Beyoncé: 5 motivos para ouvir (e exaltar) o disco Renaissance - Tangerina

MÚSICA

Beyoncé em foto de divulgação de Renaissance

Divulgação/Carlijn Jacobs

Análise

Renaissance: 5 motivos para ouvir (e exaltar) o novo disco de Beyoncé

Pensado para as pistas, álbum da cantora exala autoestima, liberdade e vigor e faz homenagens a quem veio antes dela

Luccas Oliveira
Luccas Oliveira

Finalmente —e, agora, oficialmente— o novo disco de Beyoncé está entre nós. Seis anos depois de Lemonade (2016), Renaissance chegou às plataformas digitais nesta sexta-feira (29). Ao menos, o primeiro ato dele, já que a poderosa planeja lançar uma trilogia de álbuns.

E Beyoncé acertou mais uma vez. Até o momento, o site Metacritic aponta uma nota 89 (de 100) a Renaissance, a partir de sete críticas de grandes veículos. O álbum tem sido visto como um retorno triunfante da cantora e compositora de 40 anos.

A Tangerina lista cinco motivos para você apertar o play em Renaissance na sua plataforma preferida.

Celebração moderna da história da música negra

Talvez mais do que nunca, Beyoncé prestou homenagens aos artistas que desbravaram o caminho que ela agora leva a outro patamar. O tal sample do single Break My Soul, por exemplo, nem era exatamente um sample, já que as variações na batida são nítidas. Mas ela fez questão de creditar os compositores de Show Me Love, hino das pistas gravado por Robin S na década de 1990.

A homenagem a Donna Summer na última faixa, Summer Renaissance, vai pelo mesmo caminho, assim como a convocação a Grace Jones, ícone da cultura preta que participa de Move. Mas Beyoncé faz tudo isso sem deixar de entregar um disco atual, moderno, com atrativos para o público jovem. É como uma aula de história, mas divertida.

Colaborações de milhões

Apesar de ter a cara de Beyoncé, Renaissance foi composto a muitas mãos. E várias delas são conhecidíssimas do grande público, o que traz mais um atrativo ao disco. Drake (Heated), Pharrell Williams, Skrillex (Energy) e Jay Z (em três faixas, com o nome S. Carter) são alguns dos creditados no álbum.

Além deles, compositores que têm ajudado a moldar a sonoridade da música pop contemporânea também marcam presença, como The-Dream, Nova Wav e Mike Dean. Um disco solo, mas coletivo. Beyoncé, aliás, está creditada nas 16 faixas.

Beyoncé acerta na condução do disco

Num panorama em que artistas investem mais no lançamento de singles e clipes do que de álbuns, tem sido difícil achar discos que justifiquem o formato. Ou seja, que não pareçam um apanhado de boas canções mais ou menos organizado. E este é um dos grandes trunfos de Renaissance.

Contando uma história a partir de várias, Beyoncé tece com maestria o caminho que o ouvinte percorre ao longo de pouco mais de uma hora. Renaissance acelera quando deve, segura a onda nas horas certas, e entrega sequências épicas como Energy-Break My Soul-Church Girl-Plastic Off the Sofa. O single, aliás ficou ainda melhor no contexto do disco.

Beyoncé exala liberdade

É curioso que a faixa chamada Freedom esteja em Lemonade, e não em Renaissance. No disco anterior, Beyoncé tinha muita coisa séria para falar. E entregou tratados importantes e poderosos sobre infidelidade, feminilidade negra e perdão, entre tantos outros tópicos.

Agora, porém, ela transparece que estava livre para criar sem as amarras de quem precisa muito desabafar. Pode parecer uma análise subjetiva, mas esse ode à liberdade fica claro na comparação entre os dois discos.

Beyoncé transborda autoestima em cada faixa de Renaissance, das letras ao beats, e sugere aos fãs que também experimentem este sentimento com ela.

Afinal de contas, sextou

Não foi à toa que Beyoncé redefiniu, mais de dez anos atrás, o dia de lançamentos musicais que a indústria passaria a adotar como padrão. Renaissance é disco de pista, uma celebração às boates de 30 anos atrás, mas também às de hoje.

Para além de toda a força política e simbolismo que são inerentes de um trabalho da cantora, Renaissance é extremamente divertido, dançante, desafiador ao corpo através dos diferentes subgêneros que explora —disco, house e até um flerte com o miami bass, o pai do funk carioca, em America Has A Problem.

Numa balada, ninguém reclamaria se o DJ só apertasse o play em Renaissance e fosse jantar. Você já tem a trilha para sua sexta-feira (ou para qualquer dia em que queira festejar).

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QUEM FEZ
Luccas Oliveira

Luccas Oliveira

Luccas Oliveira é editor de música na Tangerina e assina a coluna Na Grade, um guia sobre os principais shows e festivais que acontecem pelo país. Ex-jornal O Globo, fuçador do rock ao sertanejo e pai de gatos, trocou o Rio por São Paulo para curtir o fervo da noite paulistana.

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