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Cena do jogo Elden Ring

Reprodução/Bandai Namco

Análise

Por que Elden Ring é o melhor jeito de começar nos jogos Souls

O novo game da FromSoftware em parceria com George R.R. Martin é mais acessível, mas não necessariamente mais fácil

Jessica Pinheiro

Jessica Pinheiro

Elden Ring, mais recente jogo da produtora FromSoftware em parceria com George R.R. Martin, autor dos livros As Crônicas de Gelo e Fogo —que mais tarde deram origem à série Game of Thrones—, não escapou das recorrentes discussões sobre dificuldade versus acessibilidade. Contudo, o novo título definitivamente expandiu os argumentos de quem já pedia uma experiência mais acessível, já que oferece um game design mais amigável e, portanto, menos punitivo.

Por isso, a Tangerina listou os principais motivos para demonstrar porque Elden Ring pode ser uma ótima porta de entrada para jogadores de primeira viagem na franquia criada por Hidetaka Miyazaki, que inclui Demon’s Souls, a trilogia Dark Souls, Bloodborne e Sekiro: Shadows Die Twice.

As livres Terras Intermédias

Cena de Elden Ring

A árvore dourada Erdtree é a principal fonte de energia das Terras Intermédias

Divulgação/Bandai Namco

Elden Ring traz um enorme mundo aberto a ser explorado, chamado de Terras Intermédias. Além de contar com um ciclo de dia e noite, os cenários podem ser desbravados livremente, pois o jogador pode escolher para onde deseja seguir primeiro. É possível retornar também, quando quiser.

Antes que você questione sobre como não se perder neste mundo, saiba que Elden Ring conta com um mapa (algo inédito na franquia Souls), e quanto mais fragmentos dele são coletados, melhor (e maior) a visualização se torna. Além disso, é possível marcar locais de interesse para retornar depois. Inclusive, preparamos um guia no qual você pode aprender mais sobre como completar esse mapa.

Se isso ainda não for o bastante para você se sentir menos perdido durante as explorações nas Terras Intermédias, há também a Orientação da Graça, um fio de energia dourada que indica a direção a ser seguida.

O corcel espectral Torrente

Cena de Elden Ring

O Corcel Espectral será seu melhor aliado durante as explorações e combates de Elden Ring

Divulgação/Bandai Namco

A montaria também é algo inédito em um jogo Souls. Em Elden Ring, o jogador conta com a ajuda do corcel espectral chamado Torrente, tanto na exploração quanto nos combates. Ele permite que você alcance locais muito altos e salte para superfícies mais baixas sem sofrer um grande dano.

Nas lutas, Torrente apresenta vantagens e desvantagens, mesmo oferecendo a possibilidade de se movimentar rapidamente pelo cenário, o que facilita uma fuga. Caso você receba uma grande quantidade de dano, será jogado do cavalo e ficará atordoado por um tempo, o que é fatal. E, claro, vale mencionar que é visualmente impressionante combater inimigos gigantes montado no corcel.

Não se esqueça de cuidar de Torrente! Ele tem uma barra de saúde própria e pode ser alimentado com as frutas Rowa, encontradas facilmente em arbustos. Se porventura o cavalo morrer, basta ir a um Local de Graça e descansar, ou usar um Frasco de Lágrimas Carmesins para revivê-lo mais rapidamente.

Facilidades nos combates

Cena de Elden Ring

Você pode jogar com amigos no modo cooperativo ou um contra o outro

Divulgação/Bandai Namco

Existem muitos recursos facilitadores para se explorar durante as batalhas de Elden Ring, começando pelo Sino Chamador de Aparição, que possibilita invocar diferentes espíritos para auxiliá-lo nos combates. O ritual pode ser feito desde que você equipe o tipo de Cinzas Espirituais que deseja convocar e o símbolo da lápide apareça no canto esquerdo da tela. Você também pode convidar outros jogadores para te ajudar no combate.

Caso deseje derrotar inimigos sem chamar muita atenção ou ainda, tirar proveito de criaturas mais poderosas arrancando uma boa quantidade de saúde deles de uma só vez, considere usar a furtividade para pegar seus oponentes de surpresa. Este recurso, claro, é mais eficaz durante a noite.

Vale ainda citar o contador de guarda, um ataque forte que pode ser desferido após uma boa defesa. Além disso, um bom recurso é o das magias, cujos efeitos podem ser amplificados pelo clima, e a possibilidade de usar duas armas ao mesmo tempo, como em Dark Souls 2.

Estaca de Marika

Cena de Elden Ring

As Áreas Legados prometem ainda mais desafios aos jogadores

Divulgação/Bandai Namco

Elden Ring traz ainda uma espécie de sistema de salvamento chamada de Estacas de Marika. Isso significa que, quando seu personagem morrer, duas opções serão oferecidas: retornar da estaca mais próxima, ativada automaticamente ao passar por ela no cenário, ou do último Local de Graça.

Vale a dica ainda que alguns Locais de Graça oferecem o recurso de viagem rápida, transportando seu personagem de uma área para outra de forma menos burocrática do que em outros jogos Souls.

Além do debate dificuldade x acessibilidade

Cena do jogo Elden Ring

Malenia, Blade of Miquella, é um dos grandes destaques do game

Divulgação/Bandai Namco

A franquia Souls é reconhecida por sua dificuldade. Seus jogos são altamente desafiadores. Resumindo bem —e de forma até mesmo rasa— é necessário ter memória muscular, reflexos rápidos, flexibilidade, dentre outros atributos. É algo que o jogo exige pela ambientação hostil e os inimigos opressores, que podem causar uma experiência traumática.

A fama desses jogos também deu origem ao que muitos consideram um subgênero: os soulslike, jogos que não necessariamente se parecem com os Souls, mas podem ser tão difíceis quanto. Por exemplo, podem ser considerados soulslike títulos como NiOh, Code Vein e The Surge, além de jogos independentes como Dead Cells, Death’s Door e Hollow Knight.

De certa forma, o espírito de desafio também atingiu os desenvolvedores, cujos títulos inspirados pela experiência de Dark Souls figuram entre os melhores de consoles como o PlayStation 4 ou o Xbox One.

Todos esses jogos sempre estão no epicentro de recorrentes discussões sobre dificuldade e acessibilidade. O debate geralmente é iniciado pelo apelo à inclusão de um modo fácil nos jogos, apesar de as classificações acima serem distintas.

Por um lado, dificuldade se refere a modos de jogos que tornam a experiência mais ou menos desafiadora: fácil, médio, difícil e além. Por outro lado, acessibilidade significa a adição de recursos que deixam o jogo mais inclusivo para pessoas com deficiências, tais como ajuste de legendas, áudios e cores, tamanho da fonte, mapeamento de botões, dentre outros.

Cena de Elden Ring

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É importante ressaltar que esses temas são delicados e não podem ser reduzidos somente o debate de dificuldade contra acessibilidade, em especial, porque estas opções são extremamente pessoais e estão atreladas a discursos relacionados que vão desde a visão artística dos criadores dos jogos até a universalização de níveis de dificuldade e/ou padronização de recursos de acessibilidade, o que é impossível.

Com a discussão brevemente contextualizada, vale reforçar como Elden Ring chega para expandir o assunto. Além dos pontos destacados acima, os quais levam em conta tanto a exploração quanto o combate, o mais recente título da franquia Souls traz um design diferente de seus antecessores, com exploração quase livre. Afinal, você pode cavalgar pelas Terras Intermédias por mais de 30 horas sem derrotar nenhum chefe, se assim quiser.

Você vai precisar lutar contra inimigos fortes, especialmente para conseguir bons equipamentos. Também vai se deparar também chefes opcionais e, claro, vai encarar muitos desafios com armadilhas e outros obstáculos, mas nada disso é necessariamente obrigatório. Tampouco é um termômetro para se ter uma experiência gratificante. A experiência de Elden Ring como verdadeiramente um jogo, vai além.

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QUEM FEZ
Jessica Pinheiro

Jessica Pinheiro

Repórter da Tangerina, Jessica Pinheiro já cobriu games e tecnologia em veículos coo IGN Brasil, Loading TV e The Enemy. É streamer nas horas vagas e nasceu no Ceará, mas infelizmente não tem sotaque. Ama karaokê e também assina a Koluna Pop, onde traz todas as novidades do universo do k-pop.

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