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Victoria Pedretti e Amelia Eve em A Maldição da Mansão Bly, série da Netflix

(Foto: Divulgação/Netflix)

A Maldição da Mansão Bly

Série esquecida da Netflix merecia o mesmo sucesso de Residência Hill

A produção prova que Mike Flanagan conseguiu ir além do sucesso inicial e criar uma das histórias mais completas da plataforma

Victor Cierro
Victor Cierro

Nem toda produção de sucesso na Netflix consegue repetir o impacto imediato de A Maldição da Residência Hill (2018), mas uma sucessora direta acabou sendo deixada de lado de forma injusta. Lançada com a expectativa alta, a série não alcançou o mesmo nível de atenção, apesar de entregar uma história igualmente marcante.

Criada por Mike Flanagan, A Maldição da Mansão Bly (2020) chegou depois do fenômeno que redefiniu o terror na TV, apostando em uma abordagem diferente. Em vez de focar apenas nos sustos, a narrativa mergulha em personagens complexos, conflitos emocionais e uma construção mais lenta, mas recompensadora.

A minissérie de nove episódios da Netflix que, embora tenha dividido parte do público, recebeu elogios por sua profundidade. Ainda assim, o burburinho foi menor do que o visto com sua antecessora, algo que não reflete a qualidade do projeto.

Inspirada na obra The Turn of the Screw, de Henry James (1843-1916), a trama se distancia do material original para criar algo próprio. Ao contrário do tom ambíguo do livro, a série da Netflix constrói uma mitologia mais clara e desenvolve seus personagens com mais densidade, entregando uma história fechada e emocionalmente envolvente.

Victoria Pedretti e Amelia Eve em A Maldição da Mansão Bly, série da Netflix

Victoria Pedretti e Amelia Eve em A Maldição da Mansão Bly

(Foto: Divulgação/Netflix)

Mansão Bly ficou na sombra da antecessora na Netflix

Um dos maiores diferenciais está na forma como o terror é usado. Em vez de depender apenas de elementos assustadores, a narrativa aposta na relação entre Dani (Victoria Pedretti) e Jamie (Amelia Eve), transformando a história em um romance trágico que caminha lado a lado com os acontecimentos sobrenaturais.

Essa escolha dá um peso emocional raro ao gênero, elevando a série para além do terror convencional. A jornada da protagonista, marcada por culpa, trauma e autodescoberta, se torna o verdadeiro coração da trama, trazendo camadas que não existiam na obra original.

No fim, A Maldição da Mansão Bly entrega um desfecho que é ao mesmo tempo perturbador e profundamente tocante. Mesmo sem o mesmo reconhecimento de Hill House, a produção prova que Mike Flanagan conseguiu ir além do sucesso inicial e criar uma das histórias mais completas da Netflix dentro do gênero.

Assista abaixo ao trailer da série original da Netflix:

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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