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Discoteca básica: 20 álbuns históricos de hip hop para ouvir hoje

A lista foi dividida entre 10 disco internacionais e 10 nacionais. Aqui estão os trabalhos que marcaram que datam acontecimentos importantes do hip hop

Mari Paulino

Mari Paulino

O rap é uma poesia cantada que conta histórias, faz denúncias, fala sobre questões pessoais, relacionamentos amorosos e até mesmo saúde mental. Ao longo dos anos, o hip hop evoluiu com os avanços tecnológicos e estilísticos, mas sempre manteve sua essência. A missão de selecionar apenas alguns discos de hip hop para resumir esse universo é árdua. Para ela, contamos com a consulta do produtor DJ Spanta e chegamos a uma lista de 20 álbuns. São dez nacionais e dez internacionais, que contam um pouco da evolução do rap.

10 discos internacionais de hip hop para ouvir hoje

Entre o final da década de 1980 e o começo dos anos 1990, o rap norte-americano passou a lançar discos super produzidos e criou subgêneros de acordo com as regiões de origem dos artistas. A curadoria foi feita com base em grandes marcos de criação destes novos estilos, além da evolução tecnológica, sonora e do flow (o estilo de rima). Então, pegue seus fones de ouvido e embarque com a gente nessa viagem musical.

Eric B & Rakim — Paid in Full (1987)

Capa do disco Paid in Full

You'll Like It Too conta com a bateria do Funkadelic

Reprodução/Arte: Tangerina

Considerado referência da era de ouro do rap, o álbum Paid in Full é o primeiro da dupla Eric B & Rakim. Gravado em Nova York, o disco foi lançado em 7 de julho de 1987 e chegou à 58ª posição das paradas da Billboard. Coproduzido por Marley Marl, o projeto é um dos mais influentes e precursores do estilo quando se fala de evolução do flow e uso de samples.

O álbum possui apenas dez faixas e conseguiu emplacar cinco singles nas paradas: Eric B. Is President, I Ain’t No Joke, I Know You Got Soul, Move the Crowd e Paid in Full. É um ótimo disco para começar a ouvir hip hop.

N.W.A — Straight Outta Compton (1988)

Capa do disco Straight Outta Compton

A produção redefiniu os rumos do hip hop no final dos anos 1980

Reprodução/Arte: Tangerina

Lançado em 8 de agosto de 1988, Straight Outta Compton foi um dos principais responsáveis pela fama internacional do hip hop. Marca a estreia em disco do grupo N.W.A., composto por Ice Cube, Dr. Dre, Arabian Prince, Eazy-E, MC Ren e DJ Yella. Considerado pioneiro no estilo gangsta rap, o N.W.A. movimentou a cena do hip hop na Costa Oeste dos Estados Unidos, levou o protagonismo para artistas de Los Angeles e influenciou as gerações seguintes.

Entre as principais faixas do disco, Fuck tha Police foi a que mais causou controvérsia e trouxe problemas com as autoridades para o grupo. Ela projetou o sucesso do N.W.A. A partir daí, o hip hop ganhou dois polos importantes nos EUA: Costa Oeste e Costa Leste.

Dr. Dre — The Chronic (1992)

Capa do disco The Chronic, do Dr. Dree

Até 1993, o rapper foi um dos dez artistas que mais venderam discos

Reprodução/Arte: Tangerina

Ainda na Costa Oeste, logo após o fim do grupo N.W.A., o talentoso produtor Dr. Dre lançou em 15 de dezembro de 1992 seu primeiro álbum solo de estúdio, o The Chronic. Aclamado pela crítica, o clássico foi o responsável pela criação de mais um subgênero do rap, o g-funk. Além disso, ele é considerado uma bíblia sagrada para quem quer começar a ouvir hip hop.

Na época do lançamento, o álbum ficou em terceiro lugar no ranking de mais vendidos da Billboard e, no final de 1993, Dr. Dre já era um dos dez artistas que mais venderam discos no ano. Neste trabalho, o produtor trouxe para cena alguns nomes importantes, como Snoop Dogg e Warren G. Em 2022, o registro completa três décadas.

Nas — Illmatic (1994)

Capa do disco IIIMatic, de 1994

As rimas multissilábicas tornaram-se referência para os rappers das gerações posteriores

Reprodução/Arte: Tangerina

O álbum de estreia do artista é considerado um grande clássico e um divisor de águas na história do rap. Lançado no dia 19 de abril de 1994, o disco reuniu os nomes mais expressivos da época, como DJ Premier, Pete Rock, Q-Tip e Large Pro. É quase unânime no rap que Illmatic está minimamente no top 10 de álbuns da história.

Apesar de ter vendido pouco na época, o disco foi muito bem recebido pela crítica e, em 1996, recebeu certificado de ouro pela RIAA. Em 2001, o de platina. A About.com o botou na primeira posição da lista dos 100 maiores discos de rap e a Rate Your Music também o deixou na liderança do ranking de 500 maiores álbuns de hip hop.

Wu Tang Clan — Enter the Wu-Tang (36 Chambers) (1993)

Capa do disco Enter the Wu Tang

Surpreendente sucesso nas paradas, o disco vendeu 30 mil cópias em sete dias

Reprodução/Arte: Tangerina

O Wu Tang Clan saiu totalmente do estilo gangsta rap e lançou uma narrativa cinematográfica, que remetia a filmes de samurai e da cultura pop, em geral. Esse estilo foi carimbado em Enter the Wu-Tang (36 Chambers). O álbum foi lançado em 9 de novembro de 1993, quando as paradas eram dominadas por Dr. Dre.

O grupo Wu Tang Clan é uma verdadeira fábrica de novos talentos de MCs, como foi a N.W.A.. O disco foi produzido por RZA, Ol’ Dirty Bastard e Method Man, também membros do grupo. Esse não é um álbum que tem como escolher uma faixa favorita, mas destaco C.R.E.A.M, um dos hinos para os Bboys e Bgirls, e Da Mystery Of Chessboxin’.

Outkast — ATLiens (1996)

Capa do disco ATLiens, de 1996, do OutKast

Certificado com platina dupla pela RIAA, o disco vendeu dois milhões de cópias nos Estados Unidos

Reprodução/Arte: Tangerina

O segundo álbum da dupla formada por Andre 3000 e Big Boi colocou Atlanta, na região sul dos Estados Unidos, no mapa do hip hop. Quem conhece um pouco da história americana sabe que o estado da Geórgia tem um histórico conturbado de racismo. Ter rappers dessa região, na época, movimentou toda uma cena.

Em meio a uma competição da Costa Oeste contra a Costa Leste, o sul dos EUA se mostrava relevante com uma nova perspectiva musical.
O disco ATLiens foi lançado no dia 27 de agosto de 1996, estreou em segundo lugar na Billboard e foi muito bem recepcionado pela crítica.

Tupac — All Eyez on Me (1996)

Capa do disco All Eyez on Me, disco do Tupac

O registro é considerado um dos melhores lançamentos de rap dos anos 1990

Reprodução/Arte: Tangerina

Para quem quer começar a ouvir hip hop, Tupac não pode faltar na lista. Lançado em 13 de fevereiro de 1996, o quarto álbum de estúdio do rapper é regado de clássicos. Além de ser considerado um dos melhores lançamentos dos anos 1990, também foi o primeiro álbum duplo da história do rap.

O disco foi o último trabalho que 2pac lançou em vida. No mesmo ano, ele era assassinado. All Eyez on Me foi lançado pelo selo da Death Row e reuniu participações importantes, como Outlawz, Snoop Dogg, George Clinton, Nate Dogg, House of Pain, Dr. Dre, Method Man e Redman.

Fugees — The Score (1996)

Capa do disco The Score, do Fugees

Vários artistas usam o disco como base de samples para novos trabalhos musicais

Reprodução/Arte: Tangerina

Lançado no dia 13 de fevereiro de 1996, The Score é o segundo e último álbum de estúdio do trio Fugees. O disco apresenta um hip hop alternativo com uma variedade de instrumentos e de samples. The Score foi produzido pelo próprio trio, formado por Lauryn Hill, Wyclef Jean e Pras Michel, e com produção adicional de Salaam Remi, John Forté, Diamond D e Shawn King.

O universo do rap vivia uma sonoridade mais agressiva e passava pelo conflito de gangues entre Costa Oeste e a Costa Leste, que causou as mortes de 2pac e Notorious B.I.G. O trio trouxe um tom político e conquistou fãs de outros estilos musicais. The Score entrou na lista dos 200 álbuns definitivos no Hall da Fama do Rock and Roll.

Lauryn Hill — Miseducation of Lauryn Hill (1998)

Capa do disco Miseducation of Lauryn Hill

Miseducation foi fundamental para definir o estilo neo soul

Reprodução/Arte: Tangerina

Considerado um marco no estilo neo soul, o primeiro álbum solo de Lauryn Hill, The Miseducation of Lauryn Hill, abriu a porta da indústria para as mulheres do hip hop.

Em 1999, ela foi indicada em dez categorias do Grammy e ganhou cinco deles. Na época, era um recorde para uma artista mulher. Os cinco gramofones dourados criaram uma audiência mais ampla para o hip hop e ajudaram o gênero a conquistar o mainstream. Dentre as faixas do álbum, as que ganharam grande destaque foram Doo Wop (That Thing), Everything is Everything, To Zion e Ex-Factor.

Kendrick Lamar — To Pimp a Butterfly (2015)

Capa do disco To Pimp a Butterfly, do Kendrick Lamar

O disco fez com que Kendrick fosse o primeiro rapper a ganhar um Pulitzer de música

Reprodução/Arte: Tangerina

Este é um dos álbuns de hip hop mais aclamados da história. TPAB virou outra chave do movimento, projetando ainda mais o gênero dentro de um universo pop. Terceiro álbum de estúdio de Kendrick Lamar, ele fez história e colocou Compton, na Califórnia, mais uma vez no mainstream — de lá, também saíram Dr. Dre, Eazy-E, Coolio e muitos outros.

Por uma coincidência, To Pimp a Butterfly saiu no dia 15 de março de 2015, que marcava o aniversário de 20 anos do álbum Me Against the World, de 2pac, referência para Kendrick. O disco traz muitos elementos do jazz, com produções de Flying Lotus, participação de George Clinton e a primeira aparição de Thundercat.

10 discos nacionais de hip hop para ouvir hoje

Vários artistas — Hip Hop Cultura de Rua Vol. 1 (1988)

Capa do disco Vários Artistas, Hip Hop Cultura de Rua

O registro reúne nomes de artistas que se encontravam na estação de metrô São Bento, em São Paulo, para rimar

Reprodução/Arte: Tangerina

Diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil não era um país tão rico de recursos onde os artistas de rap pudessem ter recursos e independência para gravar projetos solos. Então, no dia 2 de novembro de 1988, foi lançada a primeira coletânea de hip hop do território nacional.

O disco reuniu os grupos que rimavam na estação São Bento, no metrô de São Paulo, e apresentou nomes como o grupo Código 13, MC Jack, O Credo e a lendária dupla Thaide & DJ Hum.

Thaide & DJ Hum — Preste Atenção (1996)

Capa do disco Preste Atenção

O disco teve faixas construídas com a guitarra funk de Jean Knight (Mr. Big Stuff, sucesso das pistas black de 1971)

Reprodução/Arte: Tangerina

Este foi o sexto álbum da dupla, que já estava bem madura na cena e trouxe importantes participações. Entre elas, a de Paula Lima, Lino Krizz e GOG. O disco Preste Atenção fala muito sobre autenticidade e ser fiel às suas raízes. Com uma sonoridade mais leve, cheio de refrões melódicos e scratches do DJ Hum, o projeto trouxe uma renovação para a cena. Entre as faixas de destaque, estão Preste Atenção, Malandragem Dá um Tempo e Sr. Tempo Bom. O disco pode ser, sim, considerado atemporal.

Racionais MCs — Sobrevivendo no Inferno (1997)

Capa do disco Sobrevivendo no Inferno, dos Racionais

O quarto disco de estúdio do grupo é considerada uma bíblia para o rap nacional

Reprodução/Arte: Tangerina

Considerado um dos maiores projetos políticos do Brasil, o álbum Sobrevivendo no Inferno foi lançado no final do ano de 1997 e cutucou feridas. O quarto disco de estúdio do grupo Racionais MC’s trouxe também uma musicalidade genial nos samples usados, que vão de Sade até Isaac Hayes.

Das faixas de destaque do álbum estão Diário de Um Detento, inspirada no forte relato de Jocenir, que estava encarcerado no Carandiru quando aconteceu o massacre, em 1992. Também chamam a atenção Capítulo 4 Versículo 3, Qual Mentira Vou Acreditar e Fórmula Magica da Paz. Em 2019, o álbum entrou nas obras literárias obrigatórias para o vestibular da Unicamp.

Marcelo D2 — Eu Tiro É Onda (1998)

Capa do disco Eu Tiro Onda, de 1988

No disco, o artista mistura, pela primeira vez, os ritmos do samba e do hip hop

Reprodução/Arte: Tangerina

O primeiro álbum solo do carioca Marcelo D2, integrante do grupo Planet Hemp, trouxe em sua produção uma identidade mais nacional, recheado de samples e arranjos de artistas brasileiros. O artista já era conhecido na cena, mas foi com Eu Tiro É Onda que Marcelo carimbou sua identidade musical, ao casar o samba e o hip hop.

O projeto teve como produtores DJ Nuts, um dos maiores colecionadores de discos do país, e Zé Gonzales, que usaram samples de Fundo de Quintal, Baden Powell, Vinicius de Moraes, Zimbo Trio, entre outros.

RZO — Todos São Manos (1999)

Capa do disco Todos Sao Manos, de 1999

Ter Negra Li como uma das integrantes do grupo abriu espaço para que outras mulheres se encorajassem a entrar no rap

Reprodução/Arte: Tangerina

Diretamente de Pirituba, Zona Oeste de São Paulo, o grupo RZO se firmou na cena do rap nacional com o álbum Todos São Manos, de 1999. O disco saiu pelo mesmo selo dos Racionais MC’s, o Cosa Nostra Fonográfica. DJ Negro Rico, Sandrão, Helião e Negra Li formavam o grupo.

Um dos grandes sucessos do álbum foi a música Paz Interior, com a potência dos vocais de Negra Li, uma das poucas mulheres no universo rap brasileiro, na época. Outras músicas destaques são Pirituba e Trem.

Sabotage — O RAP é Compromisso (2000)

Capa do disco O Rap é Compromisso, do Sabotage, lançado nos anos 2000

Muitos artistas do hip hop usam as batidas do clássico disco para fazerem novas canções

Reprodução/Arte: Tangerina

O primeiro e único álbum de Sabotage (1973-2003) é considerado um clássico atemporal e elevou ainda mais o nível de lançamentos da cena de rap nacional. A história de Mauro Mateus do Santos já é grandiosa por si só. O MC saiu da vida do crime para ser abraçado pelo hip hop, sendo considerado um dos maiores rappers da história.

Apesar de sua morte precoce, o trabalho do artista continua repercutindo na cena, tanto pelo álbum O Rap é Compromisso quanto por sua história de vida e genialidade. Não deixe de ouvir O Rap é Compromisso, Um Bom Lugar e Canto Pro Santo, esta última uma parceria com Chorão.

Black Alien — Babylon by Gus Vol.1 – O Ano do Macaco (2004)

Capa do disco Babylon by Gus, de Black Alien, lançado em 2004

A estreia do Mister Niterói é considerada outro grande marco do rap nacional

Reprodução/Arte: Tangerina

Lançado no dia 8 de setembro de 2004, o nome do álbum faz referência ao disco Babylon By Bus, de Bob Marley. O primeiro trabalho solo de Black Alien, integrante do grupo Planet Hemp, teve produção de Alexandre Basa, que recheou o projeto de samples primorosos de Nina Simone (Take Care of Business) em Caminhos do Destino.

Mais uma vez, o rap nacional mudava de patamar nos parâmetros de produção e lírica. Babylon by Gus Vol.1 é considerado pela crítica como um dos melhores álbuns de rap do Brasil. Destaque para Mister Niterói, Babylon By Gus e Na Segunda Vinda.

Quinto Andar — Piratão (2005)

Capa do disco Piratão, do grupo Quinto Andar, de 2005

Pra Falar de Amor, Esse Planeta e Ritmo do Nosso País são alguns dos hinos do disco

Reprodução/Arte: Tangerina

Durante os anos 2000, o rap deu uma caída no cenário mainstream nacional por conta de uma onda de rock muito forte. Isso acabou enfraquecendo um pouco as produções nacionais e novas revelações do hip hop nacional. Neste contexto, o álbum Piratão foi um clássico da cena underground, responsável por abrir as portas para uma nova linha de produção de rap no Brasil.

O disco foi o primeiro e único álbum de estúdio do coletivo Quinto Andar. Ele contou com a presença de importantes artistas: DJ Castro, De Leve, Shawlin, Tapechú, BNegão, Matéria Prima e Kamau. Esse refresco do rap nacional influenciou gerações futuras, como Emicida, Rashid e Rodrigo Ogi.

Dina Di — O Poder nas Mãos (2007)

Capa do disco O Poder nas Mãos, de 2007, de Dina Di

Este foi o primeiro e único disco da carreira da cantora

Reprodução/Arte: Tangerina

Dina Di (1976-2010) foi uma das mulheres responsáveis por abrir portas para o empoderamento feminino do rap. Afinal, era um universo ainda completamente masculino, onde as mulheres precisavam ser “provadas” a todo momento. Ela foi vocalista do grupo Visão de Rua, e o álbum solo O Poder nas Mãos acabou sendo o último da carreira. A MC teve uma morte precoce e deixou seu legado para diversas mulheres que viriam depois. Em 2009, a artista ganhou o Prêmio Hutúz, uma premiação nacional da época, como melhor artista solo feminina. Quando pensamos em protagonismo feminino no gênero, esse disco é um ótimo caminho para começar a ouvir hip hop.

Criolo — Nó na Orelha (2011)

Capa do disco do Criolo, Nó na Orelha de 2011

O disco mistura ritmos do rap, afrobeat, hip hop, reggae, samba e brega

Reprodução/Arte: Tangerina

O álbum gravado em parceria com Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, a princípio, seria o último da carreira de Criolo. Mas ele não esperava o sucesso e a importância que o projeto teve não só na cena de rap, mas na própria música brasileira. Esse acontecimento foi muito importante, pois a última vez que um trabalho do meio do hip hop havia furado a bolha desta forma tinha sido em 2004, com Black Alien e o disco citado acima.

Nó na Orelha atravessa as fronteiras e traz ritmos latinos logo primeira música, Bogotá, além de misturar afrobeat, reggae, samba e brega nas faixas seguintes. Foi considerado o melhor álbum de rap do ano pela revista Rolling Stone, e ganhou prêmios de melhor álbum e melhor canção no Video Music Brasil 2011. Na cerimônia, Criolo se apresentou com Caetano Veloso —eles cantaram Não Existe Amor Em SP.

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Mari Paulino

Mari Paulino

Mari Paulino é jornalista cultural, mas entrou na publicidade e trabalha com Music and Brands. Nascida na periferia da zona sul de São Paulo, é fã do Miranha, cultura hip hop, cultura pop, teorias da conspiração e skincare.

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