(Foto: Divulgação/Warner)
Fringe é uma produção que fez sucesso no auge da TV por assinatura e que merece ser redescoberta
Algumas boas séries lançadas durante os anos 2000, em tempos de TV a cabo e DVDs, não estão disponíveis nas mais diferentes plataformas de streaming disponíveis no Brasil. No entanto, uma excelente opção dessa “safra” está disponível para assistir no Prime Video. Com 100 episódios divididos em cinco temporadas, Fringe (2008-2013) tem uma história cercada de mistérios, mas com uma diferença para tramas como Lost (2004-2010), pois o seu final é elogiado.
Criada por J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci e exibida originalmente no Warner Channel, a narrativa acompanha a agente especial do FBI Olivia Dunham (Anna Torv), que passa a integrar uma força-tarefa voltada para a investigação de fenômenos inexplicáveis. Para solucionar casos que envolvem a chamada ciência de fronteira, como teletransporte, invisibilidade e controle mental, ela busca a colaboração de uma dupla inusitada.
Um deles é o Dr. Walter Bishop (John Noble), um cientista brilhante e excêntrico que passou décadas internado em uma instituição psiquiátrica, e seu filho Peter Bishop (Joshua Jackson), um rapaz de inteligência acima da média com um passado rebelde. Juntos, eles trabalham em um laboratório na Universidade de Harvard para desvendar eventos bizarros conhecidos como o Padrão.
O elenco principal é encabeçado por Anna Torv. John Noble é reconhecido por sua interpretação magistral de Walter, equilibrando momentos de humor e profunda vulnerabilidade emocional. Joshua Jackson completa o trio central, trazendo o carisma necessário para o desenvolvimento da dinâmica familiar complexa da obra.
Entre as diversas participações especiais, destaca-se a presença de Amy Madigan, que ganhou o Oscar 2026 de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel como a Tia Gladys de A Hora do Mal. Em Fringe, ela interpreta Marilyn Dunham, a mãe da protagonista, em um arco curto porém impactante. Além dela, o lendário Leonard Nimoy (1931-2015) também integra a série em um papel fundamental para a mitologia da história.
Leonard Nimoy em cena de Fringe
A recepção da crítica consolidou Fringe como uma joia do gênero de ficção científica contemporâneo. Com média de 91% de aprovação dos jornalistas e 81% do público no Rotten Tomatoes, a produção é frequentemente celebrada por sua capacidade de evoluir de casos semanais para uma narrativa serializada densa e coesa.
A série do Prime Video soube explorar conceitos de universos paralelos e dilemas éticos sem perder o foco no desenvolvimento humano de seus personagens. Ao contrário de outras produções de J.J. Abrams que deixaram perguntas sem respostas, esta entrega um encerramento satisfatório que amarra as principais pontas soltas. A nota no IMDb é de 8,4.
Vinícius Andrade
Jornalista e colaborador da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV e tem especialização em SEO. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 13 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
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