FILMES E SÉRIES

Sydney Sweeney em cena de Christy

(Foto: Divulgação/Elevation Pictures)

Bilheteria Fraca

Sydney Sweeney vive pior fase da carreira nos cinemas

Esse cenário contrasta com a fase de ascensão de Sydney Sweeney após o romance Todos Menos Você, que foi um sucesso mundial

Victor Cierro
Victor Cierro

Sydney Sweeney enfrenta um momento delicado em sua trajetória no cinema. Após se tornar um dos nomes mais comentados de Hollywood com o sucesso de Todos Menos Você em 2023, a atriz não consegue repetir o desempenho nas bilheterias. Seu novo filme, Christy, lançado neste fim de semana nos Estados Unidos, reforça a fase instável e acende um sinal de alerta na indústria.

Christy é um drama biográfico no qual Sydney Sweeney interpreta a lendária boxeadora Christy Martin. O elenco conta ainda com Ben Foster, Katy O’Brian, Ethan Embry, Jess Gabor e Merritt Wever. Apesar do apelo da história real e da presença de um elenco sólido, o longa abriu com números fracos. Segundo a Deadline, o filme deve fechar o fim de semana com cerca de US$ 1,25 milhão (R$ 6,7 milhões) em quase três mil cinemas.

A recepção crítica também não ajudou a impulsionar o interesse do público. No Rotten Tomatoes, Christy aparece com 66% de aprovação, uma nota considerada mediana. Isso reforça o cenário de um lançamento que passa despercebido em meio à disputa acirrada pelos cinemas no fim do ano.

Sydney Sweeney coleciona fracassos

O resultado representa o terceiro fracasso consecutivo de Sydney Sweeney nas bilheterias em 2025. Antes, o thriller de sobrevivência Eden, de Ron Howard, estreou com US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) em 664 salas. Já o neo-western Americana abriu com apenas cerca de US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) em mais de mil salas. Três filmes seguidos abaixo de US$ 2 milhões (R$ 10,6 milhões) formam uma sequência rara entre jovens estrelas em ascensão.

Esse cenário contrasta com a fase de ascensão de Sydney Sweeney após o sucesso romântico Todos Menos Você, que arrecadou US$ 220 milhões (R$ 1,1 bilhão) mundialmente com um orçamento de US$ 25 milhões (R$ 133 milhões). No entanto, a virada negativa começou em 2024 com o blockbuster Madame Web, que somou US$ 100 milhões (R$ 533 milhões) globalmente, valor considerado fraco para um filme de super-herói com orçamento alto.

No mesmo ano, ela estrelou Imaculada, que teve desempenho melhor proporcionalmente, chegando a US$ 35 milhões (R$ 186 milhões) com custo de US$ 9 milhões (R$ 47 milhões), mas sem impacto cultural duradouro.

Ainda assim, existe expectativa de recuperação no horizonte. Em 19 de dezembro, Sydney Sweeney estreia A Empregada, thriller dirigido por Paul Feig e baseado no best-seller de Freida McFadden. O elenco conta com Amanda Seyfried e Brandon Sklenar, o que aumenta o apelo comercial do projeto. Nos bastidores, o filme é tratado como uma possível retomada.

2025 não foi bom para a atriz

Christy pode não ser o ponto final dessa fase turbulenta. Mas, neste momento, o que se vê é uma jovem estrela que precisa de um novo sucesso para reafirmar sua posição nos cinemas e recuperar o prestígio junto ao grande público. O desempenho de A Empregada será fundamental para entender os próximos passos de sua carreira.

A situação é agravada pela recente polêmica envolvendo a atriz em uma campanha de moda para a American Eagle, veiculada em julho deste ano. No anúncio, Sydney Sweeney fazia um trocadilho entre as palavras jeans e genes, o que causou críticas por supostamente reforçar padrões eurocêntricos de beleza. Após meses de silêncio, ela se pronunciou afirmando que não permite que outras pessoas definam sua imagem pública, minimizando a controvérsia e dizendo que não se sentiu afetada pelo debate.

O episódio repercutiu amplamente nas redes sociais e acabou dividindo opiniões, levando parte do público a relacionar a imagem da atriz a uma postura considerada insensível dentro do contexto político atual. Nesse sentido, a crise de bilheteria e a polêmica recente passam a se sobrepor na narrativa pública em torno de Sydney Sweeney. O resultado é um momento em que sua carreira parece atravessar não apenas uma fase comercial difícil, mas também um desgaste de imagem que pode influenciar a recepção de seus próximos trabalhos.

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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