(Foto: Divulgação/DC Studios)
O filme escolhe como base a HQ mais importante de Kara Zor-El e encontra uma forma eficiente de diferenciar a personagem do Superman
Levar Supergirl: Woman of Tomorrow para os cinemas sempre pareceu a escolha mais lógica para inaugurar a trajetória de Kara Zor-El (Milli Alcock) no novo universo da DC. Muito mais do que adaptar uma história popular dos quadrinhos, o filme parte justamente da fase que redefiniu a personagem e mostrou por que ela tem uma identidade própria, sem viver à sombra do Superman (David Corenswet).
Publicada em 2021, a minissérie escrita por Tom King e ilustrada por Bilquis Evely rapidamente se tornou uma das obras mais elogiadas da heroína. Indicada ao Eisner Awards, a HQ apresenta uma Supergirl mais madura, marcada pelo trauma da destruição de Krypton e obrigada a embarcar em uma jornada espacial ao lado da jovem Ruthye para perseguir o assassino de seu pai.
É justamente essa abordagem que diferencia Kara de Clark Kent. Enquanto Superman costuma ser retratado como um símbolo absoluto de esperança, Woman of Tomorrow coloca a protagonista diante das cicatrizes que carregou desde a infância, explorando uma personagem mais dura, emocionalmente complexa e com uma visão muito menos idealista do mundo.
Milly Alcock em cena de Supergirl
(Foto: Divulgação/DC Studios)
O próprio filme reforça essa diferença ao destacar que Superman vê o melhor nas pessoas, enquanto Kara prefere enxergar a verdade. Essa mudança de perspectiva evita que a heroína pareça apenas uma versão feminina do Homem de Aço e ajuda a dar personalidade própria ao início de sua trajetória na nova DC.
A adaptação também faz algumas mudanças em relação aos quadrinhos. A principal delas é a inclusão de Lobo, vivido por Jason Momoa, personagem que não aparece na HQ, mas que originalmente chegou a ser cogitado para a história antes de ser retirado dos planos editoriais da DC. O filme ainda inclui uma participação de Superman para fortalecer a conexão entre os projetos do universo compartilhado, sem alterar o foco principal da narrativa.
Independentemente da recepção dividida da crítica, a decisão de começar a jornada de Supergirl por Woman of Tomorrow parece um dos maiores acertos criativos da nova DC. Ao adaptar a fase mais prestigiada da personagem, o estúdio encontra uma base sólida para construir uma heroína com identidade própria e espaço para crescer nos próximos filmes.
Assista abaixo ao trailer de Supergirl:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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