FILMES E SÉRIES

Rebecca Ferguson é uma IA em Justiça Artificial, filme disponível para assistir no Prime Video

(Foto: Divulgação/Sony Pictures)

JUSTIÇA ARTIFICIAL

Sci-fi de US$ 60 milhões estreia no Prime Video após prejuízo nos cinemas

Rebecca Ferguson e Chris Pratt estão no elenco de Justiça Artificial, filme que causou divisão entre o público e a crítica

Vinícius Andrade, Tangerina
Vinícius Andrade

O novo suspense de ficção científica estrelado por Chris Pratt e Rebecca Ferguson, Justiça Artificial (Mercy), ficou disponível neste fim de semana no catálogo do Prime Video. O lançamento na plataforma de streaming acontece após prejuízo nos cinemas, onde o longa não conseguiu atrair o público esperado.

Com um orçamento de produção estimado em US$ 60 milhões (R$ 314 milhões), o suspense sci-fi encerrou sua passagem pelas salas com uma arrecadação global de apenas US$ 54,6 milhões (R$ 285 milhões).

Segundo análise do Screen Rant, a arrecadação ficou bem distante de cobrir os custos de produção, sem contar os gastos com marketing e distribuição. No mercado cinematográfico, a regra geral indica que um filme precisa faturar pelo menos o dobro de seu orçamento para começar a gerar lucro, já que as receitas são divididas com os exibidores, ou seja, Justiça Artificial deveria ter arrecadado pelo menos US$ 120 milhões (R$ 628 milhões) para atingir o ponto de equilíbrio e não ficar no vermelho.

Apesar do tropeço nas bilheterias, o filme produzido pela MGM e distribuído pela Sony Pictures parece ter encontrado redenção no ambiente digital. Justiça Artificial escalou rapidamente as paradas do Prime Video, figurando nas primeiras posições do Top 10 do Prime Video no Brasil e em diversos outros países.

Justiça Artificial é bom?

A recepção de Justiça Artificial é marcada por um contraste entre a opinião da crítica e do público. No agregador Rotten Tomatoes, o filme amarga uma aprovação de apenas 25% por parte dos jornalistas especializados, com apontamentos para problemas no roteiro e na execução. Em contrapartida, o público demonstrou uma reação muito mais calorosa, com 83% de aprovação na plataforma. No IMDb, a nota é de 6,2.

A trama acompanha Chris Raven (Pratt), um detetive de polícia em uma Los Angeles distópica de 2029 que se vê acusado de assassinar sua própria esposa. Ele é submetido ao sistema Mercy, onde deve provar sua inocência em apenas 90 minutos diante de uma juíza controlada por inteligência artificial, interpretada por Rebecca Ferguson.

O The Hollywood Reporter publicou uma avaliação negativa, descrevendo o filme como uma experiência cansativa que abusa de recursos visuais como câmeras de segurança e drones, chegando a afirmar que o espectador pode terminar a sessão desejando um “detox digital”. Por outro lado, a Variety deu uma nota positiva, elogiando a nova faceta de Chris Pratt e afirmando que o filme é um suspense de “choque do futuro” bem executado, que consegue redimir uma história padrão através de uma encenação tecnológica ágil e vibrante.

Enquanto os críticos apontam um roteiro previsível e um excesso de truques visuais, os defensores destacam a tensão constante e a premissa relevante sobre o papel da IA na sociedade moderna. Quem apertar o play sem grandes expectativas pode ficar satisfeito com o que vai ver.

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Vinícius Andrade

Jornalista e colaborador da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV e tem especialização em SEO. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 13 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news

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