(Foto: Divulgação/Universal Pictures)
De Emma Stone a Glenn Close, essas atrizes roubaram os holofotes nos principais filmes do ano
O cinema de 2025 foi marcado por uma safra especialmente forte de atuações. Em meio a grandes produções, filmes autorais e projetos ambiciosos, atrizes de diferentes gerações encontraram espaço para performances que dominaram debates críticos, premiações e o boca a boca do público.
Mais do que números de bilheteria ou campanhas de premiação, o que uniu essas interpretações foi a capacidade de sustentar personagens complexas, muitas vezes ambíguas, que pediram entrega emocional, risco artístico e presença de cena absoluta. Em vários casos, são atuações que carregam os filmes nas costas ou redefinem o tom de histórias já conhecidas.
A Tangerina preparou uma lista com as 10 melhores atrizes de 2025, considerando exclusivamente os trabalhos exibidos nos cinemas ao longo do ano. São performances que ajudaram a transformar 2025 em um período especialmente rico para o cinema liderado por mulheres.
Em Bugonia, Emma Stone entrega uma de suas atuações mais intrigantes ao viver Michelle, uma bilionária misteriosa e CEO de uma farmacêutica sequestrada por dois homens obcecados por teorias da conspiração. O filme de 2025 transita entre o thriller psicológico e a sátira social, e a atriz domina esse território instável com um olhar calculado e imprevisível. Sua performance sustenta o suspense ao mesmo tempo em que sugere camadas de poder, paranoia e manipulação. Indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Musical ou Comédia.
Emma Stone em cena de Bugonia
(Foto: Divulgação/Universal Pictures)
Em Morra, Amor, Jennifer Lawrence mergulha em um drama psicológico intenso e conduzido quase inteiramente por sua presença. A atriz entrega uma performance crua, visceral e emocionalmente desgastante, explorando temas ligados à maternidade, culpa e ruptura emocional. O protagonismo absoluto transforma o filme em um verdadeiro estudo de personagem, sustentado do início ao fim por sua atuação. Indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama.
Jennifer Lawrence em Morra, Amor
(Foto: Divulgação/MUBI)
Após o impacto do primeiro Wicked, Cynthia Erivo retorna como Elphaba em 2025, mantendo a força da personagem mesmo com um tempo de tela mais equilibrado com Ariana Grande. Sua atuação segue dominante, especialmente pela potência vocal e pela carga emocional que imprime à jornada da personagem. A artista reafirma sua presença como eixo dramático da história. Indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Musical ou Comédia.
Cynthia Erivo em cena de Wicked: Parte 2
(Foto: Divulgação/Universal Pictures)
Em Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, Teyana Taylor se impõe desde a primeira cena como uma figura central de resistência política e força emocional. Sua personagem conduz o início do filme com precisão e magnetismo, equilibrando dureza e vulnerabilidade em um contexto marcado por conflitos ideológicos e familiares. A atriz se destaca mesmo em um elenco repleto de nomes consagrados. Indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante em Filme.
Teyana Taylor em Uma Batalha Após a Outra
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Em A Hora do Mal, Amy Madigan transforma o que poderia ser apenas uma vilã excêntrica em uma figura perturbadora e memorável. Sua Tia Gladys caminha na linha tênue entre o exagero e o terror, combinando humor involuntário, ameaça constante e desconforto psicológico. A atuação encontra o ponto exato entre o caricato e o assustador, elevando o impacto do horror criado por Zach Cregger. Indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante em Filme.
Amy Madigan em cena de A Hora do Mal
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Em Pecadores, Wunmi Mosaku entrega uma performance carregada de humanidade como uma curandeira espiritual marcada por um passado de amor e perda. Em meio ao magnetismo de Michael B. Jordan, sua atuação se destaca pelo calor emocional e pela força diante do sobrenatural. A atriz dá ao filme parte essencial de sua alma emocional, ampliando o alcance dramático da narrativa.
Wunmi Mosaku em cena de Pecadores
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Em Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out, Glenn Close lembra ao público por que é uma das grandes presenças do cinema contemporâneo em 2025. Como uma rígida líder religiosa no centro do mistério, a atriz alterna sarcasmo, dureza e vulnerabilidade com extrema precisão. Mesmo interpretando uma personagem repleta de falhas morais, a veterana mantém o espectador envolvido até sua última cena.
Glenn Close em Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
(Foto: Divulgação/Netflix)
Em Avatar: Fogo e Cinzas, Oona Chaplin surge como Varang, uma vilã que adiciona novas camadas ao universo de Pandora. Carismática, cruel e cheia de nuances, a personagem foge do maniqueísmo tradicional da franquia e amplia o debate moral da saga. A atriz se destaca mesmo em meio ao espetáculo visual de James Cameron, entregando uma presença hipnótica em cena.
Oona Chaplin em Avatar: Fogo e Cinzas
(Foto: Divulgação/Disney)
Em sua estreia no cinema, Chase Infiniti impressiona em Uma Batalha Após a Outra ao interpretar Willa Ferguson, filha de revolucionários lançada em uma jornada de vingança e identidade. Mesmo cercada por atores consagrados, sua atuação se impõe pela força física, pela vulnerabilidade emocional e pelo carisma imediato. É uma performance de impacto que sinaliza o surgimento de um novo nome relevante no cinema. Indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Musical ou Comédia.
Chase Infiniti em Uma Batalha Após a Outra
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Em A Hora do Mal, Julia Garner assume o papel de Justine Gandy, uma professora cuja turma desaparece misteriosamente, tornando-se o ponto de entrada emocional do filme. Sua atuação é marcada por tensão contida, paranoia crescente e fragilidade humana, guiando o espectador pelo horror psicológico da história. A atriz encerra 2025 com mais um retrato marcante de personagens femininas à beira do colapso.
Julia Garner em cena de A Hora do Mal
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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