(Foto: Divulgação/FX)
Para quem busca algo diferente dentro do gênero, Legion continua sendo uma das apostas mais criativas já feitas pelo estúdio
A Marvel construiu sua fama com histórias grandiosas, heróis carismáticos e fórmulas bem definidas no cinema e na TV. Ainda assim, nem todos os seus projetos seguiram esse caminho. Uma série ligada aos X-Men acabou ignorada por grande parte do público, mesmo entregando uma proposta muito mais arriscada do que o padrão do estúdio.
Lançada anos antes da expansão recente do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) nas séries, Legion (2017-2019) apostou em uma abordagem completamente diferente do que se espera de uma produção de super-heróis. Em vez de batalhas tradicionais e vilões claros, a trama mergulha na mente de seu protagonista, criando uma experiência visual e narrativa fora do comum.
A história acompanha David Haller (Dan Stevens), um mutante poderoso que também lida com um diagnóstico de esquizofrenia. Internado em um hospital psiquiátrico, ele passa a questionar o que é real e o que faz parte de sua própria mente, enquanto seus poderes começam a se manifestar de forma cada vez mais instável.
É nesse cenário que surge Lenny Busker (Aubrey Plaza), uma paciente que rapidamente se torna uma das figuras mais marcantes da série. Apesar de ter um destino chocante logo no início, a personagem segue presente ao longo da trama por meio de conexões com o principal antagonista, revelando camadas inesperadas na narrativa.
Aubrey Plaza e Dan Stevens em cena de Legion
(Foto: Divulgação/FX)
A atuação de Aubrey Plaza se destaca justamente por essa dualidade. Conhecida pelo humor, a atriz equilibra momentos cômicos com uma presença inquietante, ajudando a construir o tom estranho e imprevisível da produção. A escolha de manter diálogos originalmente pensados para outro perfil de personagem reforça ainda mais o impacto de sua performance.
No entanto, o maior diferencial de Legion está em sua proposta. A série não segue a lógica tradicional de heróis enfrentando vilões a cada episódio. Em vez disso, explora temas como saúde mental, identidade e percepção da realidade, utilizando os poderes psíquicos do protagonista para criar sequências visuais ousadas e pouco convencionais.
Esse estilo também permitiu que a produção explorasse conceitos dos X-Men raramente vistos em outras adaptações. Ao fugir do formato clássico, Legion construiu uma identidade própria dentro do universo Marvel, algo que poucos projetos conseguiram replicar até hoje.
Mesmo com o sucesso de séries mais recentes, como Magnum, a produção segue sendo um exemplo de como a Marvel pode ir além de sua zona de conforto. Para quem busca algo diferente dentro do gênero, Legion continua sendo uma das apostas mais criativas já feitas pelo estúdio.
Disponível no Disney+, Legion alcançou 91% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. Assista abaixo ao trailer da série:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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