Finneas mantém carreira solo sem abandonar irmã, Billie Eilish - Tangerina

MÚSICA

Finneas olha para o lado, com a mão segurando o queixo

Reprodução/Instagram

Em família

Como Finneas mantém carreira solo sem desgrudar de Billie Eilish

Cantor começou a compor músicas anos antes que a irmã mais nova e continua fazendo lançamentos, mas em uma proporção mais discreta

Lucas Almeida
Lucas Almeida

Finneas O’Connell completa 25 anos neste sábado (30) e, apesar da pouca idade, atingiu grandes objetivos ao lado de Billie Eilish. Desde 2020, ele ganhou oito Grammys, um Oscar e um Globo de Ouro com os trabalhos feitos em parceria com a irmã. Entre premiações e turnês, ele ainda achou tempo para construir uma carreira solo, que conta com proporções menores, mas consistentes.

Assim como Billie, Finneas foi criado em em Los Angeles e educado em casa. O músico cresceu acompanhando os pais em audições para séries ou peças. O que poderia ser um impulso para se deslumbrar com Hollywood, foi o que o tornou consciente do trabalho necessário para se manter como artista.

Aos 12 anos, ele começou a ter aulas de composição com a mãe, Maggie Baird. E, no ensino médio, fundou a própria banda de rock alternativo, a The Slightlys. Billie, que é quatro anos e meio mais nova que Finneas, também teve aulas com a mãe. Os dois irmãos começaram a compor algumas músicas juntos e a compartilhá-las no Soundcloud. O grande estouro veio com Ocean Eyes, que entrou para o EP Don’t Smile at Me (2016).

Originalmente, a faixa foi composta por Finneas para a sua banda, mas ele acreditou que ficaria melhor na voz da irmã. O cantor produziu a música para que ela a usasse em aulas de dança. O sucesso na plataforma de áudio foi o que fez com que Billie fosse descoberta pela gravadora em que está até hoje, a Darkroom.

Enquanto se arriscava na música, Finneas também fez alguns trabalhos de atuação. Ele fez a sua estreia como um aluno de Cameron Diaz em Professora Sem Classe (2011) e conseguiu alguns papéis pequenos na TV, como em Família Moderna (2009-2020) e na última temporada de Glee (2009-2015).

Por volta de 2015, ele decidiu se dedicar de vez à carreira de cantor, mas as artes cênicas tiveram um significado importante nos seus trabalhos futuros. “Ser capaz de ouvir um artista e imitá-lo tem sido uma grande parte do sucesso como produtor e co-compositor”, explicou ele à Billboard, em 2019.

Finneas foi o principal colaborador de Billie Eilish no álbum de estreia dela, When We All Fall Asleep, Where Do We Go? (2019), e o único creditado em Happier Than Ever (2021). Ele também é integrante da banda da irmã durante as turnês.

A parceria se repetiu nas últimas duas músicas lançadas por Billie, no projeto Guitar Songs. E, pelo visto, continuará no terceiro álbum. Ela disse que não gosta da “vibe” de estúdios e sessões de composições, na última semana –apesar de ter deixado claro que não sabe o que poderá acontecer no futuro.

Além dos prêmios que levou pelos trabalhos com a irmã, Finneas ganhou reconhecimento da indústria ao levar o Grammy de produtor do ano de música não clássica, vencendo Jack Antonoff (o queridinho de Taylor Swift e Lana Del Rey) e Ricky Reed, que trabalhou com Lizzo recentemente.

Nos intervalos dos trabalhos de Billie, ele ainda encontra tempo para a carreira solo, levada com mais fôlego. Finneas lançou o primeiro single, New Girl, em 2016, mas o clipe só chegou em 2019. O EP de estreia, Blood Harmony, foi lançado no mesmo ano e teve alguns shows de divulgação pelos Estados Unidos.

O trabalho mais encorpado de Finneas até agora foi o álbum Optimist (2021), em que ele fala sobre o período de quarentena (quando escreveu parte das letras), o medo da morte e as dificuldades no amor, longe do “otimismo” do título.

O exemplo mais óbvio é a faixa The Kids Are All Dying, em que ele canta sobre o contraste que vive ao estar viajando na classe executiva de aviões e comprando uma mansão enquanto lê sobre problemas globais, como guerras e o aquecimento do planeta.

Entre os shows da atual turnê de Billie Eilish, a Happier Than Ever: The World Tour, Finneas ainda tem feito alguns trabalhos paralelos, sem se comprometer com um novo álbum.

Além dos singles Naked e Mona Lisa, Mona Lisa, ele participou da trila-sonora do filme A Vida Depois (2022) e Vengeance (2022), que foi escrito, dirigido e estrelado por B. J. Novak, de The Office (2005-2013).

Ouça The Kids Are All Dying, do Finneas

Música integra o álbum Optimist (2022)

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Lucas Almeida

Lucas Almeida

Repórter. Passou pela MTV Brasil e Veja.com. É fã de um pop triste e não deixa de ouvir todos os lançamentos musicais da semana.

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