(Foto: Lionsgate/Divulgação)
Com 97% de aprovação da audiência e estreia histórica de US$ 97 milhões, filme sobre o Rei do Pop supera expectativas e serve como bom entretenimento
Assisti ao filme Michael no fim da tarde de sábado (25), em um shopping da zona norte de São Paulo. A sala estava lotada –e todas as outras sessões que consultei também estavam cheias. O público reagiu, cantou junto e aplaudiu o longa quando os créditos finais apareceram na tela. A produção é popular, musical e tem conquistado a audiência. Na contramão da opinião da crítica, os números de bilheteria após os primeiros dias em cartaz reforçam o sucesso.
Michael alcançou a impressionante marca de US$ 97 milhões (R$ 483,1 milhões) em seu fim de semana de abertura nos Estados Unidos. No desempenho global, a soma é de US$ 217,4 milhões (R$ 1,08 bilhão) ao redor do mundo. O filme bateu com folga o recorde de maior estreia de uma cinebiografia na história da América do Norte, superando Straight Outta Compton: A História do N.W.A., que arrecadou US$ 60 milhões em 2015, e também deixou para trás a abertura de Bohemian Rhapsody, que em 2018 faturou US$ 51 milhões em seus primeiros dias.
Para levar a vida do Rei do Pop às telas, os produtores não pouparam recursos. O orçamento da produção girou em torno de US$ 200 milhões (R$ 996,1 milhões). O investimento tem se mostrado acertado para a Lionsgate, pois o filme já é considerado o melhor estreia do estúdio em mais de uma década, desde Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2 (estreia de US$ 102 milhões), em 2015.
Analistas ouvidos por veículos como Variety e Deadline projetam que a arrecadação mundial deve ultrapassar os US$ 700 milhões (R$ 3,48 bilhões), o que permitiria que Michael superasse grandes títulos da casa, como Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (US$ 759 milhões globalmente) e se aproximasse de sucessos como Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2 (US$ 848 milhões) e Jogos Vorazes: Em Chamas (US$ 865 milhões).
A crítica especializada não está gostando muito de Michael. No Rotten Tomatoes, o filme conta com apenas 38% de aprovação entre jornalistas, com muitas reclamações sobre a abordagem considerada excessivamente higienizada da vida do cantor. Entre os principais defeitos apontados, o roteiro que evita temas espinhosos, focando intensamente nas performances musicais e no talento artístico de Jackson para garantir o apelo emocional e comercial.
Michael é muito mais um musical do que uma cinebiografia. E funciona muito bem como homenagem a uma parte da carreira de um dos artistas musicais mais geniais de todos os tempos. É entretenimento da melhor qualidade. As pessoas saem felizes da sala e com um gosto de “quero mais”. Por isso, a obra conta com aprovação impressionante de 97% do público no site Rotten Tomatoes, com uma boa nota de 7,7 no IMDb.
Sob a direção de Antoine Fuqua, a trama percorre a trajetória de Michael Jackson desde os seus primeiros passos como integrante do Jackson 5 até o auge de sua carreira como o maior artista do planeta. O elenco traz Jaafar Jackson, sobrinho do cantor na vida real, fazendo sua estreia no cinema em um papel desafiador onde ele encarna os trejeitos e a voz do tio de forma singular. Os pais do astro, Joe e Katherine Jackson, são interpretados por Colman Domingo e Nia Long, respectivamente. O filme também conta com Miles Teller no papel de John Branca.
Com cerca de duas horas de duração, o filme encerra sua narrativa durante a turnê Bad, em 1988, deixando o terreno preparado para possíveis sequências que explorem fases posteriores –e mais polêmicas– da vida do ídolo. Com filas nos cinemas e o público entoando clássicos nas poltronas, Michael prova que o legado do Rei do Pop continua mais vivo do que nunca na cultura popular.
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
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