MÚSICA

Bad Bunny no Super Bowl

Foto: Reprodução/ESPN

ANÁLISE

Com Lady Gaga e Ricky Martin, Bad Bunny dá aula de geografia no Super Bowl

Porto-riquenho cantou apenas em espanhol e carregou o show de referências latinas

Paola Zanon, jornalista da Tangerina
Paola Zanon

Bad Bunny fez história ao se tornar o primeiro artista latino a fazer um show solo no Super Bowl, maior palco dos Estados Unidos. Além das referências latinas em sua apresentação, o porto-riquenho ainda convidou Lady Gaga e Ricky Martin para fazerem participações especiais, levando o público do Levi’s Stadium ao delírio.

O cantor abriu o show com “Tití Me Preguntó” e emendou nove de seus sucessos em um medley de 15 minutos. No meio de suas músicas, Lady Gaga surgiu cantando uma versão em salsa de “Die With A Smile”, única cantada em inglês no show inteiro. Na sequência, foi a vez do também porto-riquenho Ricky Martin aparecer para cantar “Lo Que Le Pasó a Hawaii”, que tem a letra mais política do premiado Debí Tirar Más Fotos.

E não foram apenas essas as surpresas. Logo no começo, diversos artistas latinos apareceram como figurantes de luxo pelo cenário que reproduzia uma plantação de cana e uma “casita” de Porto Rico, entre eles Pedro Pascal, Cardi B, Karol G e Jessica Alba.

A aula de Bad Bunny

Além de todas as referências latinas, Bad Bunny encerrou sua apresentação com uma verdadeira aula de geografia para quem trata os Estados Unidos como América, sendo que esse é um continente com 35 países que foram representados através de suas bandeiras.

E foi com a mensagem “juntos, nós somos a América”, escrita em uma bola de futebol americano, que ele falou o nome de cada um dos países que compõem o continente, incluindo o Brasil, com Estados Unidos e Canadá sendo citados por último. O cantor deixou o campo após cantar versos de “DTMF”.

Além da geografia, Bad Bunny também deu uma grande demonstração de resistência latina ao fazer um show inteiro em espanhol no maior palco dos Estados Unidos, porque esse show acontece em meio a inúmeros protestos contra as detenções violentas e deportações feitas pelo ICE (agência de imigração), que trata o simples ato de falar espanhol pelas ruas como um crime.

Até mesmo porto-riquenhos já foram alvo dos agentes de imigração, sendo que Porto Rico é um território anexado aos Estados Unidos, o que significa que todas as pessoas nascidas lá são, por direito, cidadãos estadunidenses.

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QUEM FEZ
Paola Zanon, jornalista da Tangerina

Paola Zanon

Jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7, UOL Esporte, Lakers Brasil e UmDois Esportes. Apaixonada por cobertura esportiva e cultura pop em geral. E-mail: paola@tangerina.news

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