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Imagem de LEGO Star Wars: A Saga Skywalker

Divulgação/WB Games

Crítica

LEGO Star Wars: A Saga Skywalker é o melhor jeito de jogar os filmes

Título recria com louvor e de forma divertida os Episódios 1 a 9 da saga criada por George Lucas

Bruno Silva

Bruno Silva

Star Wars move tantas paixões que os fãs já criaram até várias ordens para assistir à saga criada por George Lucas. Mas é curioso que, até hoje, não exista outro meio de conferir essa história em uma mídia que não seja o cinema. Isso mudou de vez com LEGO Star Wars: A Saga Skywalker, que, além de ser o jogo definitivo de Star Wars em LEGO, é também o melhor jeito de experimentar, fora os filmes, a grande jornada dos Jedi e dos Sith.

Em primeiro lugar, A Saga Skywalker faz o que poucas mídias conseguem: juntar, em um só pacote, os nove filmes de Star Wars, do Episódio 4: Uma Nova Esperança (1977) ao Episódio 9: A Ascensão Skywalker (2019). Embora a franquia de George Lucas tenha um universo expandido rico, a história principal dos filmes é um terreno que poucos produtos licenciados conseguem tocar.

Mas o estúdio TT Games, que vem trabalhando com Star Wars desde 2005, é uma das poucas empresas privilegiadas o suficiente para quebrar essas barreiras. Não é a primeira vez que a desenvolvedora compila os filmes de Star Wars em um jogo só. O mesmo foi feito em 2006 em LEGO Star Wars II: The Original Trilogy, com os episódios 4, 5 e 6, e no ano seguinte, com LEGO Star Wars: The Complete Saga, que juntou os primeiros seis filmes.

Agora, o estúdio de games britânico faz o seu melhor trabalho, juntando todos os aprendizados de quase duas décadas trabalhando com a franquia.

Uma galáxia muito, muito divertida

A Saga Skywalker conta as histórias dos nove filmes em conjuntos de trilogias. Ou seja, você pode começar direto no sétimo filme, O Despertar da Força, mas não dá para jogar o quinto filme, O Império Contra-Ataca sem antes passar pelo longa anterior, Uma Nova Esperança.

Desde 2005, os jogos de LEGO vêm aprimorando a mesma fórmula, que se aplica de Harry Potter a Jurassic World: você tem a história principal do filme adaptada em uma campanha para jogar solo ou com amigues, e cenários mais abertos nos quais você escolhe com quem jogar e deixa a imaginação correr solta.

Isso não mudou em A Saga Skywalker, mas a maneira como a história é contada mexe um pouco em partes importantes dessa fórmula, e para melhor.

Cena de LEGO Star Wars: The Skywalker Saga

Trailer de LEGO Star Wars: A Saga Skywalker

Jogo reconta a história dos nove filmes em formato LEGO

Os jogos de LEGO costumavam jogar personagens em grandes arenas e deixar a câmera mais afastada, para que você tenha uma visão mais ampla da ação. Em A Saga Skywalker, a câmera é mais próxima dos bonecos, aproveitando alguns ângulos mais fechados para mostrar melhor a ação e os cenários.

Isso é importante exatamente quando o jogo tem seus momentos de ação, que também conseguem brilhar por méritos próprios. Os controles são surpreendentemente precisos e bons na hora de usar um sabre de luz ou mirar uma arma a laser em uma batalha contra stormtroopers, por exemplo.

O bom humor de sempre

Tudo isso é embalado por uma visão leve e lúdica de Star Wars, que consegue brincar com momentos marcantes de Star Wars sem perder o bom humor nem desconsiderar o que faz dos filmes tão encantadores para os fãs. 

Isso se traduz, por exemplo, na clássica cena da cantina em Uma Nova Esperança, que levanta um eterno debate se Han Solo (Harrison Ford) atirou primeiro no alienígena Greedo ou não. Aqui, toda a disputa se resume aos dois trocando lasers até que a munição acaba e Solo arremessa sua arma na direção do inimigo, expulsando-o da mesa.

Cena de LEGO Star Wars: The Skywalker Saga

Ahch-To, um dos principais planetas de Os Últimos Jedi, em sua versão LEGO

Divulgação/WB Games

Para além da recriação dos filmes, A Saga Skywalker também é o parque de diversões mais completo para os amantes de Star Wars, com mais de 300 personagens jogáveis, de Obi-Wan Kenobi a Rey. Como nos outros jogos da série, você pode partir para um modo de jogo livre, escolher um dos cenários dos filmes e brincar da maneira que quiser.

O único problema fica por conta do desempenho. No PlayStation 4, console em que testamos A Saga Skywalker, o jogo engasgou em algumas cenas, cortando alguns quadros de animação até voltar para as partes jogáveis. Reflexos de um título já planejado para máquinas mais potentes.

De todo modo, não é algo que atrapalha a experiência como um todo, e até mesmo no PS4 a iluminação e os efeitos de textura nos cenários, como as pegadas deixadas por humanos ou droides em Tatooine, é muito bem feita, no qual o jogo foge um pouco do aspecto de brinquedo das construções e personagens e parte para um aspecto mais fotorrealista.

Para quem gosta dos jogos de LEGO, A Saga Skywalker é o melhor de toda a série, da quantidade de coisas a se fazer à qualidade nos controles e nos modos de jogo incorporados pela produtora TT Games. Para quem é fã de Star Wars, é possivelmente a melhor maneira de viver a história iniciada em 1977 por George Lucas fora dos filmes.

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Bruno Silva

Bruno Silva

Editor de games e animes na Tangerina, Bruno Silva é brasiliense e fã de basquete. Jornalista, apresentador e streamer, foi co-criador do The Enemy e já publicou no Omelete, Nerdbunker, Metrópoles e Correio Braziliense.

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