(Foto: Michele K. Short/Netflix)
Maniac é um exemplo claro de como a plataforma pode apostar alto em projetos originais com grandes atores e proposta ousada
Uma minissérie da Netflix lançada há alguns anos voltou a chamar atenção por um motivo difícil de ignorar: o nível do elenco. Com apenas 10 episódios, Maniac (2018) reúne nomes premiados e atuações que estão entre as melhores da carreira de seus protagonistas, mas ainda assim segue fora do radar do grande público.
Maniac aposta em uma mistura de ficção científica com drama psicológico para contar a história de dois desconhecidos que se submetem a um experimento farmacêutico misterioso. A promessa é simples: resolver todos os problemas mentais sem efeitos colaterais. Como esperado, tudo sai do controle rapidamente.
No centro da trama estão Annie Landsberg (Emma Stone) e Owen Milgrim (Jonah Hill), dois personagens marcados por traumas profundos. Enquanto Annie lida com vício e dores do passado, Owen enfrenta distúrbios mentais que afetam sua percepção da realidade. A conexão entre os dois se torna o coração da série.
Emma Stone entrega uma atuação intensa e vulnerável, transitando entre cinismo e fragilidade com naturalidade. Já Jonah Hill surpreende ao abandonar o tom cômico que marcou sua carreira para apostar em uma interpretação contida e emocionalmente carregada. A química entre os dois sustenta até os momentos mais surreais da narrativa.
No entanto, o grande destaque de Maniac vai além da dupla principal. A série conta com um elenco recheado de nomes reconhecidos, incluindo Justin Theroux, Gabriel Byrne e Sally Field, além de participações de atores como Julia Garner e Sonoya Mizuno. O conjunto eleva o projeto a um nível raro dentro do catálogo da Netflix.
Jonah Hill e Emma Stone em cena de Maniac
(Foto: Michele K. Short/Netflix)
Visualmente, a produção também se destaca ao misturar elementos retrô com um futurismo estilizado, criando diferentes realidades ao longo dos episódios. Cada capítulo apresenta variações de gênero e estética, sem perder a coesão narrativa.
A história de Maniac foge da estrutura tradicional ao explorar múltiplas camadas da mente dos personagens, abordando temas como identidade, trauma e conexão humana. Mesmo com a base sci-fi, o foco está nas emoções e nos conflitos internos.
No fim, Maniac é um exemplo claro de como a Netflix pode apostar alto em projetos originais com grande elenco e proposta ousada. Ainda que não tenha alcançado grande popularidade, a minissérie permanece como uma das produções mais ambiciosas e subestimadas do streaming.
No Rotten Tomatoes, Maniac recebeu 84% de aprovação tanto da crítica quanto do público. Assista abaixo ao trailer:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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