(Foto: Divulgação/DC Studios)
Com Superman no topo e uma resposta clara do público, o estúdio encerra o ano com algo que parecia distante: confiança renovada
A pergunta parecia improvável até pouco tempo atrás, mas 2025 terminou com um cenário que poucos previam. Depois de anos marcados por resultados irregulares, mudanças internas e desconfiança do público, a DC encerrou o ano em posição de vantagem no cinema de super-heróis. Pela primeira vez em muito tempo, a sensação foi de virada real, não apenas de discurso.
O ponto central dessa mudança atende pelo nome de Superman. O filme arrecadou mais de US$ 616 milhões (R$ 3,4 bilhões) mundialmente e se tornou o longa de super-herói de maior bilheteria de 2025. Mais do que um número expressivo, o desempenho simbolizou algo maior: a DC voltou a disputar o centro do imaginário popular e do mercado, superando todos os lançamentos da Marvel no mesmo período.
Esse resultado ganha ainda mais peso quando observado no contexto recente. Nos últimos anos, a Marvel manteve uma presença constante nas salas de cinema, mesmo enfrentando desgaste criativo e queda de interesse em alguns projetos. Já a DC vinha de uma sequência de tropeços, com filmes que não conseguiam unir crítica, público e bilheteria de forma consistente. Em 2025, essa lógica finalmente se inverteu.
O sucesso de Superman não foi apenas financeiro. O filme funcionou como um reposicionamento claro da marca, apostando em identidade visual marcante, tom mais acessível e uma narrativa capaz de dialogar tanto com fãs antigos quanto com um público mais amplo. Foi um sinal de que a DC entendeu a necessidade de simplificar, comunicar melhor e escolher com mais cuidado suas prioridades.
Enquanto isso, a Marvel passou por um ano mais discreto nas bilheterias. Nenhum de seus lançamentos conseguiu alcançar o mesmo impacto comercial ou simbólico do novo Superman. Isso não significa um colapso imediato do estúdio rival, mas indica um momento raro de vantagem concreta para a DC, algo que não acontecia há anos no cinema de super-heróis.
Outro fator importante é o efeito psicológico desse resultado. Superar a Marvel em bilheteria, ainda mais em um ano inteiro, muda a narrativa em torno da DC. O estúdio deixa de ser visto apenas como uma promessa de reorganização e passa a ser encarado como uma força novamente competitiva, capaz de liderar o mercado quando encontra o projeto certo.
No fim das contas, 2025 não resolveu todos os desafios da DC, mas marcou um ponto de virada inegável. Com Superman no topo e uma resposta clara do público, o estúdio encerra o ano com algo que parecia distante: confiança renovada e espaço para planejar o futuro a partir de resultados concretos.
Comando das Criaturas, Superman e Pacificador estão disponíveis na HBO Max. Assista abaixo ao trailer do filme:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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