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Montagem com consoles Nintendo Switch

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De Mario a Zelda, os 20 melhores jogos do Nintendo Switch pra jogar já

De Mario a Zelda, confira o que há de melhor no Switch, o console híbrido da Nintendo

Bruno Silva

Bruno Silva

O Nintendo Switch é um fenômeno. Lançado em 2017, o console se tornou um dos mais vendidos de todos os tempos com uma proposta imbatível de combinar a comodidade de um aparelho portátil com a qualidade de um sistema caseiro. Mas quais são os melhores jogos do Nintendo Switch?

Disponível oficialmente no Brasil desde 2021, o Switch oferece uma enorme variedade de jogos, que vão dos prestigiados títulos originais da Nintendo a uma seleção enorme de games multiplataforma e obras independentes. Com tantas opções, é fácil ficar perdido sem saber o que escolher.

Não sabe o que jogar? A Tangerina separou uma lista, sem ordem específica, com os 20 melhores jogos do Nintendo Switch disponíveis para a plataforma no momento. A ideia é indicar a você as experiências definitivas do console, independentemente do gênero do jogo, se ele é um título blockbuster de altíssimo orçamento ou um game independente produzido por poucas pessoas.

Esta curadoria será permanente e adicionaremos novos jogos à medida que forem lançados, então espere ver muitas mudanças na seleção ao longo da vida útil do Switch.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Cena de The Legend of Zelda: Breath of The Wild

Zelda e Link protagonizam The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Divulgação/Nintendo

Segundo uma máxima do videogame, não existe jeito errado de jogar. Talvez nenhum jogo leve esse aforismo tão ao pé da letra quanto The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Sua premissa é simples: você é o herói Link e precisa derrotar Calamity Ganon, uma entidade maligna que assola o planeta. O objetivo é claro desde o começo do jogo. Cabe a você descobrir como cumprí-lo.

Nenhuma jornada em Breath of the Wild é igual a outra, pois o jogo tem a confiança de te deixar no controle completo da aventura. Você pode ir em qualquer direção e fazer o que quiser, o que torna qualquer descoberta ainda mais especial. E o cenário do jogo é cheio desses momentos, seja ao achar as ruínas de uma civilização extinta, seja ao explorar os mistérios de uma floresta mágica.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild não é considerado um dos melhores jogos de todos os tempos à toa. Seu exterior simples e sua abordagem livre escondem um mundo rico em histórias, personagens e eventos. Basta você chegar, por conta própria, até eles. – Bruno Silva

Leva que tá doce: The Legend of Zelda: Breath of the Wild é um tipo de jogo que não deve envelhecer tão cedo. O convite à descoberta faz dele um título perfeito para jogar várias e várias vezes, mesmo já sabendo o final da aventura.

Dois pelo preço de um: Breath of the Wild é daqueles jogos que qualquer pessoa que gosta de videogame vai aproveitar, de uma forma ou de outra, mas fãs de games de mundo aberto como GTA ou títulos de ação como God of War ou os Castlevania: Lords of Shadow se sentirão mais em casa.

Presta atenção, freguesia: Ao contrário de vários jogos de ação, em Breath of the Wild as armas se desgastam e quebram. Não se preocupe tanto em guardar armas boas. Elas foram feitas para serem usadas.

Mario Kart 8 Deluxe

Cena de Mario Kart 8

Mario Kart 8 é a versão definitiva dos jogos de corrida do encanador

Divulgação/Nintendo

De vez em quando é refrescante sair das aventuras em plataforma da franquia Super Mario e curtir uma modalidade esportiva, não é mesmo? E Mario Kart 8 Deluxe é justamente o que você precisa em momentos assim.

Esta versão melhorada e completa de Mario Kart 8 traz todos os conteúdos adicionais por download lançados anteriormente, gráficos aprimorados com possibilidade de resolução 1080p caso o Nintendo Switch esteja no dock e conteúdo extra, incluindo mais cinco personagens jogáveis, novos modos de jogo e veículos inéditos. 

Mario Kart Deluxe 8 é a escolha perfeita para mudar um pouco os ares das aventuras tradicionais de videogames e você ainda consegue desafiar outros jogadores no modo multiplayer, que suporta até 12 pessoas. – Jessica Pinheiro

Leva que tá doce: Traz personagens de fora da franquia Super Mario, como Link de The Legend of Zelda, os inklings de Splatoon, dentre outros.

Dois pelo preço de um: Para quem curtiu a energia caótica de Crash Bandicoot N. Sane Trilogy ou, seguindo a linha de jogos de corrida com mascotes, aos que gostaram da graciosidade de Sonic & All-Stars Racing Transformed.

Presta atenção, freguesia: Possui integração com o VR Kit do Nintendo Labo.

Super Smash Bros. Ultimate

Cena de Super Smash Bros. Ultimate

Mario, Donkey Kong, Link e mais: Super Smash Bros. Ultimate é encontro dos heróis do videogame

Divulgação/Nintendo

Se você acha que o Universo Cinematográfico da Marvel é ambicioso é porque certamente ainda não experimentou Super Smash Bros. Ultimate.

O game não poderia ter recebido um subtítulo mais apropriado, afinal, esta é a versão definitiva da franquia de luta e ação. São 82 personagens jogáveis – incluindo os DLCs – para até 8 jogadores simultâneos se deleitarem em partidas caóticas e divertidas, onde apenas 1 sairá como vencedor.

Seja local ou online, o título ainda oferece novos ataques e defesa melhorada nos combates, além de técnicas especiais exclusivas e inúmeras opções de customização. – Jessica Pinheiro

Leva que tá doce: É a definição de “banda que une todas as tribos, tal qual o Norvana”.

Dois pelo preço de um: Ideal para os competitivos de plantão que adoram as lutas frenéticas de Dragon Ball FighterZ ou as batalhas em plataformas de TowerFall Ascension.

Presta atenção, freguesia: Quer matar saudades de Super Smash Bros. Melee? É só conectar o controle do GameCube e fazer a festa.

Hollow Knight

Cena de Hollow Knight

Hollow Knight traz um panteão de desafios

Divulgação/Team Cherry

Uma aventura 2D clássica de plataforma e exploração em um universo autêntico e rico em sua mitologia. Hollow Knight é ambientado em um mundo de insetos e heróis e o jogador precisa  lutar contra criaturas malignas e se aliar a outras.

O jogo tem progressão ao estilo Metroidvania, o que significa que será preciso encontrar e evoluir certas habilidades para conseguir acesso a mais áreas. 

Tudo isso enquanto mergulha fundo no expansivo, riquíssimo, desafiador e às vezes nojento mundo de Hallownest. Tens o que é preciso para abrir todo o mapa e enfrentar os mais de 150 inimigos de Hollow Knight? – Jessica Pinheiro

Leva que tá doce: Conceitual em literalmente tudo: da jogabilidade, passando pela ambientação, até os nomes e tipos de insetos.

Dois pelo preço de um: Recomendado para quem curtiu a atmosfera e exploração de Rain World ou das batalhas recorrentes contra chefe com armas corpo a corpo de Mega Man Zero.

Presta atenção, freguesia: Tem uma sequência em desenvolvimento, Hollow Knight: Silksong. O game foi anunciado em 2019 e depois desapareceu do radar, mas vale ficar de olho!

The Great Ace Attorney Chronicles

Cena de The Great Ace Attorney Chronicles

The Great Ace Attorney Chronicles é simulador de detetive e advogado no século 19

Divulgação/Capcom

Investigação, diversão, drama, reviravoltas, muito texto e novamente, reviravoltas! The Great Ace Attorney Chronicles é justamente o que você precisa se estes elementos chamam sua atenção.

Ambientado no final do século 19 em dois cenários distintos, Japão e Grã-Bretanha vitoriana, o game coloca o jogador no controle do advogado de defesa Ryunosuke Naruhodo para solucionar 10 casos intrigantes.

Vale apontar que The Great Ace Attorney Chronicle é uma coletânea com dois jogos, The Great Ace Attorney Adventures e The Great Ace Attorney 2: Resolve. Um é sequência direta do outro. 

Os games são em formato visual novel, o que significa que você precisará ler e prestar atenção nas conversas, nos argumentos e nas evidências coletadas para conseguir avançar nos casos e salvar seus clientes no tribunal. – Jessica Pinheiro

Leva que tá doce: É preciso lidar com abuso de poder e manipulação e estar atento às brechas que os réus podem deixar escapar. 

Dois pelo preço de um: Se gostou da história e de solucionar os mistérios de Grim Fandango ou de bancar o detetive e reunir evidências em Disco Elysium, provavelmente vai curtir The Great Ace Attorney Chronicles.

Presta atenção, freguesia: Infelizmente, é uma experiência um pouco azeda para quem não tem domínio do inglês, já que o jogo não tem legendas em português brasileiro.

Metroid Dread

Imagem promocional de Metroid Dread

Metroid Dread coloca a heroína Samus em uma nova aventura

Divulgação/Nintendo

Após 11 anos sem um título inédito de aventura e plataforma estrelando a heroína Samus Aran, Metroid Dread finalmente chega para acalentar o coração dos fãs da série, além de servir como uma belíssima introdução da franquia Metroid para os jogadores de primeira viagem.

Com uma câmera em perspectiva 2.5D, aqui acompanhamos Samus investigando o planeta ZDR, onde residem remanescentes da espécie parasita conhecida apenas como X; logo após a federação perder contato com os robôs E.M.M.I. que foram enviados pouco tempo antes da protagonista.

Seguindo a fórmula de Metroid, o jogador deve explorar os cenários e evoluir as habilidades de Samus para que ela consiga acesso a novas áreas e assim, progredir com sua missão. O diferencial de Dread, porém, são os robôs E.M.M.I. que, depois de corrompidos, passam a caçar a protagonista.

Como os E.M.M.I. são incrivelmente fortes, Samus precisa primeiramente conseguir os recursos necessários para enfrentá-los. Até lá, cabe ao jogador fugir e se esconder da melhor maneira possível dos robôs. Desafiante na medida certa! – Jessica Pinheiro

Leva que tá doce: A emocional e corajosa protagonista Samus Aran novamente mostra a que veio – não com muitas falas, infelizmente, mas com ações.

Dois pelo preço de um: Metroid Dread deve agradar os entusiastas de furtividade que curtem jogos como Metal Gear Solid 3: Snake Eater, e especialmente os adoradores de Bloodstained: Ritual of the Night e tantos outros games do gênero Metroidvania.

Presta atenção, freguesia: Este é o 5º jogo da franquia principal. A boa notícia é que você não precisa jogar nenhum dos anteriores. A má notícia (?) é que Metroid Dread vai te deixar com vontade de jogar todos os outros games.

Super Mario 3D World + Bowser’s Fury

Cena de Super Mario 3D World + Bowser's Fury

Super Mario 3D World traz uma ameaça gigante na expansão Bowser's Fury

Divulgação/Nintendo

O que aconteceria se a Nintendo tivesse feito um Mario pela primeira vez na era atual dos videogames? Essa questão já foi contemplada em vários jogos da produtora japonesa, em especial na série New Super Mario Bros., mas é Super Mario 3D World que consegue respondê-la de forma plena.

Super Mario 3D World pega a fórmula de jogo que a série ajudou a popularizar, com os saltos, corridas e cascos de tartarugas característicos do personagem, e coloca sua robustez à prova em mais de cem fases onde praticamente nada é repetido ou reutilizado. Os desafios são tão variados que, às vezes, dão a impressão de que você está jogando vários jogos diferentes.

Esta versão é um relançamento de um jogo produzido em 2013 para o Wii U, mas tem um segmento inédito chamado Bowser’s Fury, que pega algumas das ideias de Odyssey para pensar como seria um jogo de Super Mario em mundo aberto. – Bruno Silva

Leva que tá doce: Super Mario 3D World é a melhor releitura dos jogos clássicos de Mario, seja na fase 2D ou tridimensional.

Dois pelo preço de um: 3D World é um jogo perfeito para qualquer um que goste de títulos de plataforma como Mario, Sonic ou Crash Bandicoot.

Presta atenção, freguesia: O segmento Bowser’s Fury, inédito para a versão de Switch, é curtinho, independente do jogo-base e simplesmente excelente. Não deixe de jogar.

Monster Hunter Rise

Cena de Monster Hunter Rise

Monster Hunter Rise coloca jogadores diante de criaturas colossais

Divulgação/Capcom

Caçadas emocionantes a monstros gigantes, criação de novos equipamentos com os recursos coletados e jornadas pelo equilíbrio entre natureza e humanos são basicamente os três pilares que sustentam a franquia Monster Hunter.

Adicione uma ambientação feudal japonesa que enriquece ainda mais a mitologia da franquia, verticalidade e agilidade na exploração que tornam a jogabilidade ainda mais prazerosa, e dois companheiros animais para acompanhá-lo durante as caçadas – o Amicão e o Amigato – e você tem Monster Hunter Rise.

O jogo série aprimora ainda mais a experiência Monster Hunter e introduz o modo Rampage, que é basicamente o modo de sobrevivência. Monster Hunter Rise é altamente recomendado e pode ser jogado tanto sozinho quanto em multiplayer em até 4 caçadores. – Jessica Pinheiro

Leva que tá doce: Representação satisfatória da cultura japonesa e bastante inspiração no folclore nipônico para os monstros.

Dois pelo preço de um: Jogue Monster Hunter Rise se você gostou da ambientação e da ação de Ghost of Tsushima, da mitologia nipônica e da aventura de Okami ou dos confrontos com as máquinas de Horizon Zero Dawn.

Presta atenção, freguesia: Fique atento aos eventos especiais para conseguir trajes especiais temáticos. Sonic, Okami e Mega Man, por exemplo, já passaram por Monster Hunter Rise!

Shin Megami Tensei V

Cena de Shin Megami Tensei V

Em Shin Megami Tensei V, humanos entram no eterno conflito entre anjos e demônios

Divulgação/Atlus

Quem observar Shin Megami Tensei V de relance vai achar que o jogo é estranho. À primeira vista, é difícil pensar o contrário. A série, que nasceu no início dos anos 1990 no Japão e ganhou status cult no Ocidente até se popularizar a reboque do derivado Persona, tem como tema o conflito entre anjos e demônios em cenários pós-apocalípticos, sempre aos olhos de protagonistas humanos.

Em SMT V, ou Megatem, como o jogo é carinhosamente chamado pelos fãs, não é diferente: você é transportado da Tokyo contemporânea para uma versão alternativa da cidade, destruída em meio a uma guerra entre facções de anjos e demônios. Após um encontro fatídico com demônios, você acaba se fundindo a um divindade, ganhando poderes especiais.

A partir daí, você segue a sua jornada com a possibilidade de formar times de demônios, misturando as criaturas para formar novas e superar os vários desafios que a história oferece. Shin Megami Tensei V é um jogo difícil e exige pensamento estratégico, mas se você gosta de quebrar a cabeça, o céu é o limite para este RPG. – Bruno Silva

Leva que tá doce: Shin Megami Tensei é um dos raros exemplos de série que aborda temas do cristianismo de maneiras pouco convencionais. Isso levou a série a ter dificuldades para sair do Japão nos anos 1990, já que a Nintendo exercia controle rígido sobre o que era lançado para seus consoles e considerava os temas polêmicos para o mercado ocidental.

Dois pelo preço de um: Você gosta de Pokémon, mas acha os jogos fáceis demais? Shin Megami Tensei V oferece um desafio à altura.

Presta atenção, freguesia: Os fãs de Persona vão notar que há muitos monstros em comum entre este jogo e Shin Megami Tensei V. Este é o principal elo entre as duas séries, produzidas pelo estúdio japonês Atlus.

Astral Chain

Cena de Astral Chain

Em Astral Chain, você luta ao lado de uma máquina

Divulgação/Nintendo

Uma força-tarefa especial é destacada para batalhar contra invasores de outro mundo. Ambientado em uma megacidade futurística que sobreviveu a um enorme desastre global, o jogador controla um dos policiais dessa divisão e conta com a ajuda de armamentos híbridos com inteligência própria, os Legions.

Os Legion são peças fundamentais em Astral Chain, pois as batalhas exigem que o jogador combine suas habilidades com as deles. Além de muita ação, prepare-se ainda para investigar e solucionar casos, utilizando estes robôs para estas atividades de interação. – Jessica Pinheiro

Leva que tá doce: Em contraponto às questões tecnológicas futurísticas, o jogo trabalha muito bem o lado humano.

Dois pelo preço de um: Recomendado aos que curtiram a jogabilidade de Ico ou de The Last Guardian, onde o jogador precisa dar comandos a um segundo personagem; ou àqueles que gostaram do clima futurista e das investigações de AI: The Somnium Files.

Presta atenção, freguesia: O arquétipo do/a protagonista silencioso/a pode azedar um pouco a experiência, mas a variedade de inimigos e os chefes compensam.

Hades

Imagem promocional de Hades

Em Hades, Zagreus tenta (muitas vezes) escapar do inferno

Divulgação/Supergiant Games

A desenvolvedora Supergiant Games ficou famosa por conectar de forma única a parte interativa dos jogos com a história e, depois de lançar três games nos quais pôde demonstrar essa capacidade – Bastion, Transistor e Pyre -, o estúdio produziu em Hades sua obra-prima. Este é um jogo de ação no qual você explora catacumbas com uma mecânica roguelike (perdeu, acabou o jogo), um combate frenético e uma visão de cima, com câmera isométrica.

O que torna Hades tão único em meio a tantos jogos que também mesclam esses gêneros e subgêneros é seu belíssimo visual e sua intrigante narrativa, que está diretamente conectada à sua jogabilidade e mecânicas.

Quanto mais o protagonista Zagreus morrer, seja através de armadilhas, seja em combates mortais; mais o jogador irá desvendar a trama. Afinal, quando o personagem principal falha em sua jornada para fugir do Submundo, isto é, o Hades, ele retorna para seus aposentos e precisa refazer tudo.

O diferencial é que Zagreus e todos os demais personagens, deuses e semideuses que o acompanham sua fuga, se recordam de tudo – e inclusive, não perdem a oportunidade de fazer piadas a respeito disso.

Riquíssimo em gameplay e narrativa, Hades é um dos jogos mais divertidos, desafiadores e belíssimos dos últimos tempos. – Jessica Pinheiro

Leva que tá doce: Hades traz uma nova e refrescante perspectiva sobre a mitologia grega, reinterpretando alguns mitos com bom humor e autenticidade.

Dois pelo preço de um: Hades é recomendado para quem gostou da jogabilidade flexível e dos cenários de Children of Morta, ou para quem curte o level design bem feito e a progressão de história atípica de Dark Souls e Bloodborne. E se você for fã dos demais jogos da Supergiant Games, mergulhe sem medo em Hades.

Presta atenção, freguesia: Hades concorreu e venceu em diferentes categorias nas principais premiações dos videogames, incluindo The Game Awards, DICE, a categoria extraordinária de games do prêmio Hugo em 2020, entre outros.

Animal Crossing: New Horizons

Cena de Animal Crossing: New Horizons

Os aldeões de Animal Crossing: New Horizons

Divulgação/Nintendo

No início da pandemia de Covid-19, Animal Crossing: New Horizons chegou ao Switch e imediatamente se tornou um dos jogos mais populares em um mundo tomado por quarentena e isolamento social. Por sorte ou por destino, dá para dizer que o momento deste lançamento foi muito oportuno, pois realçou a melhor qualidade do jogo: a capacidade de fazer você relaxar e desligar a cabeça.

Em Animal Crossing, você se muda para uma ilha deserta e ali começa a gerenciar uma comunidade, com várias facetas. Outros animais vão se mudando para o local, criando suas próprias casas, e você é o principal responsável pela zeladoria do local, colocando recursos e decorando a ilha do jeito que quiser.

Além de poder deixar o local com a sua cara e manter os aldeões felizes, o jogo também tem um forte aspecto social, permitindo que você visite as ilhas de outros amigos. Animal Crossing oferece um refúgio dos problemas da vida permitindo que você se perca em um lugar onde nada de ruim acontece (a não ser, é claro, que o preço do nabo na vendinha esteja baixo). – Bruno Silva

Leva que tá doce: Um dos simuladores sociais mais bonitinhos disponíveis para o console da Nintendo, que pode proporcionar horas e horas de diversão descompromissada.

Dois pelo preço de um: Considere experimentar Animal Crossing se você já jogou algum tipo de simulador de fazenda virtual como Farmville, Stardew Valley ou Harvest Moon.

Presta atenção, freguesia: A estrutura de Animal Crossing privilegia quem joga com frequência, mas mesmo que você não tenha tanto tempo, vale visitar a sua ilha periodicamente para conferir as diferentes estações do ano.

Super Mario Maker 2

Menu de Super Mario Maker 2

Em Super Mario Maker 2, você pode criar suas próprias fases de Mario

Divulgação/Nintendo

Você já deve ter se deparado em algum momento nas redes sociais com vídeos de fases impossíveis de Super Mario. É bem provável que esses níveis malucos tenham nascido de Super Mario Maker 2, um aplicativo que é metade jogo, metade criador de mapas de Super Mario.

Criar uma fase de Super Mario pode parecer difícil, mas a Nintendo produziu um sistema intuitivo no qual você aprende fazendo, caso queira. O editor também adiciona um toque nostálgico com quatro estilos de gráfico, prestando homenagem a todas as eras dos jogos 2D do encanador.

Para quem não tem paciência nem vontade de construir fases, o jogo pode ser igualmente divertido, já que você pode jogar as criações de outras pessoas, divididas em categorias que vão de coisas engraçadas, como fases que tocam músicas, até desafios insanos. – Bruno Silva

Leva que tá doce: Com o modo de criação de fases, Super Mario Maker 2 é, em teoria, um jogo infinito. Sempre haverá novas telas para jogar. Basta ter a curiosidade de procurar os melhores desafios.

Dois pelo preço de um: Jogue Super Mario Maker 2 se você gostou de qualquer jogo do Mario ou seus colegas de plataforma, como Sonic, Mega Man e Crash Bandicoot.

Presta atenção, freguesia: O jogo só aceita o envio de uma fase para outros jogadores se o criador conseguir terminá-la primeiro.

Splatoon 2

Imagem promocional de Splatoon 2

Protagonizado pelos Inklings, Splatoon 2 é jogo de tiro com proposta diferente

Divulgação/Nintendo

Jogos centrados em disputa de território podem ficar maçantes muito rapidamente, mas isso não se aplica a Splatoon 2. Caótico, colorido e principalmente divertido, o game coloca até 8 jogadores – separados ou em times – controlando crianças-lula conhecidas como inklings.

Em comparação ao primeiro jogo da série, Splatoon 2 traz algumas melhorias de qualidade de vida, armas novas e técnicas especiais inéditas para as antigas, além de novas músicas, modos e a possibilidade de jogar com amigos em partidas locais. – Jessica Pinheiro

Leva que tá doce: Seja você uma criança a partir de 10 anos ou um adulto, a diversão é garantida.

Dois pelo preço de um: Jogue Splatoon 2 se você curtiu a ambientação colorida e a rebeldia radical de Jet Set Radio e de Sunset Overdrive. 

Presta atenção, freguesia: Não se deixe enganar pelo visual meramente infantil: Splatoon 2 ainda é um jogo de tiro em terceira pessoa no fim das contas.

Celeste

Cena de Celeste

Em Celeste, a jovem Madeline precisa escalar uma montanha

Divulgação/Extremely OK Games

Celeste é um jogo sobre escalar uma montanha. Como você deve imaginar, essa atividade por si só envolve a superação de dificuldades. Mas poucos jogos conseguem pegar esse simbolismo e representá-lo de forma tão ampla e competente na história e na jogabilidade.

Inspirado em jogos de plataforma difíceis dos anos 1980 e 1990, Celeste sabe quando desafiar o jogador, com cenários repletos de espinhos, abismos e armadilhas. Mas é aquele tipo de adversidade que vai além da agilidade e precisão características do gênero e passa por pensar os próximos passos.

Celeste atravessa a razão e entra no campo da emoção ao utilizar a escalada do monte homônimo do game como uma história de superação e autodescoberta. Madeline, a jovem protagonista, se propõe a chegar no topo da montanha como uma forma de lidar com crises de pânico e dúvidas sobre si. No meio do caminho, a jornada adquire um contorno místico à medida que a personagem lida com os próprios problemas. É um jogo que, no fim das contas, vem para provar como o maior desafio da vida pode estar dentro de nós mesmos. – Bruno Silva

Leva que tá doce: Celeste foi pensado para speedrunners, jogadores que terminam jogos no tempo mais rápido possível. Então, espere desafios de precisão altos em Celeste, em especial nas fases B-Side, que elevam ainda mais a dificuldade.

Dois pelo preço de um: Celeste é recomendado para qualquer fã dos Super Mario ou Mega Man clássicos e quer um jogo mais desafiador. Se você jogou Super Meat Boy, Celeste é uma ótima pedida.

Presta atenção, freguesia: A arte de Celeste é inteiramente produzida pelos brasileiros Pedro Medeiros e Amora B., que despontaram na cena de games local com o estúdio Miniboss.

Tetris 99

Cena de Tetris 99

Battle royale de Tetris: essa é a proposta de Tetris 99

Divulgação/Nintendo

Já imaginou uma partida de Tetris na qual você compete com 99 pessoas ao mesmo tempo? Esse conceito, muito aplicado no subgênero battle royale dos jogos de tiro, é o principal diferencial de Tetris 99, um título incluído na assinatura do serviço Nintendo Switch Online, obrigatório para jogar jogos do console pela internet.

Tal qual outros jogos de Tetris para vários jogadores, o desafio aqui é limpar sua tela de bloquinhos, enviando-os para seus oponentes. Quanto mais blocos eliminados de uma vez, mais você atrapalha os outros jogadores. Ao mesmo tempo, você também pode receber blocos dos outros. Com 99 pessoas na disputa, a tensão é amplificada e pode gerar momentos tão divertidos quanto catárticos. – Bruno Silva

Leva que tá doce: É uma versão de um dos jogos mais clássicos do planeta com um diferencial que muda completamente a dinâmica das partidas.

Dois pelo preço de um: É óbvio que você vai gostar de Tetris 99 se jogou a versão original do game, mas também pode ser uma boa pedida se você gostar de games de ritmo que exigem agilidade como Guitar Hero ou Dance Dance Revolution.

Presta atenção, freguesia: Tetris 99 tem molduras temáticas de outros jogos da Nintendo, como Mario, Zelda e Pokémon, com direito a trilha sonora.

Bayonetta 1+2

Imagem promocional de Bayonetta 1+2

Bayonetta 1+2 é uma coletânea de jogos repleta de estilo

Divulgação/PlatinumGames

Este pacote contém os dois jogos de Bayonetta, uma série de ação frenética em que o jogador controla uma bruxa cujos cabelos invocam criaturas demoníacas enquanto ela faz um pole dance. Detalhe: tudo isso sobre saltos, feitos a partir do cano das armas acopladas em seus calcanhares. 

Essa é apenas a ponta do iceberg que é a loucura contagiante proporcionada por Bayonetta. Aqui, controlamos a atrevida bruxa titular em uma busca por auto descoberta enquanto ela dizima hordas de anjos e outras criaturas angelicais que insistem em atrapalhar.

Vale destacar ainda os comandos de ação e combate afiados e prazerosos que a desenvolvedora PlatinumGames entrega. Prepare-se para uma aventura repleta de músicas alegres, cafonices, sensualidade, feminilidade e combos deliciosos de executar. – Jessica Pinheiro

Leva que tá doce: Ao utilizar explicitamente sua sexualidade como arma, Bayonetta ajuda a quebrar o estigma do pudor feminino e o transforma em empoderamento.

Dois pelo preço de um: Recomendado para os amantes de parry, a defesa com janela de execução curta, e combates precisos de jogos como Sekiro: Shadows Die Twice. Você também vai gostar se for fã de humor e bizarrices ao estilo Yakuza.

Presta atenção, freguesia: Não é necessário ter jogado o primeiro jogo antes do segundo, mas ambos os jogos possuem narrativas que se complementam magicamente.

Super Mario Odyssey

Cena de Super Mario Odyssey

Em Super Mario Odyssey, Mario viaja por reinos inspirados em várias culturas

Divulgação/Nintendo

Desde os anos 1980, uma das características que definem Mario é o poder de aumentar seu tamanho ao pegar um cogumelo. Mas e se qualquer criatura no cenário conferisse uma habilidade ao encanador mais famoso dos games? Essa é a premissa de Super Mario Odyssey.

Em uma jornada para salvar, mais uma vez, a princesa Peach das garras do vilão Bowser, Mario viaja por diversos mundos que misturam fantasia, mitologia e elementos culturais do nosso mundo, o que inclui desertos habitados por caveiras mexicanas, cidade subaquáticas e até mesmo locais inspirados no mundo real.

Você faz essa jornada ao lado de Cappy, um simpático chapéu que dá a Mario a habilidade de “possuir” os corpos de qualquer criatura no cenário, o que expande muito as possibilidades do jogo para além dos pulos e deslizadas características do personagem.

Extremamente criativo, Super Mario Odyssey é uma ótima porta de entrada para o Switch e para quem quiser descobrir por que videogames são divertidos. – Bruno Silva

Leva que tá doce: A mecânica de transformação de Mario é o grande chamariz de Odyssey, mas seu principal objetivo é coletar luas nos mundos do game. Algumas estão bem escondidas, o que vai fazer você revisitar muitos cenários.

Dois pelo preço de um: Quem jogou qualquer Mario ou outros jogos de plataforma vai gostar de Super Mario Odyssey, mas vale apresentá-lo a alguém que começou a jogar com Minecraft e gosta de desbravar mundos.

Presta atenção, freguesia: O Metro Kingdom, com uma cidade inspirada em Nova York, é sem dúvidas o local mais charmoso de Super Mario Odyssey. O local só surge no meio da aventura, então vale jogar pelo menos até chegar nele.

Undertale

Cena de Undertale

Em Undertale, cada escolha impacta o que vem a seguir

Divulgação/Toby Fox

Não se deixe enganar pelos gráficos simples. Undertale esconde debaixo de seu visual um estilo de jogo que subverte completamente o jeito de jogar RPGs, em uma das formas mais inovadoras de contar uma história dentro dos videogames.

Em Undertale, humanos selaram monstros debaixo da terra após uma longa guerra. Você é uma criança que cai por acidente no mundo dos monstros, e busca um jeito de voltar à superfície. Em sua jornada, você encontra uma série de criaturas e tem a possibilidade de destruí-las ou poupá-las. Cada ação tem uma consequência para o que vem depois, até o desfecho da aventura.

Os personagens, muito bem escritos pelo autor do jogo, Toby Fox, são o maior charme de Undertale, em um sistema que intriga a cada solução tomada pelo jogador ao permitir a resolução de conflitos por meio do diálogo, semelhante a Shin Megami Tensei. Um jogo para pensar em suas ações, e pensar em suas consequências. – Bruno Silva

Leva que tá doce: RPGs costumam brilhar na trilha sonora, e Undertale é particularmente bem-sucedido nesse quesito, com uma música espetacular.

Dois pelo preço de um: Jogue Undertale se você gosta de RPGs em geral, em especial da série Mario & Luigi, ou se você gosta de tramas intrigantes como a de The Last of Us.

Presta atenção, freguesia: Undertale tem uma história curiosa com o papa Francisco. Em 2016, o pontífice ganhou de presente uma cópia do jogo ao se encontrar com o youtuber americano MatPat em uma conferência do Vaticano sobre a internet. Seis anos depois, uma trupe circense tocou para o líder católico uma música do game. Será que ele gostou?

Pokémon Legends: Arceus

Cena de Pokémon Legends: Arceus

Pokémon Legends: Arceus renova a fórmula da série de monstrinhos de bolso

Divulgação/Nintendo

Pokémon não virou um dos jogos mais populares do mundo à toa: seu ciclo de jogo que envolve capturar, trocar e batalhar monstrinhos tem um apelo inigualável. Mas os jogos principais da série sempre seguiram a mesma progressão desde os anos 1990. Pokémon Legends: Arceus se destaca justamente por bagunçar a fórmula.

Em vez de se tornar um mestre pokémon ao capturar todos os monstrinhos e vencer todos os treinadores, você é um jovem na região de Hisui, que emula o Japão feudal. Capturar e batalhar ainda são atividades essenciais, mas seu papel nesse jogo se assemelha mais ao de um pesquisador, que observa comportamentos de criaturas temidas e misteriosas.

Essa chacoalhada no sistema de missões e história do jogo é acompanhada pelo ambiente mais aberto e livre que qualquer jogo de Pokémon já teve, o que incentiva a exploração e, principalmente, faz você ter mais vontade de ficar naquele mundo. Legends: Arceus inova Pokémon em tantos níveis que deve estabelecer novos padrões para os jogos para o futuro. – Bruno Silva

Leva que tá doce: Pokémon Legends: Arceus é a versão mais inovadora dos jogos da série desde o início dos anos 2000, que finalmente traz conceitos modernos de videogame para a fórmula testada e comprovada de capturar monstrinhos.

Dois pelo preço de um: Pokémon é um dos jogos mais conhecidos de todos os tempos, o que faz de Legends: Arceus uma pedida ideal para quem gosta da franquia, mas reclama da falta de mudanças nos jogos.

Presta atenção, freguesia: Hisui, a região do game, é batizada posteriormente de Sinnoh, onde se passam os jogos de quarta geração de Pokémon, Diamond e Pearl. Fique de olho nas referências a estes jogos.

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Bruno Silva

Bruno Silva

Editor de games e animes na Tangerina, Bruno Silva é brasiliense e fã de basquete. Jornalista, apresentador e streamer, foi co-criador do The Enemy e já publicou no Omelete, Nerdbunker, Metrópoles e Correio Braziliense.

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