GAMES

Asa Norturna em cena de Gotham Knights

Divulgação/Warner Bros.

Jogo do Batman

Nova tendência? Gotham Knights confirma o poder dos games

Jogo inédito situado no universo do Batman não precisa da ajuda da indústria cinematográfica para criar histórias intrigantes

Victor Cierro

Victor Cierro

Em meio aos lançamentos da DC em 2022, Gotham Knights chega para reforçar a soberania da indústria de games. Durante anos, os consoles dependeram dos sucessos cinematográficos para emplacar jogos com uma audiência mais vasta. Mas, atualmente, a situação mudou drasticamente.

De acordo com levantamento feito pelo IDC (International Data Corporation), a indústria de games é bem mais lucrativa do que a cinematográfica. Inclusive, se somar o lucro de Hollywood com os esportes norte-americanos, a receita ainda seria inferior ao dos jogos. Essa é a nova tendência mundial?

Segundo os dados do IDC, a receita dos games cresceu 20% em 2020. O resultado? US$ 179,7 bilhões (R$ 918,2 bilhões, na cotação atual). Em comparação, os esportes norte-americanos trouxeram mais de US$ 75 bilhões (R$ 383,2 bilhões). E a indústria cinematográfica alcançou a marca de US$ 100 bilhões (R$ 510,9 bilhões) pela primeira vez apenas em 2019.

Então, apesar de Batman ser um sucesso tanto de crítica quanto de bilheteria, os games não precisam explorar o resultado positivo do filme para alavancar uma história atraente para os fãs da DC. E, por isso, Gotham Knights conta uma trama completamente original sobre os aprendizes do Homem-Morcego.

Em entrevista exclusiva à Tangerina, o criador Geoff Ellenor e a produtora executiva Fleur Marty falaram sobre a concepção de Gotham Knights. Ao ser perguntada sobre uma possível colaboração entre o universo cinematográfico e o de games do Batman, a embaixadora da Women in Games afirmou o poder dos jogos:

“Demorou um tempo, mas, finalmente, a indústria de games tem a capacidade de criar histórias intrigantes, sem a necessidade de usar apenas filmes como inspirações. Isso também foi algo importante para nós em Gotham Knights, poder criar nossa história original”, explicou Fleur.

Enquanto isso, Geoff não consegue pensar em outra história. ”Agora, minha cabeça está em Gotham Knights, em fazer o melhor jogo possível. No futuro, nós podemos ser influenciados pelas histórias, sim. Mas, agora, eu tenho tantos detalhes de Gotham Knights que eu quero elevar a qualidade até o máximo.”

Gotham Knights e a tendência dos games

Asa Norturna e Capuz Vermelho em cena de Gotham Knights

Asa Norturna e Capuz Vermelho em cena de Gotham Knights

Divulgação/Warner Bros.

Em Gotham Knights, o Batman é dado como morto, deixando o legado de proteger a cidade nas mãos de quatro dos seus aprendizes: Asa Noturna, Batgirl, Capuz Vermelho e Robin. O gamer entra na história e pode desfrutar do mundo aberto, o que parece ser uma tendência chamativa na indústria de jogos.

Assim como no clássico GTA, o novo jogo do Batman vai usar o conceito em que o gamer é livre para explorar o mapa inteiro do jogo. Além da história principal de Gotham Knights, o usuário pode interagir com a cidade e os personagens da DC.

Apesar de o conceito estar presente em Bully, Red Dead Redemption 2, Saints Row IV: Re-Elected e Watch Dogs 2, o criador de Gotham Knights não acredita que esse estilo de jogo vai ser uma tendência dominante na comunidade de games:

“Eu tenho bastante experiência no mundo dos games, e já tivemos mais de um estilo de jogo que é o ‘futuro da indústria’. Eu amo o mundo aberto que criamos; no entanto, não acho que vão produzir tantos jogos neste estilo no futuro. Mas, o que eu adoro em Gotham Knights, a cidade vira basicamente um personagem da história. Você pode explorar diferentes bairros, ir para onde quiser, então é uma experiência muito divertida de herói vigilante.”

Gotham Knights tem lançamento marcado para 25 de outubro no PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. O jogo da Warner Bros não vai estar disponível para os consoles de gerações passadas.

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QUEM FEZ
Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É o foca da equipe e cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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