MÚSICA

músico Kid Rock, um dos mais fervorosos apoiadores de Donald Trump

Kid Rock (Foto: Reprodução/Fox News)

CONTRA BAD BUNNY

Apoiadores de Trump anunciam show alternativo no intervalo do Super Bowl

Ideia dos conservadores é contrapor apresentação de Bad Bunny, cantor escalado para o maior evento esportivo dos Estados Unidos

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A organização conservadora Turning Point USA, fundada pelo ativista Charlie Kirk (1993-2025) e alinhada ao movimento Maga (Make America Great Again), anunciou a criação de um evento musical alternativo para competir com o tradicional show do intervalo do Super Bowl 2026. Batizado de All-American Halftime Show, o evento surge como uma resposta direta à escolha do astro porto-riquenho Bad Bunny pela NFL para a apresentação oficial da grande final do futebol americano, marcada para domingo (8).

O objetivo central da iniciativa, segundo os organizadores, é celebrar valores como “fé, família e liberdade”, oferecendo uma opção de entretenimento “totalmente americana”, sem o que chamam de agendas políticas progressistas.

O músico Kid Rock, um dos mais fervorosos apoiadores de Donald Trump, foi escalado como a principal atração do evento conservador. Kid Rock descreveu o projeto como um desafio de Davi contra Golias, afirmando que competir com a máquina da NFL e uma superestrela global é quase impossível, mas questionando: “ou será que não?”.

Além de Kid Rock, o elenco de artistas inclui nomes do cenário country e rock como Brantley Gilbert, Lee Brice e Gabby Barrett. O show será transmitido simultaneamente ao intervalo oficial do Super Bowl por meio das redes sociais da Turning Point e em plataformas de mídia conservadoras, como Daily Wire+, Real America’s Voice, Rumble e canais do grupo Sinclair Broadcast.

Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl

A resistência de grupos conservadores a Bad Bunny acontece por causa das críticas contundentes do cantor à administração Trump e o fato de suas músicas serem cantadas majoritariamente em espanhol. O cantor porto-riquenho, que é cidadão dos Estados Unidos, já expressou receio de realizar turnês no país devido a operações da agência de imigração (ICE). Ele usou palcos de premiações para protestar contra o tratamento dado a imigrantes.

Figuras da direita norte-americana chegaram a questionar a escolha da NFL, alegando que o artista não seria “americano” o suficiente, apesar de Porto Rico ser um território não incorporado dos EUA. Por outro lado, a relevância de Bad Bunny é inquestionável na indústria musical atual.

O The Hollywood Reporter destaca que ele é um dos maiores músicos do mundo e sua escolha reflete o objetivo da NFL de atrair um público cada vez mais internacional. No domingo (1º), Bad Bunny fez história no Grammy ao se tornar o primeiro artista a vencer o prêmio de Álbum do Ano com um trabalho que não é em língua inglesa. Executivos da Apple Music, patrocinadora do intervalo, defenderam a escolha como uma decisão acertada que reconhece o impacto global do trap latino.

O Super Bowl acontece neste domingo (8), a partir das 20h30 (horário de Brasília), com o jogo entre New England Patriots e Seattle Seahawks. A transmissão será da ESPN, Sportv, Ge TV e Disney+ no Brasil. O show de Bad Bunny deve acontecer por volta das 22h.

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