MÚSICA

Luísa Sonza posa para foto de divulgação de CAFÉ DA MANHÃ ;P, single de DOCE 22

Divulgação/Felipe Grafias

Entrevista

Luísa Sonza pós-Doce 22: ‘Ainda me sinto menina-mulher’

Um dos principais nomes da música pop atual, Luísa Sonza reflete sobre a sensação de amadurecer ao lançar seu segundo —e aclamado— disco da carreira

Nicolle Cabral

Nicolle Cabral

O disco DOCE 22 apresentou outra face de Luísa Sonza. Entre canções extremamente confessionais (Intere$$eira e penhasco.) e hits crocantes (Modo Turbo, Café da Manhã ;P), a princesa do pop nacional construiu uma nova imagem de si mesma, muito mais confiante, após passar por um período difícil. Foi quando as vidas profissional e pessoal da artista se fundiram, o que implicou o afastamento da cantora das redes sociais, meses antes do lançamento do disco.

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Mas tudo isso passou. Sonza saiu das manchetes polêmicas e assumiu de vez a persona “braba”, que já havia cantado para os fãs em hit de 2020. “Com as coisas que fui vivendo, a gente não tem outra opção a não ser amadurecer”, explica Sonza em entrevista à Tangerina. A estreia do novo disco marcou o retorno da artista às redes —e a chegada ao pódio de melhor estreia de um disco brasileiro em 2021 no Spotify. O novo projeto atingiu a marca de 4,1 milhões de reproduções na plataforma nas primeiras 24 horas. “Vejo Doce 22 como um começo”, resume ela.

Luísa Sonza posa para foto de divulgação de ANACONDA, single de DOCE 22

O novo visual de Luísa, mais autêntico e sensual, chamou a atenção dos fãs

Divulgação/Felipe Grafias

O fim da era Doce 22?

No início de fevereiro, Luísa finalizou o lançamento de inéditas do disco, que tinha músicas “trancadas” nas plataformas digitais, liberadas ao longo dos meses. A mais recente foi Café da Manhã ;P, parceria com a pagodeira favorita do momento, Ludmilla.

Com um visual muito mais colorido, divertido e até sensual, Sonza comemora a nova fase, em que se sente extremamente confortável na própria pele. “Depois do lançamento de Doce 22, e de todo o sucesso que ele alcançou, me sinto muito mais à vontade e segura, como artista, para colocar ainda mais a minha identidade nos meus próximos processos”, enfatiza.

Com todo o projeto disponível nas plataformas, agora é o momento de continuar o trabalho com o segundo disco —especialmente ao vivo. O bate-papo rápido com a Tangerina marca o Dia Internacional da Mulher. Luísa Sonza, aliás, está participando da programação especial do mês em comemoração às mulheres no Amazon Music. A cantora, inclusive, assumiu a voz da Alexa nesta terça-feira (8) e participa do programa Amazon Music News, na Twitch e na plataforma de streaming.

Luísa Sonza e Ludmilla em cena de CAFÉ DA MANHÃ ;P

Assista ao clipe de CAFÉ DA MANHÃ ;P

A faixa entrou no Top 50 Viral do Spotify na semana de lançamento

Tangerina: Como você se tornou “a braba” que conhecemos hoje? Quais inspirações familiares e etapas de autoconhecimento te trouxeram essa força aparente?

Luísa Sonza: É o processo natural de toda mulher. Me inspiro nas mulheres da minha vida, da minha família, minha avó, mãe, tias, e também nas mulheres que sou fã. Sobre meu processo de autoconhecimento, com as coisas que fui vivendo, não tive outra opção a não ser amadurecer. E eu fiz isso. Ainda me sinto menina-mulher em eterno processo de crescimento e amadurecimento.

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Tangerina: Oito meses depois, qual é a avaliação que você faz dos frutos que esse disco tão esperado trouxe? Como ele te posiciona na sua trajetória?

Finalizamos os lançamentos digitais, mas estou preparando um espetáculo de comemoração para Doce 22 que será muito especial. É o início de um lugar que encontrei, onde consegui me expressar de uma maneira completa. Até então, com o Pandora, eu não estava madura o suficiente para ter coragem de me expressar. No Doce 22, eu já estava madura e passando por um momento difícil, profissional e pessoalmente falando. Então, penso que não vi outra saída, além de colocar tudo aquilo num álbum. Depois do Doce 22 lançado e de todo o sucesso que ele alcançou, eu me sinto muito mais à vontade e segura como artista para colocar ainda mais a minha identidade nos meus próximos processos. Vejo Doce 22 como um começo.

Luísa Sonza posa para foto de divulgação de Anaconda, single de DOCE 22

Anaconda, o hit de Doce 22, apareceu no top 30 do Spotify

Divulgação/Felipe Gomes

Tangerina: Você cresceu muito em termos de carreira e alcance ao longo da pandemia. Isso é visto nos números. Como tem sido reencontrar o público agora, com a volta dos shows, nesse novo patamar? O que tem sido diferente em relação ao pré-pandemia?

É surreal. Eu não fazia tantos shows antes da pandemia como estou fazendo agora, e a recepção do público é algo que eu nunca vi. As pessoas cantam todas as músicas, gritam, conhecem tudo, sabem tudo, e isso é muito especial. Elas não sabem só o hit, sabem a história inteira. Era esse o meu objetivo com Doce 22 e com a minha carreira, queria que as pessoas me escutassem por completo, não só a Luísa Sonza à primeira vista, mas que elas se aprofundassem na Luísa de forma geral.

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Eu sinto que, depois da pandemia, eu consegui acessar isso e eles conseguiram me acessar, também. Uma troca mais profunda que passamos a ter. E ver isso na rua, nos shows lotados, esgotados…. Não importa o tamanho, 15, 20 mil pessoas, todo mundo cantando, e sendo receptivo do início ao fim do show, em qualquer lugar do Brasil, é muito bizarro. Pessoas de outros países se identificando também, fiz show em Portugal e Angola. É muito surreal o quanto a música nos conecta e chega muito longe.

Tangerina: Estamos notando uma movimentação na música pop com muitos lançamentos internacionais. E a Luísa? Pretende dar esse passo em 2022?

Sim, tenho planos. Eu pretendo expandir a minha carreira, mas por enquanto estou na fase de estudos. Em 2022, meu principal objetivo aqui no Brasil são espetáculos, o projeto do Doce 22 e outros direcionados a shows. É uma coisa que almejo muito como artista e quero muito fazer como artista pop aqui no Brasil. Fazer shows fora do Brasil também, mas muito mais direcionado a público brasileiro e lusófono.

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Antes de ser repórter da Tangerina, Nicolle Cabral passou por Rolling Stone, Revista Noize e Monkeybuzz. Nas horas vagas, banca a masterchef para os amigos, testa maquiagens e cantarola hits do TikTok.

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