MÚSICA

Show do Kiss em São Paulo: Gene Simmons e Paul Stanley

Divulgação/Ricardo Matsukawa

Turnê de despedida

Kiss justifica aposentadoria com ‘respeito próprio’ e ‘amor aos fãs’

Em entrevista, Gene Simmons revelou os motivos por trás do adeus que a banda dará às grandes turnês

Nicolle Cabral

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No dia 1º de maio, o Kiss deu adeus aos palcos (pelo menos do Brasil). O grupo fez a última apresentação da turnê batizada de End of the Road (fim da estrada, em tradução livre) em Ribeirão Preto, em São Paulo. Fora do país, a série de shows segue até a Europa e Austrália, onde os roqueiros participarão do Download Festival, e depois retornam à América do Norte no final do ano, para mais alguns festivais. A residência em Las Vegas também vai receber novas datas, visto que foi cancelada no final de 2021.

A aposentadoria dos rockeiros foi anunciada em 2018, antes da pandemia mundial de Covid-19. Em recente entrevista, Gene Simmons, baixista do Kiss, explicou por que a banda sentiu que esse era o momento de se aposentar.

“A razão para parar as turnês é devido ao orgulho, respeito próprio, amor e admiração pelos fãs,” respondeu o músico em um episódio do programa KLOS, do site Whiplash. “A última coisa que um boxeador campeão mundial quer é ficar muito tempo no ringue. É apenas uma questão de tempo até que suas pernas não consigam te segurar e você perder.”

Ele continua: “Nós vimos boxeadores [bandas] que ficaram no ringue por muito tempo fazendo turnê. Eles esquecem as letras e você pode ver as rugas profundas em seus rostos. Então, estamos fazendo a coisa certa. Vamos desistir enquanto estivermos no topo, fazer o melhor que pudermos, e será triste, mas também será feliz”.

Em outra entrevista, desta vez para o Entertainment Tonight, ele explicou que, especialmente aos 72 anos, o condicionamento físico é crucial para manter sua proeza como artista. Gene está há 50 anos na estrada com o grupo. “Nós trabalhamos duro para isso”, afirmou. No mesmo bate-papo, ele enfatiza que a banda atualmente gosta de viver “sem drogas, sem álcool, sem fumar. Nada daquelas coisas estúpidas de rock and roll”.

Segundo o artista, ele caminha todos os dias com a esposa, Shannon Tweed. “Fazemos três a oito quilômetros por dia, e é difícil manter isso”, desabafa.

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Antes de ser repórter da Tangerina, Nicolle Cabral passou por Rolling Stone, Revista Noize e Monkeybuzz. Nas horas vagas, banca a masterchef para os amigos, testa maquiagens e cantarola hits do TikTok.

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