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Scott Elrod e Anne Heche em Men In Trees

Divulgação/ABC

CALL ME CRAZY

Anne Heche: Após morte trágica, biografia é vendida por quase R$ 4 mil

A morte de Anne Heche despertou o interesse do público por sua história louca de vida. Seu livro Call Me Crazy é vendido por US$ 749,99 na Amazon

Luciano Guaraldo

A morte trágica da atriz Anne Heche (1969-2022) despertou o interesse por sua autobiografia, Call Me Crazy (Me Chame de Louca, em tradução livre), publicada originalmente em 2001. Como o selo Scribner, da editora Simon & Schuester, não lançou novas edições da obra, o livro está sendo vendido por até US$ 749,99 (R$ 3.845) em lojas online de usados.

Em Call Me Crazy, Anne Heche relembra sua infância no Estado de Ohio, com sua família conservadora e cristã. Ela ainda acusa o pai, o pastor da Igreja Batista Donald Joe Heche (1938-1983), de ter abusado sexualmente dela quando ainda era criança e de ter provocado vários traumas na atriz.

Anne Heche também fala sobre o romance que viveu com a comediante e apresentadora Ellen DeGeneres entre 1997 e 2000, e explica como ter levado a namorada para a estreia de um de seus filmes fez sua promissora carreira em Hollywood implodir em questão de minutos.

O ponto de Call Me Crazy que mais chamou a atenção do público na época de seu lançamento, no entanto, é quando Anne Heche conta que, na verdade, seria um ser espiritual da quarta dimensão chamado Celestia, a reencarnação de Deus. “Na minha mente, eu me tornei Jesus”, escreveu a atriz.

Em uma entrevista ao programa 20/20, da rede norte-americana ABC, Anne Heche deixou claro que não se achava louca. “Mas minha vida foi bastante louca. Eu fui criada em uma família maluca, e levei 31 anos para tirar essa loucura de dentro de mim.”

Se você deseja ler Call Me Crazy mas não quer desembolsar quase R$ 4 mil por uma edição usada, o livro está disponível de graça no The Internet Archive, uma biblioteca digital sem fins lucrativos que “empresta” edições digitais para leitores interessados.

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Luciano Guaraldo

Editor-chefe da Tangerina. Antes, foi editor do Notícias da TV, onde atuou durante cinco anos. Também passou por Diário de São Paulo e Rede BOM DIA de jornais.

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