas como um obstáculo no começo da franquia. O verdadeiro julgamento da DC acontecerá nos próximos anos, e não apenas com um único filme.
Até o momento, Supergirl arrecadou apenas US$ 67 milhões (R$ 345 milhões) de bilheteria nos cinemas. O filme também só alcançou 55% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. Assista abaixo ao trailer:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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