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Christa Pike, mulher que está no corredor da morte dos EUA

Foto: Divulgação/HBO Max

Christa Pike

True Crime da HBO Max trata caso de mulher no corredor da morte dos EUA

Série conta como Christa Pike cometeu o crime que a condenou à pena de morte

Paola Zanon, jornalista da Tangerina
Paola Zanon

Série documental da HBO Max, Garotas Malvadas conta histórias de crimes hediondos cometidos por mulheres nos Estados Unidos. O episódio 9 da segunda temporada, chamado “Ela é o Diabo”, apresenta o caso de Christa Pike, condenada à sentença de morte em 1996, com execução marcada para esta quarta-feira (30), através de injeção letal.

Aos 18 anos, Christa foi acusada de torturar e matar Colleen Slemmer por acreditar que ela estaria interessada em seu namorado, Tadaryl Shipp. Com a sentença, Pike pode se tornar a primeira mulher a ser executada no estado do Tennessee em 200 anos.

Além da série da HBO Max, que conta com depoimentos de testemunhas, há também um documentário no YouTube, chamado Dead Woman Walking: Christa Pike Vs Tennessee, sem legendas em português.

O caso Christa Pike

Christa conheceu Colleen em um acampamento de treinamento profissional para adolescentes problemáticos e não demorou a sentir ciúme da garota com seu namorado. Com a ajuda dele e de outra colega, ela espancou, torturou e matou a jovem, que tinha 19 anos. O crime aconteceu em janeiro de 1995; o corpo de Colleen foi encontrado com um pentagrama esculpido em seu peito.

Em março de 1996, Pike, que confessou a autoria do crime, foi condenada à pena de morte por homicídio em primeiro grau e conspiração pelo júri popular. Shipp, por sua vez, foi condenado à prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional; ele não podia receber a sentença de morte porque tinha 17 anos quando foi cúmplice da então namorada.

Shadolla Peterson, a outra cúmplice, não participou diretamente das agressões e conseguiu um acordo em troca de imunidade parcial, depondo como testemunha ocular do crime e dando detalhes cronológicos do ataque, que durou 30 minutos.

Pena de morte

Reestabelecida pela Suprema Corte em 1976, a pena de morte não é uma sentença comum para mulheres nos Estados Unidos. Desde então, apenas 18 foram executadas em todo o país, enquanto mais de 1600 homens já receberam a condenação nos últimos 40 anos.

No Tennessee, especificamente, nenhuma mulher que tivesse 18 anos na época do delito esteve no corredor da morte. O júri decidiu pela execução por causa do estado em que o corpo de Colleen foi encontrado; além do pentagrama esculpido no peito, a jovem foi esfaqueada diversas vezes no crânio e tórax, apresentando sinais de tortura extrema e ferimentos de defesa.

A causa da morte foi um traumatismo craniano decorrente das agressões. A violência foi tanta, que faltava um pedaço do crânio da vítima; dois moradores do acampamento testemunharam que Christa guardou esse pedaço como lembrança e se gabou pelo assassinato. Para o júri, a atitude demonstrou falta de remorso e crueldade.

Apelações da defesa

Às vésperas da execução, os atuais advogados de Christa Pike ainda tentam reverter a sentença; eles já apresentaram uma apelação de 226 páginas, argumentando que a criminosa possui um histórico de abuso sexual infantil, abandono e negligência, descobertos com mais detalhes após a condenação, então o júri nunca teve a oportunidade de considerar os fatos —apenas a negligência era de conhecimento do tribunal.

Christa teria sofrido abusos físicos, sexuais e estupros pelos namorados de sua mãe e de sua avó, que não acreditavam nas denúncias da garota. Em 2021, Pike foi diagnosticada com transtorno bipolar na prisão e tem sido medicada desde então.

A Suprema Corte do Tennessee, no entanto, não aceitou nenhuma das apelações até hoje e se negou a adiar ou suspender a execução da condenada. Sua defesa, então, entrou com pedido de perdão do governador do Estado, Bill Lee, que nunca concedeu clemência em casos de pena de morte.

O último pedido de Christa Pike

A dois dias de sua execução, Christa Pike fez alguns pedidos. O primeiro deles é que ela não quer que ninguém de sua família esteja presente quando ela receber a injeção letal. No segundo, Christa solicitou que apenas mulheres conduzam a execução, pois uma equipe masculina agravaria seu trauma.

O Estado já declarou que ela será transferida apenas por guardas femininas, mas não garantiu nada em relação à aplicação da injeção.

May Martinez, mãe de Colleen, é a favor da execução de Christa; ela disse que a condenada deveria pagar pelo crime e se sentiria melhor se Pike sentisse a mesma dor que sua filha sentiu. May pretende assistir à execução.

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Paola Zanon, jornalista da Tangerina

Paola Zanon

Jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7, UOL Esporte, Lakers Brasil e UmDois Esportes. Apaixonada por cobertura esportiva e cultura pop em geral. E-mail: paola@tangerina.news

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