FILMES E SÉRIES

Anne Hathaway em cena do filme de suspense Verity, que estreia nos cinemas

(Foto: Sony Pictures/Divulgação)

CINEMA

Verity estreia como o pior dos cinco filmes de Anne Hathaway em 2026

Suspense psicológico baseado em best-seller não repete o sucesso de crítica de produções recentes da estrela

Vinícius Andrade, Tangerina
Vinícius Andrade

Os principais lançamentos do cinema norte-americano programados para a primeira semana de outubro não agradaram a crítica. Digger, com Tom Cruise, filme que era um possível candidato ao Oscar 2027 por ter Alejandro González Iñárritu como diretor, despontou com apenas 52% de aprovação e já perdeu força na futura temporada de premiações. E Verity, o quinto longa de Anne Hathaway lançado neste ano, havia recebido apenas 46% de avaliações positivas até o momento da publicação deste texto.

É o índice de aprovação mais baixo entre as publicações de veículos cadastrados no agregador Rotten Tomatoes, considerando as outras quatro obras que trazem Anne Hathaway nos créditos que estrearam ao longo de 2026. Veja a lista abaixo, do pior para o melhor avaliado:

  • 5 – Verity (em cartaz nos cinemas a partir de 1/10): 46% de aprovação da crítica
  • 4 – Mother Mary (ainda não lançado no Brasil): 69% de aprovação da crítica / 60% do público
  • 3 – O Diabo Veste Prada 2 (disponível no Disney+): 78% de aprovação da crítica / 84% do público
  • 2 – O Fim da Rua (disponível para aluguel nas plataformas digitais): 86% de aprovação da crítica / 76% do público
  • 1 – A Odisseia (em cartaz nos cinemas): 94% de aprovação da crítica / 96% do público
  • O que esperar de Verity

    O suspense psicológico adapta best-seller homônimo publicado em 2018 por Colleen Hoover, autor de livros que renderam outras adaptações famosas, como É Assim Que Acaba (2024) e Uma Segunda Chance (2026). Sob o comando do diretor Michael Showalter (de Uma Ideia de Você) e roteiro assinado por Nick Antosca, o longa mergulha em um universo em que limites entre invenção literária e vida real desaparecem.

    No centro da trama está Lowen Ashleigh (Dakota Johnson), uma escritora pouco conhecida e com problemas financeiros que recebe uma proposta irrecusável: concluir secretamente os volumes restantes de uma popular série de livros de sucesso. A criadora original das obras é Verity Crawford (Anne Hathaway), romancista aclamada que se encontra em estado catatônico e sem mobilidade após sofrer um grave acidente de carro.

    Para realizar a tarefa, Lowen aceita se hospedar na isolada residência da família Crawford. No casarão, ela convive de perto com Jeremy Crawford (Josh Hartnett), o enlutado e atraente marido de Verity, além de encontrar o filho pequeno do casal, Crew (Brady Wagner).

    Enquanto vasculha o escritório e arquivos da anfitriã em busca de anotações úteis, Lowen acaba descobrindo um manuscrito autobiográfico não publicado. O texto secreto revela confissões aterrorizantes sobre tragédias domésticas passadas, lançando a protagonista em uma espiral de desconfiança, obsessão e tensão erótica. Assista ao trailer:

    O que diz a crítica

    Nos veículos de imprensa que cobrem Hollywood e nos principais jornais estrangeiros, jornalistas questionaram o tom narrativo e as soluções da montagem.

  • A Variety apontou a produção como uma tentativa equivocada de emular o suspense erótico clássico. Segundo a publicação, o filme peca pelo andamento truncado e por situações involuntariamente cômicas, apresentando um elenco estelar que parece desencaixado de personagens construídos de maneira artificial.
  • Na visão do The Hollywood Reporter, a primeira metade até diverte ao abraçar o melodrama brega, mas a trama desaba ao desenvolver suas revelações. A crítica enfatizou que o projeto falha tanto na inteligência do mistério quanto na sensualidade prometida, desperdiçando a intensidade dos seus intérpretes principais.
  • O britânico The Guardian também expressou decepção com o resultado. O texto ressaltou que, apesar de uma primeira parte impactante, o terceiro ato se desfaz em uma sucessão de conveniências inverossímeis, deixando a impressão de que o final aberto soa apenas como um roteiro mal finalizado.
  • Por outro lado, o IndieWire trouxe uma perspectiva mais favorável e concedeu uma nota positiva ao longa. O portal argumentou que a entrega desinibida das protagonistas eleva o tom melodramático da história. O veículo destacou que o projeto funciona perfeitamente como entretenimento escapista, impulsionado pela forma divertida com que manipula preconceitos e expectativas do espectador.
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    QUEM FEZ
    Vinícius Andrade, Tangerina

    Vinícius Andrade

    Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news

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