Foto: Divulgação/Netflix
Gigante do streaming enviou mensagem aos assinantes sobre compra da Warner
A Netflix agora é dona de boa parte dos estúdios Warner Bros., incluindo também seus canais televisivos e a HBO Max. No Brasil, a plataforma de streaming também adquiriu a TNT Sports. A negociação, que ainda depende de algumas burocracias para se concretizar definitivamente, pode acarretar grandes mudanças para o futuro.
Ao longo do fim de semana, a Netflix enviou aos seus assinantes uma mensagem sobre a compra da Warner, que aconteceu na última sexta-feira (5), garantindo que, por enquanto, nada vai mudar, o que indica que, futuramente, o cenário pode ser outro.
O maior impacto acontece na concorrência; com a fusão, a gigante do streaming elimina uma de suas principais rivais no mercado. Como empresa, pode haver um bom corte de funcionários. Para o consumidor, o preço das assinaturas pode disparar. Mas não é só isso; artistas, estúdios e distribuidoras também serão impactados.
Há também uma preocupação de que a fusão coloque em xeque o futuro do cinema tradicional. A Netflix lança seus filmes originais diretamente em sua plataforma, de maneira exclusiva, enquanto os estúdios da Warner ainda usam o lançamento cinematográfico antes de disponibilizar seus originais de forma online. Com isso, as exibições podem diminuir significativamente, já que os filmes da Warner representam 25% das bilheterias.
Pioneira no mercado de plataformas de streaming, a Netflix nunca explorou o mercado de redes de televisão. Agora, ela tem pelo menos dois canais para dar conta: Warner e HBO. No Brasil, a TNT Sports também entra no comboio —e cobertura esportiva ainda é algo muito longe de seu domínio, embora ela venha tentando se inserir também nesse mercado através da NFL e do mundo das lutas.
Mas ter o controle sobre uma rede de televisão não significa que a empresa irá mantê-la; a Netflix pode simplesmente encerrar os canais televisivos e concentrar todo o seu conteúdo em plataformas online. Ou, talvez, em apenas uma plataforma, o que definitivamente elevaria preços de pacotes de assinatura.
Por enquanto, tudo não passa de especulação. A empresa ainda precisa dar alguns passos para concluir a transação, como aprovações regulamentares e de acionistas. A compra ainda pode ser barrada pela Lei Antitruste dos Estados Unidos, que visa proteger a concorrência justa e alocar monopólios.
Paola Zanon
Jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7, UOL Esporte, Lakers Brasil e UmDois Esportes. Apaixonada por cobertura esportiva e cultura pop em geral. E-mail: paola@tangerina.news
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