(Foto: Divulgação/Marvel Studios)
Os mutantes também oferecem algo que a Marvel vem sentindo falta: uma mitologia praticamente inesgotável
O MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) vive um momento decisivo às vésperas de Vingadores: Doutor Destino, marcado para 18 de dezembro. Mesmo com a volta de rostos conhecidos como Thor (Chris Hemsworth) e Steve Rogers (Chris Evans), a reação do público aos teasers mostra um desequilíbrio claro de empolgação. Entre os materiais já divulgados, o que envolve os X-Men se destaca como o mais comentado e debatido, apontando uma possível virada de protagonismo dentro do estúdio.
Esse contraste não surge por acaso. Desde Ultimato (2019), os Vingadores perderam uma identidade clara dentro do estúdio. O MCU apresentou novos personagens e equipes, mas nenhum deles se consolidou como um núcleo forte aos olhos do público. A dúvida sobre quem realmente faz parte dos Vingadores hoje enfraquece o impacto emocional da equipe, mesmo quando nomes icônicos retornam em versões alternativas do multiverso.
Já os X-Men entram em cena carregando um apelo diferente. A simples aparição de Professor X (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen) e Ciclope (James Marsden) foi suficiente para gerar mais repercussão do que os trailers focados nos heróis tradicionais da Marvel. Essa resposta imediata indica que o público ainda associa os mutantes a histórias mais densas, conflitos claros e personagens com trajetórias marcantes.
Outro fator decisivo é a familiaridade do público com narrativas de multiverso conduzidas pelos próprios X-Men no passado. Muito antes do MCU apostar pesado nesse conceito, a franquia já havia explorado viagens no tempo e realidades alternativas com sucesso em Dias de um Futuro Esquecido (2014). Isso faz com que a atual fase da Marvel pareça uma continuação natural desse caminho, em vez de uma aposta confusa.
Enquanto isso, o desgaste dos Vingadores fica evidente na necessidade constante de resgatar versões antigas de personagens. A presença de Steve Rogers em destaque no marketing, mesmo após seu encerramento em Ultimato, reforça a sensação de que a Marvel ainda busca um novo centro de gravidade para sua narrativa principal.
Os X-Men também oferecem algo que o MCU vem sentindo falta: uma mitologia praticamente inesgotável. Com dezenas de personagens, vilões emblemáticos e arcos que dialogam diretamente com temas sociais, a franquia tem potencial para sustentar uma nova grande fase do estúdio sem depender excessivamente do passado.
Não por acaso, os planos futuros da Marvel indicam um filme dos X-Men após Vingadores: Guerras Secretas, já com um elenco mais jovem e um possível recomeço narrativo. Tudo aponta para uma transição gradual, em que os mutantes assumem o papel central que os Vingadores ocuparam por mais de uma década, reposicionando o MCU para seu próximo grande ciclo.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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