FILMES E SÉRIES

The Rock vive o novo anti-herói do universo cinematográfico da DC, o Adão Negro

Divulgação

TCHAU, HAMADA

À procura de um Kevin Feige, DC perde chefão e vira navio sem capitão

O presidente Walter Hamada, que havia concordado em ficar na DC Films até a estreia de Adão Negro, já abandonou seu escritório na Warner

Luciano Guaraldo

A Warner Bros. Discovery encara uma prova de fogo nesta semana, com a estreia de Adão Negro nos cinemas do mundo todo. A expectativa de que o filme faça uma boa bilheteria não é a única preocupação do estúdio, porém. Walter Hamada, presidente da DC Films, já não aparece mais em seu escritório nem participa de reuniões criativas sobre os próximos projetos de super-heróis.

A saída do executivo, que ocupava o cargo há quatro anos e tinha contrato válido até 2023, foi noticiada pelo Deadline nesta quarta-feira (19). Os dias de Walter Hamada já eram contados há alguns meses, mas ele havia concordado em ficar na empresa até o lançamento da superprodução estrelada por Dwayne “The Rock” Johnson. Aparentemente, não conseguiu esperar nem isso.

David Zaslav, que veio da Discovery e assumiu todo o conglomerado após a venda da Warner Bros., já deixou claro que não está satisfeito com a maneira como os heróis da DC estão sendo usados no cinema. Ele explicitou que a ideia daqui para a frente é planejar a longo prazo para a construção de um universo compartilhado e bem amarrado. O chefão admitiu que procura alguém para ocupar um cargo similar ao de Kevin Feige na Marvel —o produtor Dan Lin chegou a ser convidado, mas recusou a proposta.

Além de não ter o perfil desejado por Zaslav para tocar a DC Films, Walter Hamada também bateu de frente com o novo chefe após o cancelamento abrupto do filme da Batgirl. Segundo fontes da revista The Hollywood Reporter, ele soube por terceiros que o projeto seria abortado, apesar de quase pronto, e ficou chateado por não ter sido consultado sobre a decisão.

A estratégia de construir um universo compartilhado como o da Marvel contraria o que Hamada estava fazendo com a DC desde que assumiu a empresa, em 2018. Na época, Liga da Justiça (2017) tinha decepcionado nas bilheterias, e o futuro dos maiores heróis dos quadrinhos era incerto. Ele optou, então, por fazer longas que funcionassem de maneira independente ou que fossem interligados por poucos elementos. Foi assim com Shazam! (2019), Coringa (2019), Aves de Rapina (2020), O Esquadrão Suicida (2021) e Batman (2022).

Com a estreia de Adão Negro nesta quinta-feira (20), o futuro da DC fica cada vez mais incerto. De concreto, restam apenas os lançamentos de Shazam: Fúria dos Deuses (17 de março de 2023), Flash (23 de junho), Besouro Azul (18 de agosto), Aquaman e o Reino Perdido (25 de dezembro) e Coringa: Loucura a Dois (4 de outubro de 2024). O que virá depois disso, nem a própria DC Films deve saber –já que não tem mais um capitão comandando o navio.

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Luciano Guaraldo

Editor-chefe da Tangerina. Antes, foi editor do Notícias da TV, onde atuou durante cinco anos. Também passou por Diário de São Paulo e Rede BOM DIA de jornais.

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