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Arte/Tangerina sobre imagens de Divulgação/Xbox

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De Call of Duty a Braid, veja os 20 melhores jogos do Xbox 360

Lançado em 2005, o console da Microsoft segue popular. Veja os melhores games da plataforma

Bruno Silva e Jessica Pinheiro

Bruno Silva e Jessica Pinheiro

O Xbox 360 marcou um ponto de virada para a Microsoft. Lançado em 2005, ele trouxe muitos conceitos que hoje são comuns em qualquer plataforma, como uma rede online robusta, serviço de assinatura com benefícios, um sistema de conquistas, e mais. No Brasil, foi ainda mais fundamental, ao trazer seus títulos principais dublados em português. Mas quais são os melhores jogos do Xbox 360?

No mercado brasileiro, o aparelho da Microsoft segue forte. Segundo dados revelados pela Pesquisa Game Brasil à Tangerina, o Xbox 360 é conhecido por 66,7% dos brasileiros e está em posse de 24,5% dos jogadores, sendo o segundo colocado em ambos os rankings no país, atrás apenas do PlayStation 4.

Portanto, separamos uma lista com o que há de melhor na plataforma, abrangendo títulos históricos, jogos indies, de todos os tipos e gêneros. Vale notar que todos estes jogos também são retrocompatíveis com os sucessores do 360, como o Xbox One e a dupla Xbox Series X e Xbox Series S. Confira:

Grand Theft Auto V

Grand Theft Auto V

Com três protagonistas, GTA V traz sátira inigualável do estilo de vida americano

Reprodução/Rockstar Games

Todo jogo de Grand Theft Auto —ou GTA— chacoalha a indústria dos games em seu lançamento, mas o impacto de Grand Theft Auto V é equivalente ao de um abalo sísmico.

São muitas as qualidades do jogo da Rockstar, a começar por sua absoluta liberdade de fazer o que quiser em Los Santos, uma versão fictícia de Los Angeles que impressiona por sua atenção ao detalhe e tamanho vasto, fazendo frente até mesmo a jogos lançados quase uma década depois.

Enquanto a maioria esmagadora das pessoas curte GTA para fazer o que quiser em um playground virtual, o que acaba realçado em GTA Online, é a história que faz o jogo brilhar plenamente. Com três protagonistas que podem ser alternados a qualquer momento, GTA V traz uma sátira precisa e ácida da sociedade americana de forma inigualável e inimitável. E não foram poucos os que tentaram. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: Das ruas aos trejeitos das pessoas, GTA V combina uma liberdade absoluta de fazer o que quiser em um playground virtual com uma sátira incomparável da sociedade americana.
  • Dois pelo preço de um: Imperdível para qualquer pessoa que gosta de jogos com mundo aberto, de Assassin’s Creed a The Legend of Zelda: Breath of the Wild.
  • Presta atenção, freguesia: Segundo o diretor Dan Houser, GTA V tem um roteiro de 10 mil páginas.

Forza Horizon 2

Forza Horizon 2

Forza Horizon 2 leva festival de corridas ao Mediterrâneo

Reprodução/Xbox Game Studios

A série Forza Horizon foi uma grata surpresa para a Microsoft, que conseguiu agregar a sua série de jogos de corrida uma cara mais descontraída, sem deixar de lado aspectos importantes como a parte de colecionar carros e os ajustes finos na parte técnica.

O segundo Forza Horizon é focado no festival homônimo que, desta vez, leva corridas, música e outras atividades de entretenimento para o sul da França e o norte da Itália. Como em todo jogo da série, o simples ato de andar pelo mapa é excelente, transportando você em uma viagem virtual pelo Mediterrâneo.

Nas corridas, Forza Horizon 2 também não decepciona, graças a um amplo sistema de jogo que permite você ajustar praticamente todos os controles e assistências do seu carro, permitindo que cada disputa seja um passeio tranquilo ou uma briga entre profissionais nas pistas. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: Um passeio virtual pelo Mediterrâneo com uma coleção enorme de carros.
  • Dois pelo preço de um: Forza Horizon 2 é uma ótima alternativa a Need for Speed.
  • Presta atenção, freguesia: O jogo tem uma expansão baseada em Velozes e Furiosos, que traz, entre outras coisas dos filmes, o famoso “turbo” de óxido nitroso.

Dark Souls

Dark Souls

Dark Souls é uma aventura punitiva, mas recompensadora

Reprodução/Bandai Namco

Os jogos da série Souls se popularizaram por conta de sua dificuldade punitiva, originando um subgênero novo: os famigerados ‘soulslike’. A atmosfera hostil e o clima desafiador de Dark Souls são, de fato, suas características marcantes, mas a verdade é que estes jogos oferecem muito mais do que batalhas grandiosas e/ou frustrantes contra chefes.

Situado em um mundo de fantasia sombria, o enredo de Dark Souls é quase como um quebra-cabeças, cujas peças são reunidas e montadas se o jogador quiser, seja sozinho, seja com o apoio da comunidade. As respostas para o que aconteceu nesse mundo e quem são as figuras mais importantes são entregues em fragmentos. Entretanto, você controla o Morto-Vivo Escolhido de uma antiga profecia e seu objetivo é chegar até a Primeira Chama. O que será decidido quando o jogador chegar no local… é outra história.

Dark Souls também oferece uma jogabilidade livre em muitos aspectos: depois de montar seu personagem principal, é você quem decidirá os tipos de armas que ele irá utilizar, podendo tirar vantagem de certos arquétipos quando for propício. Outra liberdade que é dada ao jogador reside na exploração: você pode escolher quais caminhos seguir no início, abrindo atalhos que estruturam um trabalho excelente de design de cenários.

As possibilidades em Dark Souls são inúmeras e a experiência foge completamente à regra em quase tudo, tirando o jogador de sua zona de conforto habitual em jogos de ação, para quem se dispor a ir atrás das informações e escolha qual a melhor maneira de jogar. – Jessica Pinheiro

  • Leva que tá doce: Coloca o jogador no absoluto comando, um aspecto que vai desde a criação do personagem principal até escolhas narrativas.
  • Dois pelo preço de um: Indicado se você gostou dos desafios de God of War (2018) ou das batalhas épicas de Monster Hunter World. 
  • Presta atenção, freguesia: Fãs do mangá Berserk provavelmente vão pescar muitas referências, já que o diretor de Dark Souls, Hidetaka Miyazaki, se inspirou bastante na obra de Kentaro Miura.

Batman: Arkham City

Batman: Arkham City

Reprodução/Warner Bros./DC

Em 2009, a Warner mudou os jogos de super-herói para sempre. Antes vistos como títulos de segunda categoria ou caça-níqueis sem graça de filmes, esses tipos de games passaram a ser mais respeitados com a chegada de Batman: Arkham Asylum, que trouxe todas as características do Homem-Morcego para o videogame com maestria.

Superar o primeiro jogo parecia uma tarefa impossível, o que faz de Batman: Arkham City o melhor jogo do herói de todos os tempos. No comando do Cruzado Encapuzado, você precisa sobreviver a uma versão anabolizada do Asilo Arkham, a prisão que abriga os inimigos de Bruce Wayne, que ocupa bairros inteiros da cidade de Gotham.

Mais uma vez, Arkham City consegue trazer todos os lados do personagem, de sua capacidade de investigar a sua destreza como lutador, em um cenário com ainda mais segredos a desvendar e, melhor ainda, com mais liberdade para explorar e viver como o Cavaleiro das Trevas. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: Um jogo que traduz o que é ser o Batman com perfeição em uma Gotham recheada de perigos.
  • Dois pelo preço de um: A série Batman: Arkham influenciou muito os jogos recentes do Homem-Aranha no PlayStation. Vale conferir caso você tenha gostado.
  • Presta atenção, freguesia: Paul Dini, o roteirista responsável pela série animada de TV do Batman dos anos 1990, é a mente por trás da história de Batman: Arkham City.

Halo Reach

Imagem de Halo: Reach

Halo: Reach é despedida do estúdio Bungie, que criou a franquia

Divulgação/Xbox

Halo mudou a forma de jogar jogos de tiro em primeira pessoa nos consoles, e dentre os jogos disponíveis da franquia da Microsoft no Xbox 360, Halo Reach é o melhor deles.

Último jogo da franquia produzido pela Bungie, estúdio que a criou, Halo Reach conta uma história anterior a saga dos três games iniciais, sobre a derrocada do planeta que servia de centro militar da colonização espacial humana e onde o herói Master Chief treinou.

Halo: Reach é ao mesmo tempo uma tocante história de sacrifício em meio a uma guerra contra a aliança extraterrestre Covenant e também um dos melhores jogos da série para se jogar de fato, no qual o sistema de câmera em primeira pessoa é muito bem adaptado para o direcional do controle e os heróis Spartans têm diversas habilidades diferentes que podem ser trocadas ao longo da aventura. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: A melhor versão de Halo feita pelo estúdio Bungie, que criou a franquia.
  • Dois pelo preço de um: Obrigatório para fãs de jogos de tiro em primeira pessoa e ficção científica, como Doom e Wolfenstein.
  • Presta atenção, freguesia: Halo: Reach tem um dos melhores finais de jogo já feitos. Se for jogar, não deixe de ir até o final.

Limbo

Limbo

Sem diálogos, LIMBO assusta e impressiona com história sobre garotinho em mundo desolado

Reprodução/Microsoft/Playdead

Limbo é a prova de que um jogo não precisa de muito para criar uma atmosfera de tensão. O jogo é protagonizado por um garotinho em busca de sua irmã e funciona no mesmo esquema de títulos de plataforma como Super Mario, com um porém: ele é todo em preto e branco, e o cenário é todo tomado por sombras.

Só essa condição imposta pelo estúdio dinamarquês Playdead muda tudo a respeito de como você joga, já que o perigo pode estar escondido em cada sombra, seja num buraco, seja num monstro gigante à espreita. 

Ao mesmo tempo, o jogo funciona como um filme mudo, em que a história é inteiramente contada por atos. Jogar Limbo é ter medo de dar um passo à frente e, ao mesmo tempo, avançar pela pura curiosidade de ver o que vai acontecer com este inocente garotinho. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: A atmosfera de tensão criada pelo estilo artístico de Limbo assusta e gera curiosidade ao mesmo tempo.
  • Dois pelo preço de um: Já pensou em um Super Mario dos anos 1990 de terror? Se sim, Limbo para você.
  • Presta atenção, freguesia: Limbo foi um dos responsáveis por trazer os jogos independentes para o cenário dos consoles por meio da Xbox Live Arcade, herança do Xbox 360 para a história dos videogames.

Red Dead Redemption

Red Dead Redemption

Red Dead Redemption é homenagem aos filmes de faroeste

Reprodução/Rockstar Games

O faroeste é um gênero de histórias que se popularizou tanto na mídia americana que extrapolou o ambiente das fronteiras americanas do século 19 e acabou se tornando universal, gerando incontáveis filmes. Red Dead Redemption é uma homenagem a esse estilo de narrativa, combinando suas maiores qualidades.

Em Red Dead Redemption, acompanhamos a história de John Marston, um ex-criminoso cuja família é capturada pelo governo. Em troca da liberdade de sua esposa e seu filho, Marston é obrigado a caçar os membros sobreviventes de sua antiga gangue, muitos anos depois de o grupo se desfazer.

O resultado é uma versão interativa perfeita de um faroeste, do uso preciso da trilha sonora às cenas de tiroteio simbolizadas por uma mecânica em que o tempo diminui e você pode mirar com mais facilidade em seus oponentes. Red Dead Redemption é um dos jogos mais cultuados de todos os tempos, e com razão. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: A melhor maneira de jogar um filme de faroeste, com uma história igualmente épica e trágica.
  • Dois pelo preço de um: Obrigatório para fãs de GTA e de filmes como Os Oito Odiados ou Django Livre.
  • Presta atenção, freguesia: No uso da música em uma cena específica na qual John Marston precisa viajar para muito longe.

Ultra Street Fighter IV

Ultra Street Fighter IV

Reprodução/Capcom

Como manda a tradição, todo Street Fighter recebe mais de uma versão. No caso de Street Fighter IV, foram várias as atualizações até chegar em Ultra Street Fighter, que chegou em 2014, seis anos depois do primeiro SF4 ser lançado.

Mais refinado e com todo o conteúdo presente nas versões anteriores, Ultra Street Fighter IV traz mecânicas novas, como o Red Focus, que absorve poderosos golpes, e mais um bocado de novidades: lutadores, combos e cenários inéditos, dentre outros.

Entre as novidades do elenco, vale destacar quatro que vieram diretamente de outro jogo de luta, o crossover Street Fighter x Tekken: Hugo, Poison, Elena e Rolento. Já a quinta, Decapre, fez sua estreia neste jogo.

Para quem gosta de competição, de testar seus próprios limites, ou apenas quer desafiar os amigos durante aquele churrasco, Ultra Street Fighter IV é a melhor pedida. – Jessica Pinheiro

  • Leva que tá doce: Grande elenco com muita diversidade.
  • Dois pelo preço de um: Jogue Ultra Street Fighter IV se você gostou de Mortal Kombat (2011) ou Street Fighter x Tekken.
  • Presta atenção, freguesia: Juntando os personagens retornantes e os lutadores da edição, são 49 personagens jogáveis.

Assassin’s Creed II

Assassin's Creed II

Assassin's Creed II popularizou a série de ação da Ubisoft

Reprodução/Ubisoft

Quando a Ubisoft lançou o primeiro Assassin’s Creed, o potencial daquele jogo que combinava ação com furtividade e um visual único era evidente. Isso se tornou realidade com o segundo jogo da série, que trouxe tudo isso de forma refinada e acrescentou o ingrediente final: uma história comovente e um protagonista carismático.

Não é à toa que o fidalgo italiano Ezio Auditore se tornou o maior símbolo de Assassin’s Creed, em uma história de vingança e redenção pelo extermínio de sua família que termina com o jovem descobrindo uma conspiração milenar entre as ordens dos assassinos e dos templários.

Assassin’s Creed sempre chamou a atenção pelo visual e pelos conceitos, mas, até hoje, o segundo jogo merece ser jogado por conta de Ezio, que continua sendo o personagem mais popular da franquia porque sua história, que envolve a perda da inocência de um jovem em meio a uma trama política, realça o que esta série de jogos de ação tem de melhor: a humanidade em meio à ficção científica.

  • Leva que tá doce: Ficção científica baseada na história, com uma ótima jornada de um protagonista carismático e um tour virtual por cidades belíssimas da Itália. Precisa de mais?
  • Dois pelo preço de um: Do lado da ação, é um ótimo jogo para quem curte a furtividade de Hitman e Metal Gear Solid. Do lado da história, é a pedida certa para os fãs dos livros de Dan Brown que viraram filmes, como O Código da Vinci.
  • Presta atenção, freguesia: A trilha sonora de Jesper Kyd acerta em cheio ao retratar a inocência perdida de Ezio ao longo da aventura de Assassin’s Creed II.

Dead Space

Dead Space

Dead Space leva terror com zumbis ao espaço

Reprodução/Electronic Arts

O gênero de terror de sobrevivência ganhou um novo fôlego em 2008 com Dead Space. Nele, o jogador controla Isaac Clarke, engenheiro que recebe a missão de consertar a nave espacial USG Ishimura. Apesar de não possuir nenhum treinamento, ele acaba se tornando a última linha de defesa da tripulação sobrevivente.

Isso porque algo muito macabro aconteceu na espaçonave que, agora, está infestada por necromorfos, híbridos de zumbis e alienígenas. Estes seres se tornam, literalmente, o pior pesadelo do jogador graças à sua imprevisibilidade.

Munido de ferramentas improvisadas, como alicates e armas de energia primitiva, em uma jogabilidade de tiro em terceira pessoa, você precisará sobreviver a todo custo enquanto combate às ameaças dos necromorfos e investiga o que realmente aconteceu na espaçonave. – Jessica Pinheiro

  • Leva que tá doce: Dead Space pode agradar o paladar dos fãs de gore, isto é, um elemento do terror que foca na violência gráfica, já que a maioria dos necromorfos precisa ser desmembrada, a fim de serem realmente eliminados.
  • Dois pelo preço de um: Apropriado para jogadores que gostaram da experiência de serem perseguidos pelo xenomorfo de Alien: Isolation enquanto tentavam improvisar armamentos e bugigangas para sobreviver, ou para entusiastas do sanguinolento terror cósmico apresentado em Bloodborne.
  • Presta atenção, freguesia: Um remake do primeiro jogo está sendo desenvolvido e a previsão de lançamento é 2022 para PC, Xbox Series X e PlayStation 5.

The Walking Dead: Season One

The Walking Dead: Season One

Simulador de pai triste? Este é o jogo de The Walking Dead

Reprodução/Telltale Games

The Walking Dead se tornou um fenômeno multimídia que começou nos quadrinhos e atingiu o auge da popularidade na televisão. Porém, uma das melhores histórias desta série de zumbis se encontra justamente nos games, com a primeira temporada do título produzido pela Telltale.

Com um estilo de jogo similar aos títulos de aventura de PC dos anos 1990, The Walking Dead é mais focado na história do que na ação, em especial nas escolhas que você precisa tomar ao longo da narrativa, que podem mudar a maneira como outros personagens interagem com você.

O game é focado em dois personagens: o ex-professor e criminoso Lee, que resgata a jovem Clementine e se torna uma figura paterna para a criança. Com cinco episódios, o jogo desenvolve a relação entre os dois, culminando em um final absolutamente dramático. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: Uma das melhores histórias do universo de The Walking Dead.
  • Dois pelo preço de um: Recomendado para quem curte o quadrinho e a série de TV de The Walking Dead, e para os fãs de The Last of Us, já que as semelhanças entre as duas histórias são óbvias.
  • Presta atenção, freguesia: The Walking Dead surpreendeu ao ser eleito o jogo do ano de 2012 no Spike Video Game Awards, o antecessor do The Game Awards, considerado hoje o ‘Oscar dos videogames’.

Hotline Miami

Hotline Miami

Hotline Miami é clássico dos jogos independentes

Reprodução/Devolver Digital

Ambientado em uma Miami alternativa de 1989, Hotline Miami te coloca no controle do misterioso anti-herói conhecido apenas como Jacket, que segue instruções deixadas em sua secretária eletrônica para combater um sindicato criminoso em uma missão homicida.

Com perspectiva no topo da tela, ou seja, de cima para baixo, o jogo traz tiroteios brutais e algumas sequências furtivas enquanto desenvolve sua narrativa, banhada em extrema violência. Vale apontar que o aspecto visceral do game traz desconforto de propósito, a fim de fazer o jogador se questionar.

Toda a experiência é ainda embalada por uma excelente trilha sonora que mistura gêneros como synthwave, new beat e experimental por meio de artistas como Perturbator, Sun Araw, M|O|O|N e muitos outros, além de visuais inspirados pela cultura dos anos 1980. – Jessica Pinheiro

  • Leva que tá doce: Pode ser uma experiência refrescante caso você goste de obras que levantam questionamentos referentes à violência.
  • Dois pelo preço de um: Jogue Hotline Miami se for fã dos trabalhos de David Lynch, do filme Kick-Ass dirigido por Matthew Vaughn ou de Drive, longa-metragem dirigido por Nicolas Winding Refn. 
  • Presta atenção, freguesia: A sequência, Hotline Miami 2: Wrong Number, mostra o que aconteceu antes e depois do primeiro jogo, além de aprimorar a jogabilidade e oferecer novas máscaras, armas e personagens.

Call of Duty 4: Modern Warfare

Imagem de Call of Duty 4: Modern Warfare

Call of Duty 4: Modern Warfare revolucionou os jogos de tiro em primeira pessoa

Reprodução/Activision

Hoje em dia é comum ver nos jogos de tiro em primeira pessoa sequências de ação de tirar o queixo que lembram o melhor do gênero de ação no cinema, e Call of Duty 4: Modern Warfare é o principal responsável por essa mudança.

Depois de anos produzindo games situados apenas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Call of Duty foi para um ambiente contemporâneo, ao retratar uma história que coloca membros de forças especiais dos Estados Unidos e do Reino Unido contra forças ultranacionalistas russas e um exército revolucionário de países do Oriente Médio.

Call of Duty 4: Modern Warfare se destaca justamente por uma ação mais rápida e frenética, que culmina em cenas emblemáticas como a detonação de uma bomba atômica durante o combate dos americanos contra os revolucionários do Oriente Médio, ou até mesmo nos modos multiplayer do jogo, que definiram o estilo de Call of Duty nos anos seguintes. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: Um jogo de tiro competente com uma história que te coloca no centro da ação.
  • Dois pelo preço de um: Se você gosta de Counter-Strike ou Rainbow Six: Siege, jogue Call of Duty 4: Modern Warfare.
  • Presta atenção, freguesia: Em 2016, a Activision relançou o jogo para PlayStation 4 e Xbox One como Call of Duty: Modern Warfare Remastered.

BioShock Infinite

Bioshock Infinite

BioShock Infinite é aventura em cenários fantásticos com conflitos ideológicos

Reprodução/2K Games

Neste jogo de tiro em primeira pessoa, você irá controlar o veterano da Cavalaria dos Estados Unidos e assassino de aluguel Booker DeWitt. Com uma dívida e um prêmio por sua cabeça, o co-protagonista de BioShock Infinite resgata Elizabeth, uma mulher que viveu em cativeiro a maior parte de sua vida.

Os dois são forçados a confiar um no outro e enquanto o jogador acompanha a evolução do relacionamento entre os protagonistas, também se envolve em um confronto entre as principais facções de Columbia, ao mesmo tempo em que Booker descobre sobre os estranhos poderes de Elizabeth, os quais estão conectados aos principais segredos da cidade flutuante.

Com uma narrativa intrigante do começo ao fim, BioShock Infinite traz, literalmente, uma mudança de ares. Ficam para trás os edifícios e instalações da cidade subaquática de Rapture e são apresentados os aerotrilhos de alta velocidade e as ruas de Columbia, uma área fictícia steampunk suspensa no ar. Definitivamente, uma experiência que todos deveriam vivenciar. – Jessica Pinheiro

  • Leva que tá doce: Apesar de o diretor Ken Levine negar, o game é repleto de abordagens sociopolíticas e trabalha temas como fanatismo, cultismo, fundamentalismo, excepcionalismo estadunidense, espaço-tempo, e muitos outros.
  • Dois pelo preço de um: Recomendado para quem gostou do enredo profundo e do nível de detalhamento na mitologia de The Witcher 3: Wild Hunt; ou para aqueles que curtiram a jogabilidade em primeira pessoa combinada à narrativa intrigante e surpreendente de Half-Life 2.
  • Presta atenção, freguesia: Não é necessário jogar os dois BioShock lançados anteriormente. Porém, se puder jogue Burial At Sea – Episódios 1 e 2, conteúdos extras de Infinite que encerram de forma satisfatória a trilogia.

Braid

Braid

Braid critica de forma sutil as narrativas nos games

Reprodução/Number None, Inc.

Em 2008, os jogos independentes passaram a ganhar mais espaço em um movimento que foi capitaneado por Braid, que veio a se tornar um dos jogos mais aclamados de todos os tempos.

Em resumo, Braid é uma crítica a como histórias são retratadas em jogos e utiliza como molde um clássico do gênero: Super Mario. Assim como no game da Nintendo, em Braid você controla um rapaz chamado Tim, e precisa passar por vários desafios envolvendo plataformas. Só há uma diferença: você tem o poder de controlar o tempo e voltar caso cometa algum erro.

A partir daí, Braid se revela como uma excelente coletânea de quebra-cabeças, guiando Tim por seis mundos em busca de resgatar uma princesa. O desfecho, no entanto, é surpreendente. Jogue até o final. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: Uma versão diferente de jogos de plataforma que te fará pensar em todos os sentidos.
  • Dois pelo preço de um: As semelhanças com Super Mario são enormes e certamente quem curte jogos de plataforma vai gostar de Braid.
  • Presta atenção, freguesia: Jonathan Blow, o criador de Braid, é um dos protagonistas do documentário Indie Game: The Movie (2012), que é focado nos desafios e dificuldades da produção de jogos.

Bastion

Bastion

Em Bastion, tem alguém narrando tudo o que você faz

Reprodução/Supergiant Games

Imagine jogar um RPG de ação em que cada movimento seu é narrado? Este é Bastion, título independente desenvolvido pela Supergiant Games.

O game apresenta uma premissa simples, mas poderosa: o jogador controla um garoto —literalmente chamado de Kid— em uma jornada através de um mundo devastado para coletar fragmentos especiais de uma rocha. Estas, por sua vez, serão usadas para reativar o Bastion, uma estrutura com potencial para proteger o que restou da civilização.

Com uma perspectiva de câmera isométrica e um design artístico pintado à mão, o jogador explora livremente os cenários e enfrenta inimigos e chefes enquanto a narrativa vai se desenvolvendo.

Bastion é um típico caso em que a jornada acaba impactando mais do que o destino, ainda mais quando a jogabilidade desafiadora casa com a dinâmica narração e algumas sacadas interessantes na história. 

Vale ainda exaltar a belíssima trilha sonora, em especial as faixas cantadas que complementam a narrativa e têm o poder de evocar alguns sentimentos nos jogadores. – Jessica Pinheiro

  • Leva que tá doce: Aborda temas como catástrofes, ciclos, e escolhas e consequências.
  • Dois pelo preço de um: Se gostou do tocante enredo e da incrível trilha sonora de NieR Replicant ver.1.22474487139… ou da jogabilidade desafiadora com visão isométrica de Death’s Door, então experimente Bastion.
  • Presta atenção, freguesia: Foi o primeiro jogo desenvolvido pela Supergiant Games, mesmo estúdio do premiado Hades.

Burnout Paradise

Burnout Paradise

Burnout Paradise é playground de destruição e velocidade

Reprodução/Electronic Arts

Existem pessoas que jogam jogos de corrida para simular a sensação de pilotar máquinas super velozes e pessoas que jogam apenas para curtir sem se preocupar se vão bater em outros veículos ou dar com a cara em um muro. Burnout Paradise é a expressão máxima desta segunda opção.

O diferencial de Burnout em relação a outros jogos de corrida é que, além de chegar em primeiro lugar e vencer corridas, existe também um foco na destruição. Ou seja, tirar os outros da pista e causar grandes acidentes não apenas faz parte do jogo, como conta pontos e rende cenas com explosões devastadoras.

Em Burnout Paradise, esse estilo de jogo é levado a um mundo aberto, o que torna tudo ainda mais divertido, pois o ritmo da aventura fica nas suas mãos. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: Um tipo de jogo de corrida em que a destruição e a velocidade andam de mãos dadas.
  • Dois pelo preço de um: Jogue Burnout Paradise se você gosta de Need for Speed.
  • Presta atenção, freguesia: De LCD Soundsystem a Guns N’ Roses, a trilha sonora é um show à parte.

Mass Effect 2

Mass Effect 2

Mass Effect 2 é uma epopeia de ficção científica

Reprodução/Microsoft/Electronic Arts

Colônias humanas inteiras são abduzidas e cabe ao Comandante Shepard descobrir e solucionar este caso. Para tanto, o jogador precisará recrutar uma equipe estelar de especialistas em diferentes áreas. Ao lado deles, você irá liderar um ataque à área mais perigosa da galáxia em uma missão suicida.

Esta é apenas a ponta do iceberg em Mass Effect 2, elogiado jogo de tiro em terceira pessoa com elementos de RPG de ação. Afinal, pode parecer simples reunir os mais habilidosos especialistas da galáxia, mas além de recrutá-los, o jogador precisará conquistar a lealdade e a disposição de seus companheiros.

Isso sem contar o gerenciamento de recursos nos planetas. É por meio das missões e coleta desses materiais que você irá garantir que sua espaçonave, Normandy, seja capaz de resistir ao objetivo principal do jogo.

Com uma história bastante envolvente repleta de escolhas realmente impactantes, personagens muito carismáticos com os quais é muito fácil se apegar, e combate e exploração anos luz à frente do game original, Mass Effect 2 se consagra entre um dos melhores RPGs de ação já feitos. – Jessica Pinheiro

  • Leva que tá doce: Mass Effect 2 trabalha muito bem um sistema de moralidade dividido entre escolhas Paragon ou Renegade, no qual cada ação faz a diferença, até mesmo interromper conversas. 
  • Dois pelo preço de um: Obrigatório para quem gostou de trilhar seu próprio caminho através das escolhas de Dragon Age: Inquisition, do universo complexo e da rica mitologia de RPGs como The Witcher 3: Wild Hunt e Final Fantasy VII Remake, ou ainda para quem curtiu a densa, bem-desenvolvida e surpreendente história de Star Wars: Knights Of The Old Republic.
  • Presta atenção, freguesia: Não é obrigatório jogar o primeiro Mass Effect para entender a continuação. Mas se você o jogou, poderá carregar seu arquivo salvo —e por tabela suas escolhas— e, isso, claro, afeta a aventura de Mass Effect 2.

The Elder Scrolls V: Skyrim

The Elder Scrolls V: Skyrim

Skyrim é um dos RPGs mais famosos de todos os tempos

Reprodução/Bethesda Softworks

Quando Skyrim foi revelado em 2011, o diretor do jogo, Todd Howard, disse uma frase que ficaria famosa ao apontar para uma montanha no fundo do cenário, a perder de vista: “você pode escalar”.

A frase acabou virando meme, mas a verdade é que ela representa muito bem o espírito de descoberta que existe em The Elder Scrolls V: Skyrim, um dos RPGs de fantasia mais celebrados de todos os tempos. Skyrim é talvez o primeiro grande exemplo do gênero de um mundo com muitos detalhes e muitas coisas a se fazer.

Em Skyrim, seu personagem, cuja aparência e gênero são da sua escolha, é Dragonborn, último de uma linhagem de guerreiros capaz de absorver a alma dos dragões e utilizar magias destas criaturas conhecidas como “gritos”. Você começa a história escapando da prisão no meio de uma guerra entre dois dos reinos de Skyrim. A partir daí, você pode seguir o caminho da história principal ou simplesmente explorar esse mundo mágico, com muitos segredos a serem desvendados.

  • Leva que tá doce: É uma história de fantasia no melhor estilo de Game of Thrones ou Senhor dos Anéis na qual você está no controle.
  • Dois pelo preço de um: Skyrim influenciou alguns dos jogos mais aclamados dos últimos anos, como The Witcher III ou The Legend of Zelda: Breath of the Wild.
  • Presta atenção, freguesia: Uma das magias dracônicas aprendidas pelo protagonista, o “Fus Ro Dah”, acabou virando meme, pois o grito é capaz de empurrar qualquer coisa que esteja no caminho com força.

Gears of War

Gears of War

Gears of War aperfeiçoou os jogos de tiro em terceira pessoa

Reprodução/Microsoft

Ao longo dos anos 2000, os jogos de tiro em terceira pessoa passaram uma pequena revolução ao aproximar a câmera para perto dos ombros do personagem controlado na tela, permitindo mais precisão na hora de atirar sem deixar de mostrar os heróis. Gears of War aprimorou esse estilo de jogo ao acrescentar um sistema de cobertura e proteção que o tornou uma das melhores experiências de sua época.

Em Gears of War, a humanidade enfrenta uma guerra no planeta Sera contra uma espécie subterrânea chamada Locust. Diante de um inimigo quase impossível de derrotar, o herói Marcus Fenix enfrenta todas as dificuldades possíveis para salvar a humanidade.

Além do sistema de combate muito bem planejado —a Epic Games, que produziu o primeiro game da série, hoje é conhecida por Fortnite— e uma história surpreendentemente dramática, Gears of War também brilha no visual. É um dos games mais bonitos de sua época e brilha até hoje nesse quesito, especialmente em suas versões remasterizadas. – Bruno Silva

  • Leva que tá doce: Gears of War é um dos melhores jogos de tiro em terceira pessoa já feitos.
  • Dois pelo preço de um: Jogue Gears of War se você gostou de Resident Evil 4.
  • Presta atenção, freguesia: Gears of War fica ainda melhor se você joga em modo cooperativo com outra pessoa.

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Bruno Silva

Editor de games e animes na Tangerina, Bruno Silva é brasiliense e fã de basquete. Jornalista, apresentador e streamer, foi co-criador do The Enemy e já publicou no Omelete, Nerdbunker, Metrópoles e Correio Braziliense.

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