(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Novocaine: À Prova da Dor, Verão do 69 e Corra que a Polícia Vem Aí! merecem mais reconhecimento
Nem todos os filmes precisam virar fenômeno de bilheteria ou dominar debates nas redes sociais para merecer atenção. Em 2025, vários longas interessantes acabaram passando abaixo do radar do grande público, seja por campanhas discretas, datas ingratas de lançamento ou expectativas desalinhadas. Ainda assim, muitos deles encontraram uma segunda vida no streaming.
A lista de filmes subestimados costuma revelar algo curioso sobre o ano no cinema. Entre produções autorais, blockbusters que não explodiram como o esperado e projetos que desafiaram gêneros, esses títulos mostram que a conversa sobre qualidade nem sempre acompanha os números de bilheteria ou as primeiras reações.
A seguir, a Tangerina preparou uma lista com sete filmes de 2025 que merecem ser redescobertos no streaming. São obras que apostam em personagens fortes, ideias ousadas e, em alguns casos, puro entretenimento bem executado, mesmo sem o reconhecimento proporcional ao que entregam.
Ambientado na Nova York dos anos 1990, o filme acompanha Hank (Austin Butler), um bartender problemático que acaba se envolvendo em uma confusão muito maior do que imagina ao cuidar do gato do vizinho (Matt Smith). O problema é que esse vizinho é um roqueiro punk perseguida por gângsteres, e Hank vira peça central de uma trama violenta e caótica.
Mesmo marcado por traumas do passado, o protagonista desperta empatia imediata, graças à atuação carismática de Butler. Sob a direção de Darren Aronofsky, o longa aposta em uma estética crua e culmina em uma das sequências de ação mais intensas do ano, uma perseguição de carro eletrizante por Flushing Meadows.
Lançado discretamente no início do ano, o filme traz Jack Quaid como Nathan (Jack Quaid), um homem que sofre de uma condição rara que o impede de sentir dor. Quando a mulher por quem se apaixona é sequestrada, ele se vê obrigado a enfrentar criminosos de forma nada convencional.
A premissa simples ganha força na execução, misturando ação brutal e humor físico. A química entre Nathan e Sherry (Amber Midthunder) sustenta o ritmo do longa, que se destaca por usar a ausência de dor do protagonista como motor criativo para cenas tão absurdas quanto eficientes.
Apesar das boas críticas, o reboot da clássica comédia não alcançou o impacto financeiro esperado nos cinemas. Ainda assim, o filme se impõe como uma das comédias mais engraçadas do ano, apostando em piadas visuais, trocadilhos exagerados e sátiras afiadas da cultura pop.
Com apenas 85 minutos, a produção não perde tempo e entrega uma sequência quase ininterrupta de gags. É uma atualização respeitosa e ao mesmo tempo ousada da franquia, que funciona especialmente bem quando redescoberta no conforto do streaming.
Dirigido por Bong Joon Ho, o longa acompanha Mickey Barnes (Robert Pattinson), um trabalhador espacial designado para missões suicidas graças a um processo que permite sua reimpressão após cada morte. O problema surge quando a 17ª versão de Mickey não é a última, e duas versões passam a coexistir.
Embora tenha dividido a crítica, o filme se destaca justamente por suas irregularidades de tom, que refletem a própria crise de identidade do protagonista. Pattinson entrega uma atuação multifacetada, explorando nuances sutis entre versões quase idênticas de um mesmo personagem.
O spin-off estrelado por Eve Macarro (Ana de Armas) enfrentou rumores de bastidores conturbados, mas encontrou seu valor nas cenas de ação. A história acompanha uma assassina treinada desde a infância que busca vingança dentro do mesmo universo brutal da franquia John Wick.
Com tiroteios criativos, lutas coreografadas de forma inventiva e um terceiro ato ambientado em uma excêntrica vila europeia, o filme se impõe como um espetáculo visual. Mesmo com falhas narrativas, o impacto das sequências de ação sustenta a experiência.
Mesmo fazendo parte do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), o filme acabou ofuscado por expectativas confusas e pelo desempenho de outros títulos do estúdio em 2025. Ainda assim, a trama focada em um grupo de anti-heróis funciona melhor do que muitos imaginavam.
Personagens como Yelena Belova (Florence Pugh) e Bucky Barnes (Sebastian Stan) ganham espaço para explorar temas pouco frequentes no MCU, como luto e redenção. A química do elenco é um dos grandes trunfos e ajuda a reposicionar o filme como uma experiência mais madura dentro da franquia.
A comédia dramática acompanha Abby Flores (Sam Morelos), uma adolescente no último ano do colégio que decide transformar sua vida amorosa após perceber uma chance inesperada com o garoto por quem é apaixonada. Para isso, ela recorre a uma ajuda improvável.
Abby forma uma parceria com Santa Monica (Chloe Fineman), uma stripper que vira sua mentora sentimental em troca de um acordo inusitado. Entre situações constrangedoras e diálogos afiados, o filme constrói uma história sensível sobre amizade, amadurecimento e inseguranças típicas da juventude.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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