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Sophia Lillis em I Am Not Okay With This, da Netflix

(Foto: Netflix/Divulgação)

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Série esquecida da Netflix mistura Matilda com clássico de Stephen King

I Am Not Okay With This aposta em telecinese e amadurecimento para aproximar sua protagonista de duas personagens famosas da ficção

Victor Cierro
Victor Cierro

A Netflix tem uma série escondida em seu catálogo que parece juntar dois universos que dificilmente seriam colocados lado a lado. I Am Not Okay With This (2020) transforma os poderes de Matilda em algo muito mais sombrio e aproxima sua protagonista de Carrie, a Estranha, clássico de Stephen King que já ganhou diferentes adaptações para as telas.

Lançada como adaptação da graphic novel homônima de Charles Forsman, publicada em 2017, a série acompanha Sydney (Sophia Lillis), uma adolescente que precisa lidar com os problemas típicos do amadurecimento enquanto começa a desenvolver poderes de telecinese. A produção foi bem recebida e mantém 86% de aprovação no Rotten Tomatoes.

As semelhanças não são apenas coincidência. Christy Hall, cocriadora de I Am Not Okay With This, explicou que a equipe tinha consciência das comparações de Sydney com outras protagonistas femininas e decidiu não fugir completamente das referências visuais e temáticas que poderiam surgir dessa relação.

Sophia Lillis em I Am Not Okay With This, da Netflix

Sophia Lillis em I Am Not Okay With This

(Foto: Netflix/Divulgação)

Uma mistura de Matilda e Carrie na Netflix

É justamente a telecinese que cria a ponte mais evidente entre as histórias. Assim como acontece com Matilda e Carrie, os poderes de Sydney funcionam como uma representação das dificuldades do amadurecimento, da puberdade e de experiências traumáticas. A diferença está principalmente no tom adotado pela produção da Netflix.

Enquanto Matilda apresenta suas habilidades dentro de uma história mais leve, I Am Not Okay With This trabalha temas adultos e mostra a telecinese quase como uma maldição para sua protagonista. Ao mesmo tempo, a produção não mergulha completamente no terror de Carrie, preferindo manter o foco na adolescência e em temas LGBTQ+. Essa combinação também aproxima a série de outra produção da Netflix, The End of the F*ing World (2017-2019).

Sophia Lillis em I Am Not Okay With This, da Netflix

Netflix criou uma mistura de Matilda e Carrie

(Foto: Netflix/Divulgação)

Série acabou antes do esperado

A comparação com Stephen King ganha ainda mais força em um momento no qual Carrie está novamente em evidência. A obra do escritor já recebeu diversas adaptações, enquanto uma nova versão comandada por Mike Flanagan chega ao Prime Video em 7 de outubro. O diretor ficou conhecido justamente por reinterpretar histórias clássicas do terror para a televisão.

I Am Not Okay With This, porém, não teve oportunidade de continuar desenvolvendo sua própria história. A série chegou a ter uma nova temporada nos planos antes de a Netflix cancelar a produção. Assim, ficou restrita à primeira temporada, que ainda funciona como uma abordagem contemporânea de elementos associados a Carrie, mas combinados com uma protagonista que também carrega muito de Matilda.

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QUEM FEZ
Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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