FILMES E SÉRIES

Kit Connor e Joe Locke em Heartstopper

Divulgação/Netflix

NA CCXP22

Atores de Heartstopper explicam sucesso: ‘Pessoas se sentem vistas’

Kit Connor e Joe Locke passaram pela CCXP22 para discursar sobre como o público tem sido tocado pela história de amor adolescente

Luciano Guaraldo

Fenômeno teen da Netflix, a série Heartstopper conquistou fãs do mundo todo com a história de Nick (Kit Connor) e Charlie (Joe Locke). Para os dois astros, o sucesso se deve ao fato de a atração baseada na HQ de Alice Oseman dar espaço para histórias que nem sempre eram contadas. “As pessoas se sentem mais vistas, representadas”, discursou Connor.

“Acho que a série tem muito impacto positivo. O principal é que as pessoas se sentem mais vistas. Pessoas de gerações mais velhas me dizem que queriam ter uma atração como Heartstopper na TV quando eram mais jovens”, continuou o protagonista, que no fim de outubro se sentiu forçado a assumir sua bissexualidade após ser acusado por parte dos fãs de fazer queerbaiting.

A experiência, porém, é pequena perto de tudo o que a série representa para o elenco e para o público. “É uma honra, não há outra maneira de dizer. Como ator, você nem sempre tem a oportunidade de impactar a vida dos outros. Poder interpretar um personagem que é a razão de alguém se sentir confortável para sair do armário para seus pais é algo espetacular”, falou Kit Connor.

“É ótimo ter uma série que mostra a alegria queer pura. Especialmente no mundo de hoje, Heartstopper é uma dose de amor e felicidade de que a gente precisa muito”, completou Joe Locke, que contou que a minissérie It’s a Sin (2021) teve um papel similar em sua vida. “Eu estava descobrindo quem eu era e teve um grande impacto para mim. Então sinto que estamos fechando um ciclo mostrando histórias de uma nova geração.”

Questionados durante a CCXP22 sobre como a série mudou suas vidas, Locke foi conciso: “Acho que é mais fácil responder como não mudou! Poder estar em lugares como o Brasil, com pessoas que amam a série. Estou vivendo meu sonho. E sei que significa muito para tantas pessoas também”. “Você precisa se beliscar às vezes, porque é muito amor. Mas se as pessoas não amassem a série não estaríamos aqui”, completou Connor.

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Luciano Guaraldo

Editor-chefe da Tangerina. Antes, foi editor do Notícias da TV, onde atuou durante cinco anos. Também passou por Diário de São Paulo e Rede BOM DIA de jornais.

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