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A Princesa da Yakuza

Divulgação/Netflix

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Veja 5 motivos para assistir A Princesa da Yakuza, novo hit da Netflix

Ex-membro da máfia no elenco, consultoria de costumes japoneses e protagonismo feminino: A Tangerina conversou com o diretor e o roteirista da HQ na qual o novo sucesso da Netflix foi baseado e te conta curiosidades dos bastidores

Gabriela Franco

Gabi Franco

O filme A Princesa da Yakuza, produção Brasil/EUA do diretor Vicente Amorim, estreou na última quarta (20) na Netflix e segue como sendo a mais vista da plataforma, até então. O filme é baseado na HQ Samurai Shirô, do quadrinista brasileiro Danilo Beyruth e conta a história de Akemi (Masumi) que após a perda de seu avô tem sua vida totalmente revirada, quando se encontra com um estrangeiro com amnésia (Jonathan Rhys Meyers) que possui uma katana (espada japonesa) valiosíssima. Juntos, eles vão descobrir os segredos que rondam a história de Akemi e que vão revelar quem ela realmente é.

A Tangerina conversou com o quadrinista Danilo Beyruth e com o Diretor, Vicente Amorim sobre como foi gravar o filme e separamos cinco curiosidades sobre as filmagens de A Princesa da Yakuza:

1- O filme foi gravado na Liberdade em São Paulo, um pouco em Paranapiacaba, vila histórica no município de de Santo André, SP e em Osaka, no Japão. 

“A gente filmou em SP capital, ali no próprio bairro da Liberdade, a gente criou uma versão da Liberdade assim meio hiperrealista. A gente pegou a Liberdade e carregou nas tintas, criamos a Liberdade que as pessoas imaginam, mas ao mesmo tempo sendo fiel ao espírito do bairro asiático em SP. Filmamos durante uma semana em Paranapiacaba, uma cidade que tem uma névoa permanente, onde a gente criou uma vila japonesa, um cemitério japonês onde acontece um tiroteio muito importante –  Também tem um pedacinho do filme filmado em Osaka (Japão), mas também recriamos Osaka por CGI em São Paulo” – disse o diretor.

Princesa da Yakuza

Trecho da HQ Samurai Shirô, de Danilo Beyruth

Reprodução

2- Na HQ, o protagonista é Shirô (Jonathan Rhys Meyers) mas o diretor achou importante dar o protagonismo para uma mulher no filme. 

”A gente achou que no filme seria uma história que funcionaria melhor com uma protagonista mulher. Seria importante ter uma protagonista feminina nessa história especialmente em um mundo tão masculino quanto o da máfia japonesa” – completou. Descobrimos a Masumi que na verdade é uma cantora que está estreando como atriz. Precisávamos de alguém que falasse inglês, japonês e tivesse  noções de artes marciais” – Masumi se encaixou perfeitamente no papel. 

3- O filme é falado em inglês, português e japonês e todas as cenas envolvendo costumes japoneses tiveram uma consultoria especializada

“Qualquer filme sobre identidade japonesa vai sempre ser sobre o que eles chamam de “yamato damashi” – que é o “espírito japonês” – E isso é muito importante dentro da busca da identidade japonesa. A gente foi muito cuidadoso com a cultura japonesa e trabalhamos com consultores tanto lá quanto aqui. Trabalhamos com a Nívia Korutsu, uma especialista em cultura japonesa. E a gente teve uma ajuda muito especial, uma consultoria que veio desde a época do roteiro até a filmagem, do Eijiro Osaki que faz o vilão principal do filme que estuda Yakuza.

4- O oyabun (chefe da Yakuza) do filme, Eijiro Osaki, foi realmente um membro da máfia japonesa. A Yakuza é uma organização criminosa milenar que aplica o código samurai em sua conduta.

“Sem querer romantizar excessivamente a Yakuza que ainda é uma organização criminosa, a origem deles vem realmente de samurais que ficaram sem senhores ali. Mas aí a partir do momento que se organizam em clãs Yakuza, o código Samurai foi reincorporado, esses códigos de honra japoneses eles levam muito a sério” 

A Princesa da Yakuza

A cantora Masumi como Akemi em A Princesa da Yakuza

Divulgação/Netflix

5 – O diretor tem uma ideia de sobre o que o filme fala, enquanto o quadrinista, Danilo Beyruth, acho que a HQ aborda outras camadas

“A Princesa da Yakuza é essencialmente um filme sobre identidade e amadurecimento” diz o diretor Vicente Amorim.  Já o quadrinista, tem outra opinião: “Pra mim, a história da HQ é muito mais uma questão de algo relacionado a culpa, todo muito tem alguma culpa que tem que lidar. A Akemi no final acaba virando o foco, mas ela meio que é a única personagem inocente ali, o resto tá todo mundo lidando com a culpa” – diz Beyruth.

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Gabriela Franco

Gabi Franco

Editora de filmes e séries na Tangerina, Gabi Franco é criadora do Minas Nerds, jornalista, cineasta, mãe de gente, pet e planta. Ex- HBO, MTV, Folha, Globo… É marvete, mas até tem amigos DCnautas.

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