(Foto: Divulgação/AEW)
A AEW teve um 2025 espetacular, graças a Jon Moxley, Toni Storm e Bandido
Em um ano marcado por grandes histórias, rivalidades intensas e performances que elevaram o nível da luta livre, 2025 deixou claro que a excelência dentro do ringue continua sendo o principal termômetro para medir grandeza. Mais do que popularidade ou posicionamento no card, o que definiu os melhores lutadores do ano foi consistência, impacto narrativo e capacidade de entregar lutas memoráveis em diferentes contextos.
AEW, ROH e o circuito internacional viveram uma temporada especialmente rica em talentos que souberam aproveitar espaço, tempo de tela e grandes combates para se firmar como protagonistas. Alguns consolidaram seu status de estrela, outros explodiram de vez, enquanto houve também quem transformasse a própria queda em uma das histórias mais interessantes do ano.
Este ranking leva em conta qualidade e volume de lutas, importância dentro das histórias, títulos conquistados e relevância geral ao longo de 2025. O resultado é uma lista que mistura domínio absoluto, crescimento acelerado e narrativas complexas que ajudaram a definir o ano no wrestling.
A seguir, os cinco lutadores que mais se destacaram em 2025, do quinto ao primeiro lugar.
Para muitos fãs e analistas, Bandido foi simplesmente o melhor lutador do mundo em 2025. Após ficar afastado entre junho de 2023 e fevereiro deste ano, o mexicano voltou com tudo e compensou o tempo parado com uma carga impressionante de mais de 80 lutas no ano. A quantidade veio acompanhada de qualidade em alto nível.
Bandido conquistou o ROH World Championship ao derrotar Chris Jericho em uma luta de título contra máscara no AEW Dynasty, em abril, e também venceu o RIOT Championship em julho, cinturões que seguiu defendendo ao longo do ano. No Forbidden Door, ainda formou dupla com Brody King para conquistar os títulos de duplas da AEW, mantendo-os por 90 dias. Vitórias sobre nomes como Kazuchika Okada, Konosuke Takeshita, Mistico e The Young Bucks ajudaram a consolidar seu status como um dos grandes destaques do ano.
Bandido na AEW
(Foto: Divulgação/AEW)
Kyle Fletcher transformou 2025 em uma sequência quase ininterrupta de lutas candidatas a melhor da noite. Após despontar como lutador solo em 2024, ele superou expectativas de forma acelerada, se tornando presença constante nos grandes shows da AEW e nos pay-per-views.
A rivalidade com Will Ospreay, que culminou em uma luta na jaula no Revolution, foi um divisor de águas. A partir dali, Kyle Fletcher passou a se destacar contra adversários de peso como Hangman Adam Page, Mark Briscoe, Sammy Guevara e Daniel Garcia. Seu desempenho no torneio Owen Hart e em lutas de campeão contra campeão deixou claro que ele não apenas pertence ao topo, como está cada vez mais próximo de alcançá-lo de vez.
Kyle Fletcher é o futuro da luta livre
(Foto: Divulgação/AEW)
Em seu segundo ano completo com o personagem “Timeless”, Toni Storm seguiu como o grande pilar da divisão feminina da AEW. Seu reinado de 217 dias como campeã foi marcado por alto volume de lutas, grandes histórias e um papel fundamental no desenvolvimento de novos nomes da divisão.
O confronto contra Mariah May no Revolution, encerrado no Hollywood Ending, entrou para a história como uma das melhores rivalidades e lutas femininas da empresa. Toni Storm ainda somou vitórias importantes sobre Mercedes Moné e Athena, reforçando sua posição como a mulher a ser batida. Mesmo nas derrotas para Kris Statlander no fim do ano, mostrou maturidade ao ajudar a consolidar a próxima grande campeã da divisão.
Toni Storm na AEW
(Foto: Divulgação/AEW)
Poucas lutadoras pareceram se divertir tanto em 2025 quanto Mercedes Moné. Abraçando de vez a persona de colecionadora de títulos, ela construiu uma trajetória marcada por domínio em diferentes promoções e uma presença magnética a cada aparição.
As lutas contra Toni Storm, Athena, Jamie Hayter e Kris Statlander representaram o auge técnico de um ano em que até seus combates menos chamativos serviram a uma história maior. Moné mostrou total controle sobre sua carreira e sobre a narrativa que quis contar, reforçando sua imagem como uma das figuras mais influentes do wrestling contemporâneo.
Mercedes Moné com seus inúmeros títulos
(Foto: Divulgação/AEW)
O ano de Jon Moxley foi tudo menos simples, e exatamente por isso terminou como o mais impactante. Começando 2025 como campeão mundial da AEW e líder de uma facção dominante, ele viveu uma desconstrução gradual e profunda de seu personagem.
Durante o reinado, foi retratado como um líder que discursava sobre força e pureza, mas que recorria constantemente à ajuda de aliados. Após perder o título para Hangman Adam Page, mergulhou em uma espiral de derrotas simbólicas, fugas e submissões que mudaram completamente sua posição no card. A rivalidade com Darby Allin e as derrotas para Kyle O’Reilly e Claudio Castagnoli ajudaram a transformar sua queda na história mais fascinante do wrestling em 2025.
Mais do que vitórias ou cinturões, Jon Moxley encerra o ano como o centro da narrativa mais poderosa da indústria, provando que, às vezes, perder é a forma mais eficaz de dominar uma temporada inteira.
Jon Moxley na AEW
(Foto: Divulgação/AEW)
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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