(Foto: Divulgação/DC Studios)
Apesar de superar uma marca importante nas bilheterias mundiais, o ritmo de arrecadação aumenta as dúvidas sobre seu desempenho comercial
A marca de US$ 100 milhões (R$ 517 milhões) nas bilheterias mundiais costuma ser motivo de comemoração para qualquer blockbuster. No caso de Supergirl, porém, o número chega acompanhado de um alerta. O novo filme da DC atingiu esse patamar dez dias após a estreia, um ritmo muito mais lento do que o registrado por Superman no ano passado e que reforça as incertezas sobre seu desempenho nos cinemas.
Dirigido por Craig Gillespie e estrelado por Milly Alcock, Supergirl encerrou seu segundo fim de semana em cartaz com cerca de US$ 100,5 milhões (R$ 519 milhões) arrecadados mundialmente. Desse total, US$ 58,5 milhões (R$ 302 milhões) vieram dos Estados Unidos e outros US$ 42 milhões (R$ 217 milhões) dos mercados internacionais. O resultado representa um marco importante para a produção, mas também evidencia a diferença em relação ao início do novo universo da DC.
A comparação com Superman (2025) é inevitável. O filme protagonizado por David Corenswet ultrapassou os US$ 100 milhões globais em apenas três dias de exibição. Na estreia nos Estados Unidos, inclusive, o longa arrecadou sozinho cerca de US$ 125 milhões (R$ 646 milhões), estabelecendo um começo muito mais forte para a nova fase da DC.
Apesar da diferença, os dois projetos partem de realidades distintas. Enquanto Superman era o principal lançamento da reformulação do estúdio, Supergirl aposta em uma heroína que nunca teve sucesso nos cinemas. Sua única aventura solo havia sido o longa de 1984, estrelado por Helen Slater, que fracassou nas bilheterias.
Milly Alcock e David Corenswet em cena de Supergirl
(Foto: Divulgação/DC Studios)
Mesmo assim, a situação pede cautela. As estimativas apontam que o filme precisaria arrecadar aproximadamente US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) para atingir o ponto de equilíbrio financeiro. Com apenas US$ 100 milhões conquistados após dez dias, o caminho até essa meta ainda é longo e dependerá da capacidade do longa de manter público nas próximas semanas.
O cenário ficou mais complicado depois do segundo fim de semana em cartaz. A produção registrou uma queda de cerca de 74% na bilheteria doméstica em relação à estreia, um dos maiores recuos já registrados para um filme de super-heróis. Além disso, a arrecadação internacional continua representando pouco mais de 40% do total mundial, mostrando que os mercados fora dos Estados Unidos ainda não compensam a perda de força nas salas norte-americanas.
Mesmo com uma recepção positiva do público, refletida em 76% de aprovação entre os espectadores verificados no Rotten Tomatoes, o desafio de Supergirl agora é transformar essa boa avaliação em permanência nos cinemas. A barreira dos US$ 100 milhões confirma que o interesse pelo filme existe, mas a velocidade da arrecadação mostra que a DC ainda terá uma corrida difícil pela frente para transformar o longa em um sucesso comercial.
No Rotten Tomatoes, Supergirl alcançou 54% de aprovação da crítica. Assista abaixo ao trailer do filme:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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