(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
O cinema recebeu muitos filmes de terror de alta qualidade, como Pecadores, A Hora do Mal e até Premonição 6
O cinema de 2025 foi marcado por uma virada clara de percepção da indústria e do público. Um gênero historicamente tratado como nicho, muitas vezes ignorado por grandes premiações, passou a ocupar o centro das conversas, das bilheterias e do prestígio crítico. O terror deixou de ser exceção para se tornar regra nos cinemas ao longo do ano.
Desde os primeiros meses, o calendário de estreias já indicava que algo diferente estava em curso. Logo em janeiro, Acompanhante Perfeita abriu a temporada com uma resposta sólida do público, dando início a uma sequência quase ininterrupta de lançamentos de horror que se estenderia até o fim do ano. O volume e a diversidade de títulos chamaram atenção em um mercado cada vez mais competitivo.
Franquias consagradas ajudaram a puxar esse movimento. O retorno de Extermínio e Premonição reacendeu o interesse por universos conhecidos, enquanto novas abordagens conseguiram dialogar com um público mais amplo. O terror de 2025 não ficou preso apenas ao susto fácil, mas investiu em narrativas mais ambiciosas e produção de alto nível.
Michael B. Jordan e Miles Caton em cena de Pecadores
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Entre os maiores destaques do ano, Pecadores e A Hora do Mal se consolidaram como fenômenos globais, combinando boa recepção crítica com forte desempenho comercial. O terror mostrou que o gênero é capaz de dialogar com temas adultos, personagens complexos e uma estética que vai além do convencional, sem perder apelo popular.
Outro exemplo emblemático foi a aguardada adaptação de A Longa Marcha: Caminhe ou Morra, de Stephen King. O longa chegou cercado de expectativas e conseguiu corresponder, reforçando a presença do terror literário de prestígio no cinema comercial. O sucesso do filme evidenciou como o gênero pode transitar entre o autoral e o mainstream com naturalidade.
O reconhecimento institucional veio de forma inédita. A lista de indicados ao Globo de Ouro de 2026 registrou um número recorde de filmes de terror entre os nomeados, incluindo categorias tradicionalmente fechadas ao gênero, como Melhor Filme. O cenário representou uma quebra histórica de resistência das premiações, que por décadas trataram o horror como algo menor.
Mesmo no encerramento do ano, o domínio do terror permaneceu evidente. O reboot de Anaconda chegou cercado de expectativas para liderar a bilheteria do período natalino, reforçando a ideia de que o gênero não apenas resistiu ao longo de 2025, como encerrou o ano em alta.
Ao reunir grandes franquias, novos sucessos autorais, estrelas de Hollywood e reconhecimento crítico, 2025 entrou para a história como o ano em que o terror deixou de ser coadjuvante e assumiu, de vez, o protagonismo do cinema.
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Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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