Mari Fernandez diz que 'piseiro não é modinha': 'Veio pra ficar' - Tangerina

MÚSICA

Mari Fernandez no show que fez em Campina Grande para 120 mil pessoas

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Fenômeno

Revelação, Mari Fernandez diz que ‘piseiro não é modinha’

Com apenas 21 anos, cearense é a quinta artista mais ouvida do Spotify Brasil e prepara show de mais de cinco horas: 'Festa e after no mesmo evento'

Luccas Oliveira
Luccas Oliveira

A voz tão rouca e cansada quanto empolgada do outro lado da linha prova que Mari Fernandez está, definitivamente, vivendo intensamente. Em julho, a cearense de apenas 21 anos fará mais de 30 shows, numa rotina insana para quem era desconhecida há pouco mais de um ano.

Hoje informalmente eleita a revelação deste São João, Mari Fernandez explodia em julho passado, praticamente do nada, quando o sucesso da música Não, Não Vou saiu do TikTok para chegar ao topo do Spotify. O apelido de “Marília Mendonça do piseiro“, dado pela semelhança física (o cabelo era tingido de loiro, à época) e das composições de sofrência, ajudou no marketing, claro.

Mas ninguém arrasta um público estimado de 120 mil pessoas, como ela fez na festa junina de Campina Grande (PB) há duas semanas, só na base da comparação.

“Foi meu maior show”, admite em entrevista exclusiva à Tangerina. “Sempre sonhei em cantar para as multidões, mas no fundo eu não sabia se ia se tornar realidade. Eu via outros cantores fazendo lives para milhares de pessoas, lotando shows e sonhava com isso. Em Campina Grande, fecharam os portões às 21h e eu só ia tocar às 2h. O povo estava eufórico, se eu tivesse subido no palco sem vez eles cantariam junto.”

Mari Fernandez no São João de Campina Grande (PB)

Veja a íntegra do show de Mari Fernandez em Campina Grande

Cantora fez sua estreia no festejos de São João

Hoje, com dois discos lançados em um ano, Mari Fernandez é a quinta artista mais ouvida do país do Spotify e tem nove músicas entre as 200 mais tocadas da plataforma. Enquanto o piseiro e o forró eletrônico vivem seu primeiro São João para valer —leia-se com público de carne e osso— desde a explosão com Os Barões da Pisadinha na pandemia, a cearense crava que o estilo veio para ficar:

“O piseiro é um derivado do forró, e o forró já tem anos de história. Ele vai seguir o mesmo caminho, o piseiro veio para ficar. Só ver o festival Viiixe [organizado por Xand Avião] que está rodando o Brasil com públicos de 20, 30 mil pessoas só com atrações do piseiro, todos nordestinos. O ritmo se consolidou, não é modinha.”

Mari Fernandez: Pés no chão e festa própria

Mari e sua equipe se esforçaram para soltar o DVD Ao Vivo em Fortaleza antes das festas juninas, para que ela chegasse com um repertório à altura da estreia. Dele, saíram sucessos como Comunicação Falhou (parceria com outro jovem do piseiro, Nattan), Intuição e Pode Apostar (com o ídolo Xand Avião), que têm sido cantados a plenos pulmões nos últimos meses.

Apesar do sucesso meteórico e da pouca idade, Mari Fernandez mostra no discurso que tenta manter os pés no chão. “As pessoas estão curtindo, mas peço a Deus que eu entenda que a vida é cheia de altos e baixos, e que eu não vou acertar sempre. Não sou perfeita. É um ramo difícil de prever, a gente nunca consegue prever o que vai virar sucesso”, lembra ela.

O próximo passo —e grande objetivo do momento— vem no fim do mês. Em 30 de julho, ela estreia em Fortaleza, onde mora, o projeto Mari Sem Fim, a primeira festa que traz seu nome. Com ela, pretende rodar o Brasil com a proposta de não ter hora para acabar e entregar “a festa e o after no mesmo evento”.

“Vamos testar o quanto a galera aguenta. Eu me arrisco a dizer que aguento cinco ou seis horas cantando. Com a ajuda da galera e tendo folga no dia seguinte, claro”, aposta ela. “Ter um evento meu era outro grande sonho. Serão sempre três atrações, sendo eu a única fixa. Vamos passar por todas as capitais.”

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QUEM FEZ
Luccas Oliveira

Luccas Oliveira

Luccas Oliveira é editor de música na Tangerina e assina a coluna Na Grade, um guia sobre os principais shows e festivais que acontecem pelo país. Ex-jornal O Globo, fuçador do rock ao sertanejo e pai de gatos, trocou o Rio por São Paulo para curtir o fervo da noite paulistana.

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