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Cena de Record of Ragnarok, da Netflix

(Foto: Divulgação/Netflix)

Opinião

Record of Ragnarok prova sua força na Netflix com a melhor luta do anime

A série encontra um equilíbrio entre espetáculo e narrativa, sem atropelar a história ou comprometer o desenvolvimento dos personagens

Victor Cierro
Victor Cierro

A terceira temporada de Record of Ragnarok chegou à Netflix mostrando por que o anime tem uma das premissas mais fortes do gênero. A série parte de um conceito simples e poderoso. Treze batalhas entre deuses e humanos decidem o futuro da humanidade. Os novos episódios retomam esse ponto com mais energia, ritmo melhor e confrontos que finalmente fazem jus ao potencial da história.

Desde o primeiro episódio, a produção deixa claro que está em seu melhor momento. A temporada incorpora mudanças visuais, maior cuidado com o ritmo e um foco maior no impacto dramático dos duelos. Ainda que o anime tenha enfrentado críticas pesadas nas temporadas anteriores, os novos capítulos mostram uma evolução que já era aguardada pelos fãs desde o lançamento inicial.

O grande destaque da nova leva de episódios é a apresentação de Hades e Qin Shi Huang. Os dois personagens dominam a temporada e impulsionam a narrativa com uma química imediata, tanto visual quanto emocional. Cada sequência entre eles reforça o peso histórico e mitológico que a série sempre tentou alcançar, mas só agora se aproxima com consistência.

A luta entre Hades e Qin Shi Huang prende o público desde o primeiro contato. Os movimentos, a construção dos golpes e a escalada emocional transformam esse duelo em um dos mais envolventes de toda a série. Diferente das temporadas anteriores, que tinham problemas visuais e de montagem, o confronto entrega exatamente o tipo de impacto que o anime prometia desde o início.

Qin Shi Huang e Hades em Record of Ragnarok

Qin Shi Huang e Hades em Record of Ragnarok

(Foto: Divulgação/Netflix)

Record of Ragnarok merece mais reconhecimento

Esse embate também serve como vitrine para o que a temporada tem de melhor. A Netflix encontra um equilíbrio entre espetáculo e narrativa, sem atropelar a história ou comprometer o desenvolvimento dos personagens. A disputa entre o rei do submundo e o primeiro imperador da China sustenta a temporada com facilidade e se torna o momento que define o novo patamar da série.

Com isso, Record of Ragnarok finalmente começa a entregar episódios que conversam com a expectativa criada pelo mangá. A temporada não é perfeita, mas está muito acima do que a série apresentou antes. A combinação entre melhora visual, lutas mais bem construídas e personagens marcantes deixa claro que o anime encontrou o tom ideal para continuar crescendo.

Se a produção seguir nessa linha, a tendência é que Record of Ragnarok se torne um dos animes de ação mais populares da Netflix. A terceira temporada mostra que o potencial sempre esteve lá. Faltava apenas uma execução à altura. Agora, a série parece pronta para competir em um nível muito mais alto dentro do catálogo. Assista abaixo ao trailer:

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QUEM FEZ
Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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